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Alerta: novo vírus bancário desvia Pix sem que você perceba; saiba como se proteger

Entenda como o vírus desvia transferências via Pix em celulares Android, como ele age, e confira dicas essenciais para proteger seu dispositivo.

Bruna MachadoPor Bruna Machado5 min de leitura
pix vírus

Em 2023, uma nova ameaça digital foi descoberta pela Kaspersky: o vírus BRats, criado para se infiltrar em dispositivos Android e desviar valores de transferências feitas por Pix. O malware, que combina tecnologia de automação com engenharia social, representa um novo patamar de risco para quem utiliza serviços bancários pelo celular.

Neste artigo, você vai entender como o BRats atua, quais são os riscos, como ele se espalha e, principalmente, como se proteger contra essa ameaça.

Leia mais:

Você sabe quem criou o Pix? conheça a origem e curiosidades do sistema

O que é o vírus BRats?

iphone malware
Imagem: Brian A Jackson / Shutterstock.com

Origem e nome

O BRats foi identificado por especialistas em cibersegurança da empresa russa Kaspersky. O nome é uma junção de:

  • BR: referência ao Brasil, país onde o vírus foi inicialmente detectado;
  • ATS: sigla para Automated Transfer System (Sistema de Transferência Automatizada).

Esse tipo de malware utiliza tecnologia ATS para operar de maneira autônoma, sem depender da ação constante dos criminosos.

Como o BRats funciona?

O diferencial do BRats está em sua capacidade de:

  • Infiltrar dispositivos Android por meio de aplicativos falsos;
  • Obter acesso às configurações de acessibilidade do celular;
  • Controlar remotamente o aparelho;
  • Manipular aplicativos bancários e desviar transferências Pix sem que o usuário perceba.

Segundo o portal C.B. Radar, mesmo com o celular bloqueado, o malware consegue atuar silenciosamente, redirecionando as transferências para contas controladas pelos criminosos.

Essa atuação rápida aproveita a natureza instantânea do Pix, dificultando a recuperação dos valores desviados.

Como o vírus BRats infecta os celulares?

Aplicativos fraudulentos

O principal vetor de infecção do BRats são os aplicativos maliciosos, que se disfarçam de:

  • Jogos de celular;
  • Atualizações de aplicativos conhecidos;
  • Ferramentas de otimização de sistema.

Esses apps falsos são distribuídos principalmente fora da Google Play Store, em sites duvidosos ou por meio de arquivos .APK enviados por mensagem ou redes sociais.

Permissão de acessibilidade

Após a instalação, o malware solicita ao usuário o acesso às configurações de acessibilidade, alegando funções como “melhorar a usabilidade” ou “otimizar o desempenho”.

Ao conceder essa permissão, o usuário autoriza o vírus a:

  • Controlar a interface do dispositivo;
  • Ler e interagir com o conteúdo da tela;
  • Automatizar operações dentro de aplicativos bancários.

Essa estratégia torna o golpe extremamente eficaz, pois o BRats consegue realizar transferências sem levantar suspeitas.

Como o BRats desvia transferências via Pix?

Automação do golpe

Quando o usuário abre o aplicativo bancário, o malware:

  • Detecta o app em execução;
  • Interage automaticamente com a interface;
  • Altera os dados do destinatário no momento da transferência;
  • Confirma a transação, enviando o dinheiro para contas de laranjas ou dos próprios criminosos.

Rapidez e dificuldade de rastreamento

A velocidade de execução do Pix favorece os golpistas. Em poucos segundos, o dinheiro é enviado, redistribuído para outras contas e, muitas vezes, sacado ou convertido em ativos digitais como criptomoedas, dificultando o rastreamento pelas autoridades.

Como se proteger do vírus BRats?

1. Baixe aplicativos apenas da Google Play Store

Evite instalar aplicativos de fontes externas. O Google Play Protect verifica apps antes da instalação, reduzindo o risco de baixar conteúdos maliciosos.

2. Nunca instale arquivos .APK de origem desconhecida

Desconfie de links enviados por:

  • SMS;
  • WhatsApp;
  • E-mail;
  • Redes sociais.

Prefira sempre as lojas oficiais.

3. Revise permissões de acessibilidade

Antes de conceder permissões especiais, questione:

  • Por que o aplicativo precisa de acesso à acessibilidade?
  • Esse tipo de acesso é realmente necessário para a função prometida?

Se a resposta não for clara, desconfie e evite conceder a permissão.

4. Mantenha um antivírus atualizado

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Instale um antivírus confiável no seu dispositivo Android e mantenha-o sempre atualizado para detectar ameaças em tempo real.

Algumas opções confiáveis são:

  • Kaspersky Mobile Antivirus;
  • Bitdefender Mobile Security;
  • Avast Mobile Security.

5. Habilite autenticação em dois fatores

Nos aplicativos bancários, ative a autenticação em duas etapas (2FA). Mesmo que o malware tenha acesso ao aplicativo, uma segunda camada de segurança pode impedir a conclusão da fraude.

Preferencialmente, utilize autenticação por app (como Google Authenticator) em vez de SMS.

6. Fique atento a comportamentos estranhos

Sinais de que seu dispositivo pode estar infectado:

  • Abertura de apps sem sua interação;
  • Transferências bancárias não reconhecidas;
  • Redirecionamento estranho durante operações financeiras.

Se notar qualquer atividade suspeita, entre em contato imediatamente com o suporte do seu banco e considere restaurar o dispositivo para as configurações de fábrica.

Como proceder em caso de suspeita de infecção?

Se você acredita que foi vítima do BRats ou outro malware:

  1. Desconecte imediatamente o dispositivo da internet (Wi-Fi e dados móveis).
  2. Notifique seu banco para bloquear operações suspeitas.
  3. Formate o celular, restaurando-o para as configurações de fábrica.
  4. Troque todas as senhas de e-mails, redes sociais e aplicativos financeiros.
  5. Registre um boletim de ocorrência (BO) relatando o golpe.
  6. Monitore suas contas bancárias e cartões de crédito para identificar movimentações irregulares.

A importância da cibersegurança no Brasil

O Brasil é um dos países com maior número de golpes digitais no mundo. A popularização do Pix aumentou ainda mais o interesse de cibercriminosos em desenvolver malwares especializados.

Segundo dados de empresas de cibersegurança, o número de tentativas de fraudes bancárias em dispositivos móveis cresceu mais de 30% em 2023, impulsionado principalmente pelo uso intensivo de métodos de pagamento instantâneo.

Investir em boas práticas de segurança digital nunca foi tão necessário.

Considerações finais

O vírus BRats é um exemplo claro da sofisticação dos golpes digitais atuais. Atuando de forma autônoma e silenciosa, o malware explora brechas no comportamento dos usuários para roubar valores via Pix com rapidez e eficiência.

Proteger-se exige atenção redobrada na instalação de aplicativos, cuidado com permissões concedidas e uso de ferramentas de segurança. No cenário atual, adotar hábitos digitais seguros é essencial para preservar dados pessoais e recursos financeiros.

Fique atento, proteja seu dispositivo e ajude a disseminar informações corretas para combater a ação de cibercriminosos!

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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