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Nubank perde valor na Bolsa; veja o que mudou para ROXO34

Itaú BBA mantém recomendação de compra para Nubank e vê potencial de valorização de 52% mesmo após forte queda das ações em 2026.

Juliana PeixotoPor Juliana Peixoto6 min de leitura
Nubank perde valor na Bolsa; veja o que mudou para ROXO34

O ano de 2026 tem sido marcado por fortes oscilações para as ações do Nubank. Após um longo período sendo apontado como uma das fintechs mais bem-sucedidas do mundo, a companhia enfrentou uma mudança significativa na percepção dos investidores, acumulando uma desvalorização superior a 30% desde janeiro.

O movimento gerou dúvidas sobre a capacidade da empresa de manter o ritmo acelerado de crescimento que marcou sua trajetória nos últimos anos. Questões relacionadas à carteira de crédito, aumento de despesas, desafios da expansão internacional e mudanças na liderança financeira contribuíram para o aumento da cautela do mercado.

Apesar desse cenário, analistas do Itaú BBA acreditam que a reação dos investidores pode ter sido exagerada. Na avaliação do banco, os fundamentos da empresa permanecem sólidos e a correção dos papéis abriu espaço para uma possível recuperação ao longo dos próximos meses.

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Por que as ações do Nubank caíram em 2026?

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Imagem criada por IA/ Seu Crédito Digital

A queda das ações não ocorreu por um único motivo. Diversos fatores contribuíram para aumentar a percepção de risco em torno da fintech.

Entre os principais pontos observados pelo mercado estão:

  • Crescimento das despesas operacionais acima das expectativas;
  • Preocupações sobre a evolução da inadimplência e da carteira de crédito;
  • Incertezas relacionadas à expansão nos Estados Unidos;
  • Troca do diretor financeiro global (CFO);
  • Reavaliação de empresas ligadas à tecnologia e inovação no mercado internacional.

O conjunto desses elementos levou investidores a revisarem suas expectativas para o desempenho futuro da companhia.

No entanto, segundo a análise do Itaú BBA, grande parte dessas preocupações já foi incorporada ao preço das ações, reduzindo significativamente a avaliação de mercado da empresa.

Itaú BBA mantém recomendação de compra

Mesmo diante da turbulência recente, o Itaú BBA decidiu manter sua recomendação de compra para os papéis negociados na Bolsa de Nova York.

A instituição estabeleceu um preço-alvo de US$ 18 por ação, valor que representa um potencial de valorização próximo de 52% em relação aos níveis recentes de negociação.

Para os analistas, o mercado passou a precificar um cenário excessivamente negativo para a fintech, ignorando indicadores importantes que continuam mostrando crescimento operacional.

Outro fator destacado pelo banco é o desconto em relação ao histórico da companhia. Segundo a avaliação, as ações estão sendo negociadas com uma redução significativa frente aos múltiplos médios observados nos últimos anos.

Desconto chama atenção dos analistas

O relatório aponta que o valuation atual do Nubank apresenta um desconto aproximado de 38% em comparação com sua média histórica.

Além disso, os especialistas observam que, caso os papéis apenas acompanhassem o desempenho recente do índice Nasdaq, o valor das ações estaria substancialmente acima dos patamares atuais.

Esse descolamento sugere que os investidores passaram a penalizar especificamente a companhia, e não necessariamente o setor financeiro ou o ambiente econômico global.

Lucro pode ser o principal motor de recuperação

Na visão do Itaú BBA, a principal ferramenta para restaurar a confiança do mercado será a entrega consistente de resultados financeiros.

A expectativa é que os ajustes realizados na carteira de crédito comecem a produzir efeitos mais evidentes ao longo de 2026, favorecendo a expansão das margens e o crescimento dos lucros.

Os analistas projetam lucro líquido de aproximadamente US$ 4,2 bilhões para o ano, representando um crescimento de cerca de 46% em relação ao período anterior.

Caso esse cenário se confirme, a fintech poderá reforçar sua posição entre as instituições financeiras mais rentáveis da América Latina.

Retorno elevado continua sendo diferencial

Um dos indicadores que seguem chamando a atenção é o retorno sobre patrimônio líquido (ROE).

As estimativas apontam para um ROE próximo de 30%, patamar considerado elevado mesmo quando comparado a bancos tradicionais e outras instituições financeiras digitais.

Esse desempenho demonstra que a empresa continua conseguindo transformar crescimento de clientes em geração de resultados.

Modelo de negócios continua competitivo

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

Embora o ambiente econômico apresente desafios, o Itaú BBA entende que algumas vantagens competitivas do Nubank permanecem preservadas.

A fintech construiu uma operação baseada em tecnologia, automação e escalabilidade, características que permitem reduzir custos e aumentar a eficiência operacional.

Entre os principais diferenciais destacados pelos analistas estão:

Estrutura operacional enxuta

O modelo digital reduz despesas com agências físicas e simplifica processos internos.

Essa estrutura permite atender milhões de clientes com custos menores do que os observados em instituições tradicionais.

Uso intensivo de tecnologia

A companhia segue investindo em inteligência artificial, análise de dados e automação para aprimorar seus produtos e serviços.

Essas ferramentas também ajudam a melhorar a avaliação de risco na concessão de crédito.

Capacidade de atrair profissionais qualificados

Outro aspecto citado pelos analistas é a facilidade da empresa em atrair talentos especializados em tecnologia, ciência de dados e inovação financeira.

Essa característica tem sido considerada estratégica para sustentar o crescimento no longo prazo.

Crescimento no crédito segue em evolução

O mercado acompanha de perto a evolução da carteira de crédito do Nubank, especialmente em segmentos mais sensíveis à inadimplência.

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Segundo o Itaú BBA, a empresa tem demonstrado avanços na sofisticação dos modelos utilizados para análise de risco.

Um dos sinais observados é o aumento gradual dos valores médios concedidos em empréstimos pessoais, sem que isso represente necessariamente uma deterioração da qualidade da carteira.

Os analistas entendem que a fintech vem aperfeiçoando seus algoritmos e acumulando mais informações sobre o comportamento financeiro dos clientes.

Consignado privado pode abrir nova frente de crescimento

Outro ponto que gera expectativa é a futura expansão do crédito consignado privado.

O produto vem sendo estudado pela companhia há algum tempo e pode representar uma nova fonte de receitas nos próximos anos.

Diferentemente de alguns concorrentes que aceleraram a entrada nesse mercado, o Nubank optou por uma estratégia mais gradual, priorizando aprendizado e desenvolvimento tecnológico.

México desponta como destaque internacional

Fora do Brasil, o México aparece como uma das operações mais promissoras da fintech.

A conquista da licença bancária no país é vista como um marco importante para ampliar a oferta de produtos financeiros e acelerar o crescimento da base de clientes.

Além disso, indicadores operacionais da operação mexicana vêm mostrando evolução consistente, fortalecendo a tese de expansão internacional da empresa.

Operação ganha escala

Com uma população superior a 130 milhões de habitantes e baixa bancarização em algumas regiões, o México oferece um mercado relevante para soluções digitais.

A expectativa dos analistas é que a unidade mexicana continue aumentando sua contribuição para os resultados consolidados da companhia.

Estados Unidos seguem como principal desafio

Se o México gera otimismo, a situação nos Estados Unidos ainda desperta cautela.

Os investidores continuam monitorando a capacidade da empresa de transformar investimentos em crescimento rentável naquele mercado.

Atualmente, a operação norte-americana é vista como uma iniciativa de longo prazo, que ainda exige aportes significativos para ganhar escala.

Monetização ainda gera dúvidas

Entre os principais questionamentos está a velocidade com que a empresa conseguirá converter usuários em receitas relevantes.

Enquanto isso não acontece, a operação continua pressionando despesas e contribuindo para parte das preocupações observadas pelo mercado.

Por esse motivo, o desempenho nos Estados Unidos permanece como um dos fatores mais importantes para a tese de investimento da companhia.

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Juliana Peixoto

Autor

Juliana Peixoto

Juliana Peixoto é jornalista cearense, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Apaixonada por informação e escrita, está sempre em busca de novos aprendizados, experiências e vivências que ampliem sua visão de mundo. Atualmente, colabora com o portal Seu Crédito Digital, contribuindo com conteúdo informativo e acessível para os leitores.

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