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Investimentos mais taxados? Veja quando os novos impostos começam a valer

Descubra quando os novos impostos sobre aplicações financeiras passam a valer. Leia e proteja seus rendimentos de investimentos!

Ellen D'AlessandroPor Ellen D'Alessandro5 min de leitura
Investimento

O governo federal, por meio de uma medida provisória publicada em 11 de junho de 2025, anunciou um pacote de mudanças na tributação de aplicações financeiras, incluindo investimentos até então isentos de imposto de renda, como LCI, LCA e Fiagro.

A medida, que ainda depende da aprovação do Congresso Nacional, promete impactar milhões de investidores e ampliar a arrecadação pública a partir de 2026.

Neste artigo, você confere em detalhes o que muda, quando as novas taxas passam a valer e como isso afeta quem já investe ou pretende investir.

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Entenda o contexto da nova tributação

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Imagem: Canva

A medida provisória visa compensar perdas de arrecadação com a redução do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), conforme prometido pelo governo Lula ainda em 2023. Com isso, o foco passou a ser o aumento da carga tributária sobre investimentos considerados mais estáveis, que atingem não apenas grandes investidores, mas também milhões de brasileiros de renda média.

Investimentos que antes eram isentos agora serão taxados

LCI, LCA e Fiagro passam a pagar imposto de renda

A partir de 1º de janeiro de 2026, os seguintes investimentos em renda fixa passarão a ser tributados em 5% de Imposto de Renda:

  • LCI (Letra de Crédito Imobiliário);
  • LCA (Letra de Crédito do Agronegócio);
  • Fiagro (Fundo de Investimento nas Cadeias Agroindustriais).

Esses ativos eram isentos até então e considerados opções seguras e atrativas para pequenos e médios investidores.

Quando a cobrança começa?

A alíquota será aplicada apenas para títulos emitidos a partir de 1º de janeiro de 2026. Ou seja, quem já tem esses ativos hoje ou adquirir até 31 de dezembro de 2025 continuará com o benefício da isenção.

Impacto no mercado

Mais de 6 milhões de contas de investimento serão afetadas. A mudança pode alterar significativamente a atratividade desses produtos no longo prazo.

Unificação da alíquota do IR sobre aplicações financeiras

Nova taxa fixa de 17,5% começa a valer em 2026

Outra alteração importante foi a unificação da alíquota de imposto de renda sobre aplicações financeiras. A partir de janeiro de 2026, os rendimentos de investimentos em ativos como:

  • Fundos de investimento;
  • Operações com títulos e valores mobiliários;
  • Criptoativos (como Bitcoin e outros).

serão tributados em 17,5%, diretamente na fonte.

O que muda?

Antes, a alíquota variava de 15% a 22,5%, dependendo do prazo da aplicação. A nova regra simplifica, mas também elimina benefícios de longo prazo para investimentos com vencimentos maiores.

Tributos sobre apostas online aumentam em outubro de 2025

Apostas esportivas passam a ter 18% de imposto

A partir de outubro de 2025, a taxação sobre a receita bruta de casas de apostas (bets) online passa de 12% para 18%.

Como é calculada essa taxa?

A cobrança é feita sobre o total arrecadado com apostas, descontando os prêmios pagos aos apostadores. O objetivo é tanto aumentar a arrecadação federal quanto desestimular o crescimento descontrolado desse tipo de entretenimento.

JCP (Juros sobre Capital Próprio) também sofre aumento

Alíquota sobe de 15% para 20%

Empresas que distribuem lucros aos acionistas na forma de Juros sobre Capital Próprio (JCP) terão aumento na tributação. A alíquota sobe de 15% para 20%, com efeitos válidos a partir de 2026.

Por que essa mudança?

O governo busca reduzir a vantagem tributária que o JCP tem em relação à distribuição tradicional de dividendos, promovendo maior equidade fiscal entre diferentes formas de remuneração ao investidor.

Mudanças na CSLL: fintechs e bancos também sentirão o impacto

Novas regras começam a valer no 4º trimestre de 2025

A Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) foi unificada, eliminando a menor alíquota de 9%. A partir da vigência da MP, que respeita o prazo de noventena, passam a valer apenas as seguintes taxas:

  • 15% ou 20%, conforme o porte da instituição.

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Essa regra vale para instituições financeiras, incluindo fintechs, que terão aumento de custos operacionais.

Potencial de arrecadação: R$ 30,1 bilhões até 2026

Com todas as mudanças, o governo estima um aumento de arrecadação de R$ 30,1 bilhões até o fim de 2026. A projeção inclui ganhos com a nova tributação de renda fixa, apostas esportivas, ativos financeiros e JCP.

Aprovação no Congresso ainda é necessária

Medida provisória tem força de lei, mas pode caducar

A MP publicada em 11 de junho de 2025 já está em vigor, mas precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional em até 120 dias. Caso não seja aprovada, perde sua validade.

O que pode acontecer?

  • Se o Congresso alterar o texto, a aplicação das alíquotas pode ser revista.
  • Se rejeitar ou não votar a MP no prazo, as mudanças deixam de valer.

O que os investidores devem fazer agora?

Investimento/LCI
Imagem: Canva

1. Reavaliar o portfólio

Com as novas regras, investimentos antes considerados isentos podem perder competitividade. É importante revisar alocações e prazos.

2. Aproveitar o período de isenção até 2025

Quem investir em LCI, LCA ou Fiagro até 31 de dezembro de 2025 continuará isento do IR. Essa é uma oportunidade para antecipar decisões.

3. Consultar um assessor de investimentos

O cenário fiscal está mudando. Buscar orientação profissional pode ajudar a adaptar a carteira para preservar rentabilidade líquida.

Conclusão

As novas regras de tributação promovidas pelo governo Lula devem mudar de forma significativa a forma como os brasileiros investem. Embora tenham como objetivo compensar perdas fiscais, elas impactam também a classe média e pequenos investidores. Estar atento aos prazos e buscar alternativas pode fazer a diferença no rendimento futuro das aplicações.

Imagem: Canva

Ellen D'Alessandro

Autor

Ellen D'Alessandro

Ellen D'Alessandro é redatora no portal Seu Crédito Digital. Tem 24 anos e cursa Letras – Português e Alemão na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Apaixonada por leitura e séries de TV, alia sua formação acadêmica ao trabalho com produção de conteúdo informativo sobre direitos sociais, economia e temas que impactam o dia a dia do cidadão brasileiro.

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