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Novo golpe do Pix conta com funcionários de telefonia; veja como funciona

Cybercriminosos inovam e passam a aplicar novo golpe do Pix. Siga na leitura para descobrir como funciona a ação.

Hannah AragãoPor Hannah Aragão3 min de leitura
Na imagem, logo do Pix e um golpista invadindo computador enquanto fala ao telefone.

Alerta, golpe do Pix! Em nova ação, cybercriminosos utilizam funcionários terceirizados de empresas de telefonia para realizar o roubo contra suas vítimas. A atividade criminosa já foi registrada em diferentes estados do país.

De acordo com informações do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) da Polícia Civil de São Paulo, os crimes registrados estão sendo investigados, e pelo menos seis pessoas já foram presas. Desse modo, siga na leitura para saber mais sobre o golpe.

Criminosos desenvolvem nova tática para golpe do Pix

Na imagem, logo do Pix e um golpista invadindo computador enquanto fala ao telefone.
Imagem: chingyunsong / shutterstock.com – Edição: Seu Crédito Digital

Em entrevista dada ao Estadão, o delegado Pablo França, titular da 1.ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG) e do Grupo de Operações Especiais (GOE) do Deic de Presidente Prudente, cidade do interior de São Paulo, explica que, no golpe do Pix, é bastante comum os criminosos hackearem as senhas de suas vítimas. No entanto, detalhes da nova ação dos golpistas chamam a atenção.

Isso porque, na técnica recentemente descoberta, os criminosos conseguem bloquear o sistema de telefonia de seus alvos. Sobre isso, o delegado é preciso ao afirmar que “nunca tínhamos visto”. Ainda assim, apesar dos esforços dos golpistas, ele destaca que, para que o golpe do Pix aconteça, os bandidos contam com o descuido das vítimas.

Como funciona o crime?

Na ação, a quadrilha escolhe seus alvos por meio de dados de score de crédito vazados. Com isso, os criminosos conseguem definir a vítima e entrar com o envio de “programas espiões”, na tentativa de invadir o aparelho da pessoa. Muitas vezes, os arquivos chegam por meio de links maliciosos. 

Portanto, com acesso aos dados bancários das vítimas, os criminosos colocam em prática mais uma fase do golpe. Nesse momento, eles realizam os desvios por meio de outro telefone, para não levantar suspeitas.

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Desse modo, os golpistas usam funcionários terceirizados de operadoras de telefonia, para configurar um novo chip baseado nos dados do aparelho invadido. “A vítima não sabe que o chip foi transferido para outro aparelho”, explica Pablo França.

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Saiba mais sobre o caso

Ainda segundo informações do Deic de São Paulo, além dos casos registrados nas cidades de Santo André e Ribeirão Pires, o novo golpe do Pix também já teve registro em cidades de outros estados do país, como: Brasília (DF), Caldas Novas (GO) e Palmas (TO).

Assim, até o momento em que a presente matéria foi ao ar, a polícia já cumpriu seis mandados de prisão e 11 de busca e apreensão. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), os mandados cumpridos se localizaram em imóveis de luxo, incluindo mansões com veículos importados.

Imagem: chingyunsong / Shutterstock.com – Edição: Seu Crédito Digital

Hannah Aragão

Autor

Hannah Aragão

Formada em jornalismo pela Universidade Federal de Pernambuco - UFPE. Atualmente fazendo parte do Seu Crédito Digital, acumulo experiências como redatora de finanças, economia e futebol.

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