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Novo investimento permite acesso ao mercado de debêntures por R$ 10

As debêntures devem ter uma emissão igual ou acima de R$ 300 milhões. E o volume de negociação mensal deve ser de, pelo menos, R$ 10 milhões.

Priscilla KinastPor Priscilla Kinast3 min de leitura
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No dia 28 de junho, a bolsa de valores do Brasil, a B3, começou a negociar o seu primeiro fundo de índices, conhecido como ETF (Exchange Traded Funds), de crédito privado de empresas brasileiras. O lançamento do ETF Debêntures DI pelo BTG Pactual ocorreu em parceria com a Teva Indices.

As contas do ETF Debêntures DI são negociados pelo ticker DEBB11. As negociações do investimento passaram a ser feitas com o valor inicial de R$ 10 por cota. A taxa de administração é de 0,6% ao ano. A carteira alvo do investimento tem mais de 80 debêntures indexadas ao CDI.

O fundo da BTG possibilita que os investidores acessem, através de um único papel, uma diversificada carteira de títulos corporativos de empresas abertas. O lançamento eleva o portfólio de ETFs de Renda Fixa disponíveis na bolsa de valores do Brasil. Ao todo, há 8 ativos desse tipo na B3.

Até então, 6 ETFs tinham a exposição a Títulos Públicos e 1 ETF a Contratos Futuros de DI. Agora, a B3 passa a ter exposição a Títulos Corporativos, de forma a aumentar a diversificação.

Como ocorre a formação do índice do ETF de debêntures?

Para integrar o índice, as debêntures devem ter uma emissão igual ou acima de R$ 300 milhões. E o volume de negociação mensal deve ser de, pelo menos, R$ 10 milhões, e 40% da presença em dias de negociação.

Assim que adicionados, os ativos seguem pelo menos um ano na composição do índice. Isso, salvo nos casos de eventos de crédito. Atualmente, a carteira do índice é composta por 90 ativos de 61 emissores. Uma vez por mês ela é rebalanceada para seguir as alterações de mercado.

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Além de possibilitar a diversificação da exposição do portfólio de modo simples, as debêntures têm outra vantagem, que se trata da tributação diferenciada. Como o prazo do ETF é acima de 720 dias, a alíquota de Imposto de Renda é de 15%, independentemente do prazo de permanência no ativo, a mesma das ações.

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Imagem: ITTIGallery / Shutterstock.com

Priscilla Kinast

Autor

Priscilla Kinast

Jornalista, apaixonada pelo mercado financeiro e pelas inovações tecnológicas. Registro Profissional: 0020361/RS

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