Quando um trabalhador morre, o saldo existente em sua conta do FGTS não desaparece. A legislação prevê uma hipótese específica de movimentação para permitir que os dependentes habilitados tenham acesso aos valores deixados pelo titular.
A própria Caixa Econômica Federal informa que o saque por falecimento é uma das modalidades previstas para movimentação do fundo. O pedido pode ser iniciado pelo aplicativo FGTS ou, em determinadas situações, realizado presencialmente em uma agência.
A situação, porém, exige atenção à documentação. Dependendo de quem solicita o dinheiro e da existência ou não de dependentes habilitados, podem ser necessários documentos previdenciários ou determinações judiciais.
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Como sacar o FGTS de trabalhador falecido?

Quem pode sacar o FGTS após a morte do trabalhador?
A regra específica do FGTS permite o saque aos dependentes do trabalhador falecido. Para comprovar essa condição, a Caixa exige documentação emitida por órgão oficial de Previdência Social ou pelo órgão responsável pelo pagamento da pensão, conforme o caso.
Isso significa que não basta ser parente do trabalhador. O interessado precisa comprovar que se enquadra como beneficiário habilitado ou apresentar a documentação sucessória exigida quando a situação não puder ser resolvida diretamente pela comprovação de dependência.
Quando houver necessidade de inventário, partilha ou determinação judicial, o procedimento poderá exigir documentos emitidos pelo Judiciário ou por tabelionato, conforme a situação concreta.
O dinheiro entra automaticamente na conta dos herdeiros?
Não. O falecimento do titular não significa que o saldo seja automaticamente transferido para os familiares.
É necessário solicitar a movimentação e apresentar os documentos que comprovem a condição do beneficiário. A documentação pode variar conforme a existência de dependentes habilitados, sucessores e eventual processo de inventário.
Por isso, antes de fazer o pedido, é importante verificar qual é a situação jurídica do falecido e quem está formalmente habilitado a receber os valores.
Quais documentos são necessários para sacar o FGTS?
Para o saque por falecimento, a Caixa prevê documentação específica. Entre os documentos que podem ser exigidos estão documento de identificação do solicitante e comprovante oficial dos dependentes habilitados à pensão.
Também podem ser necessários documentos relacionados ao trabalhador falecido, como identificação, número do PIS/Pasep e Carteira de Trabalho, conforme a situação e o canal utilizado.
Nos casos em que não houver dependente habilitado ou houver necessidade de comprovação sucessória, podem entrar no processo documentos como alvará judicial, formal de partilha, carta de adjudicação, escritura pública de inventário ou outros documentos determinados pela legislação e pelas autoridades competentes.
Portanto, a lista apresentada ao solicitante pode variar. A Caixa recomenda consultar previamente as condições específicas do saque para evitar deslocamento ou envio incompleto de documentos.
Como solicitar o FGTS de pessoa falecida pelo aplicativo?
O pedido pode ser feito digitalmente pelo aplicativo FGTS. O procedimento indicado atualmente pela Caixa é relativamente simples.
No aplicativo, o interessado deve acessar “Meus Saques”, entrar em “Outras Situações de Saques” e selecionar o motivo relacionado ao falecimento do trabalhador. Depois, é necessário informar os dados solicitados, enviar os documentos e confirmar a solicitação.
O sistema permite acompanhar o andamento do pedido e, quando o saque for liberado, indicar uma conta bancária de titularidade do beneficiário para receber o dinheiro. O saque digital está disponível para as hipóteses previstas em lei que tenham valor liberado.
E se não for possível fazer o pedido pelo aplicativo?
Quando o atendimento digital não for suficiente, o interessado pode ser direcionado a uma agência da Caixa.
Nesse caso, é necessário apresentar a documentação correspondente à situação. Para o saque por falecimento, a Caixa destaca a necessidade de documento de identificação e declaração de dependentes habilitados à pensão emitida por órgão oficial competente.
Se houver inventário ou disputa sobre quem possui direito aos valores, a situação pode demandar documentação adicional e, eventualmente, atuação judicial.
Em quanto tempo o FGTS é liberado?
O saque digital do FGTS permite que o beneficiário acompanhe o processo pelo aplicativo. A Caixa informa, de maneira geral, que o valor fica disponível em conta após cinco dias úteis nos saques digitais, desde que a solicitação esteja regular e o valor esteja liberado.
Esse prazo não deve ser interpretado como garantia para situações que dependam de análise documental, complementação de informações ou decisão judicial. Quando há alguma pendência, o processamento pode exigir providências adicionais.
O FGTS pode ser sacado mesmo se o trabalhador estava no saque-aniversário?
Sim. O falecimento é uma hipótese própria de movimentação do FGTS e segue suas regras específicas.
A Caixa esclarece que casos envolvendo titular falecido continuam submetidos às regras de saque por falecimento, independentemente de liberações extraordinárias relacionadas a outras modalidades do fundo.
Assim, familiares não devem confundir o saque por falecimento com as regras aplicáveis ao saque-aniversário ou ao saque-rescisão.
Quais outras situações permitem sacar o FGTS?

O falecimento é apenas uma das hipóteses previstas na legislação. O FGTS também pode ser movimentado, entre outras situações, em caso de demissão sem justa causa, aposentadoria, determinadas doenças graves, idade igual ou superior a 70 anos, aquisição de moradia própria e algumas situações relacionadas à ausência prolongada de depósitos ou permanência fora do regime.
Há ainda modalidades específicas, como o saque calamidade, destinado a trabalhadores afetados por determinados desastres naturais oficialmente reconhecidos.
Como consultar se o trabalhador tinha saldo no FGTS?
O aplicativo FGTS é o principal canal digital para acompanhar contas, extratos e movimentações do fundo. A plataforma também permite realizar solicitações de saque quando a hipótese estiver disponível.
Em situações envolvendo pessoa falecida, entretanto, a consulta e o acesso aos valores podem depender da apresentação de documentos que comprovem a condição de beneficiário.
Por isso, se a família suspeita que o trabalhador possuía saldo, mas não sabe o valor ou não consegue acessar as informações, o caminho mais seguro é procurar os canais oficiais da Caixa com a documentação do falecido e do possível beneficiário.
Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital
