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Nubank vira gigante e paga mais impostos que os bancos tradicionais fintech arrecadou R$ 8,2 bi

Nubank lidera inclusão financeira no Brasil, com milhões de novos clientes e maior arrecadação de impostos, impulsionando o mercado.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes5 min de leitura
Nubank

O Nubank tem se destacado como protagonista no cenário financeiro brasileiro, combinando inovação tecnológica, eficiência operacional e compromisso social. Nos últimos anos, a fintech proporcionou acesso a serviços bancários a milhões de brasileiros, além de se tornar um dos maiores contribuintes de impostos do país.

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Avanços na inclusão financeira

O crescimento do Nubank e de outras fintechs contribuiu significativamente para a democratização do acesso a produtos financeiros, especialmente em regiões historicamente desassistidas.

Milhões de brasileiros incluídos

De acordo com dados recentes, o Nubank possibilitou que:

  • 28 milhões de pessoas tivessem acesso a uma conta corrente pela primeira vez;
  • 29 milhões de indivíduos obtivessem cartão de crédito pela primeira vez;
  • Metade dos municípios do país, que não possuem agências bancárias físicas, pudessem acessar serviços financeiros digitalmente.

Essa expansão foi crucial para reduzir barreiras geográficas e sociais, permitindo que brasileiros de todas as regiões participem da economia digital.

Redução da concentração bancária

O surgimento e crescimento das fintechs também impactou a estrutura do mercado financeiro brasileiro. Segundo estudos do FMI, a participação das cinco maiores instituições financeiras do país nos ativos totais caiu de 81% em 2016 para 71% em 2024.

Benefícios para a sociedade

A descentralização do mercado trouxe impactos positivos:

  • Redução de 2,9 pontos percentuais nas taxas de juros de empréstimos bancários;
  • Economia de mais de R$ 111 bilhões para os clientes nos últimos nove anos em tarifas bancárias dispensadas;
  • Acesso a produtos financeiros anteriormente indisponíveis, segundo pesquisa da Mastercard, em que 58% dos clientes de fintechs declararam ter obtido serviços que não possuíam antes.

Esses números demonstram que o modelo digital escalável e eficiente das fintechs gerou benefícios tangíveis para a população e para a economia.

Desafios regulatórios e tributários

Apesar do sucesso, as fintechs enfrentam pressões regulatórias e tributárias, especialmente em relação à Medida Provisória (MP) 1303, que previa aumento da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). A MP perdeu validade, mas abriu debate sobre a carga tributária das fintechs em comparação aos bancos tradicionais.

Comparação entre fintechs e bancos

Embora a alíquota nominal das fintechs seja menor que a dos grandes bancos, o cálculo de tarifas efetivas revela uma realidade diferente:

  • Fintechs pagaram, em média, 29,7% de imposto sobre o lucro em 2024;
  • Grandes bancos tiveram alíquota média de apenas 12,2%, conforme levantamento da Zetta, associação que representa fintechs e instituições de pagamento;
  • O Nubank lidera, com 31% de alíquota efetiva em 2025, superando Santander (9,6%), Itaú (14,2%), Banco do Brasil (-40,7%) e Bradesco (8,4%).

Argumentos das fintechs

A Zetta destaca que equidade fiscal é essencial para manter a inovação e a inclusão financeira:

“Aumentar ainda mais a carga tributária representaria uma penalização para o modelo que mais tem contribuído para a inclusão financeira no Brasil nos últimos 15 anos, justamente em um momento em que o país necessita reduzir o custo do crédito, e não o contrário.”

As fintechs defendem que a cobrança de impostos efetiva seja equivalente à dos bancos, evitando penalizações injustas e mantendo competitividade no setor.

Nubank e arrecadação de impostos

O Nubank não apenas lidera em inclusão financeira, como também se destaca na arrecadação de impostos, sendo uma das principais fontes de receita para o governo em termos de IR e CSLL.

Dados de arrecadação de 2025

Conforme demonstrações financeiras auditadas:

  • Nubank: R$ 8,22 bilhões;
  • Itaú: R$ 6,8 bilhões;
  • Banco do Brasil: R$ 5,98 bilhões;
  • Bradesco: R$ 5,92 bilhões;
  • Santander: R$ 2,68 bilhões.

Essa liderança demonstra que o Nubank cumpre seu papel fiscal mesmo sendo uma fintech de modelo digital, mais eficiente e com menor custo operacional do que bancos tradicionais.

Benefícios do modelo digital

O modelo do Nubank, baseado em tecnologia de ponta e automação, permite:

  • Redução de custos operacionais;
  • Escalabilidade sem necessidade de expansão física;
  • Redução de tarifas bancárias para clientes;
  • Reinvestimento em produtos inovadores e expansão do acesso a crédito.

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Pressão da Febraban e debates no Congresso

O avanço das fintechs e sua eficiência têm provocado resistência de bancos tradicionais, representados pela Febraban, que busca ajustes tributários que aumentem a cobrança sobre as fintechs.

Pontos de debate

  • Alegação de que fintechs pagam menos impostos;
  • Insistência em aumentar a alíquota nominal da CSLL;
  • Questionamento sobre regras de concorrência e isonomia fiscal;
  • Contraposição das fintechs, que defendem equidade baseada na alíquota efetiva, e não nominal.

Impacto para a sociedade

Especialistas alertam que aumentar impostos sobre fintechs pode ter efeitos adversos:

  • Redução da competitividade;
  • Menor capacidade de inclusão financeira;
  • Elevação do custo de crédito para consumidores;
  • Retrocesso na democratização de serviços bancários digitais.

Inovação e futuro das fintechs no Brasil

O Nubank e outras fintechs são exemplos de como a tecnologia pode transformar o setor financeiro, promovendo eficiência, redução de custos e maior alcance social.

Tendências e perspectivas

  • Ampliação do acesso a crédito para pequenos empreendedores e consumidores de baixa renda;
  • Desenvolvimento de novos produtos financeiros digitais;
  • Maior integração de IA e automação para personalização de serviços;
  • Expansão internacional, mantendo o modelo digital escalável.

Desafios regulatórios

A manutenção de um ambiente regulatório justo e equilibrado será crucial para permitir que fintechs continuem inovando sem penalizações desproporcionais. Isso inclui:

  • Equidade na tributação;
  • Regras claras de compliance e governança;
  • Proteção à concorrência saudável entre bancos e fintechs;
  • Incentivos à inovação e redução de custos para clientes.

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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