O Nubank confirmou que pretende encerrar o regime de home office e retomar gradualmente o trabalho presencial até 2026. A medida foi anunciada pelo CEO e fundador da fintech, David Vélez, em uma carta enviada aos 9,5 mil funcionários. O comunicado detalha o cronograma de transição e reforça o compromisso da empresa em restabelecer um modelo híbrido mais próximo do formato anterior à pandemia.
Nubank quer fim do home office e planeja volta ao trabalho presencial em 2026
O Nubank confirmou que pretende encerrar o regime de home office e retomar gradualmente o trabalho presencial até 2026. A medida foi anunciada pelo CEO e fundad
A decisão, no entanto, gerou polêmica interna e reação do Sindicato dos Bancários de São Paulo, que questiona recentes demissões e cobra explicações sobre possíveis retaliações a empregados que se manifestaram contra a mudança.
Continue a leitura para entender o que está por trás da decisão do Nubank, o que muda para os colaboradores e como o sindicato reagiu ao caso.
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Cronograma de retorno presencial no Nubank
Durante uma reunião virtual com mais de 7 mil funcionários, o Nubank apresentou um plano gradual para o retorno ao trabalho presencial.
Segundo a empresa:
- Até 1º de julho de 2026, os funcionários deverão comparecer duas vezes por semana aos escritórios.
- A partir de 1º de janeiro de 2027, o comparecimento será de três dias semanais, mantendo dois dias em home office.
Atualmente, o modelo é majoritariamente remoto, com exigência de presença apenas uma semana a cada trimestre.
O banco digital justificou a decisão como um “reajuste natural” após o crescimento acelerado durante a pandemia, quando o trabalho remoto se tornou predominante.
Reação do sindicato e denúncias de retaliação
O Sindicato dos Bancários de São Paulo informou ter recebido denúncias de que 12 funcionários foram demitidos um dia após a reunião em que o novo modelo foi anunciado. Segundo relatos, os desligamentos teriam relação com manifestações contrárias à decisão do Nubank.
“Recebemos a denúncia sobre as demissões desses trabalhadores e procuramos a direção do Nubank para esclarecimentos. Os funcionários foram convidados a se manifestar e depois punidos? Queremos transparência”, afirmou Neiva Ribeiro, presidente do sindicato.
A entidade pediu a suspensão imediata das demissões e afirmou que pretende abrir um canal de diálogo para garantir que não haja punições relacionadas à liberdade de expressão dos trabalhadores.
O Nubank, por sua vez, nega as acusações e alega que os desligamentos ocorreram por comportamentos inadequados durante a reunião, classificando os casos como de justa causa.
Posição oficial do Nubank
Em nota enviada à imprensa, o Nubank afirmou que “trabalha para preservar um ambiente de debate aberto”, mas não tolera desrespeito e violações de conduta.
A fintech também enfatizou que as demissões não têm relação com a mudança de modelo de trabalho, reforçando que o objetivo é ajustar a cultura organizacional à fase atual da empresa.
“Nascemos com um modelo presencial, migramos para o remoto durante a pandemia e agora passamos por um reajuste natural, alinhado à estratégia de longo prazo”, destacou o comunicado.
Por que o Nubank quer o retorno presencial
Na carta enviada aos colaboradores, David Vélez reconheceu que o Nubank cresceu de forma acelerada nos últimos cinco anos em um ambiente remoto. No entanto, o executivo argumenta que o modelo presencial favorece colaboração, inovação e pertencimento.
O plano prevê também a abertura de novos escritórios em São Paulo, com o objetivo de reduzir o deslocamento dos funcionários e facilitar a adaptação à nova rotina.
Segundo Vélez, a transição antecipada foi comunicada com antecedência justamente para minimizar o impacto sobre quem mora longe dos escritórios ou foi contratado com base na flexibilidade do home office.
Sindicato planeja ouvir funcionários do Nubank
Além de cobrar esclarecimentos sobre as demissões, o sindicato anunciou que realizará uma plenária virtual com trabalhadores do Nubank para discutir os efeitos da mudança no regime de trabalho.
“Será uma mudança drástica para grande parte dos empregados, já que hoje a rotina é de uma semana presencial e de até doze em home office. Queremos ouvir os trabalhadores e entender os desafios que enfrentarão”, afirmou Lucimara Malaquias, secretária-geral do sindicato.
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O encontro será o primeiro de uma série de reuniões e espaços de debate para organizar reivindicações e acompanhar a transição.
O modelo híbrido no contexto das fintechs
O Nubank não é a única empresa do setor financeiro digital a rever seu modelo de trabalho. Grandes fintechs globais, como Revolut e Monzo, também vêm promovendo retornos parciais ao presencial, com o argumento de fortalecer a cultura corporativa e acelerar projetos de inovação.
A decisão, no entanto, gera dilemas. Pesquisas recentes indicam que o home office ainda é altamente valorizado entre profissionais de tecnologia e serviços financeiros, especialmente por sua flexibilidade e impacto positivo na qualidade de vida.
Especialistas avaliam que o sucesso do plano do Nubank dependerá de como a empresa conduzirá o diálogo interno e da capacidade de oferecer estrutura adequada para o novo formato híbrido.
Impactos e expectativas para o futuro
Para muitos funcionários, o retorno obrigatório ao presencial representa mudanças significativas na rotina. O desafio do Nubank será equilibrar produtividade, engajamento e bem-estar dos colaboradores, mantendo o diferencial de uma cultura moderna e inclusiva — um dos pilares de sua identidade desde a fundação.
Analistas também apontam que a empresa tenta reconstruir o senso de comunidade, perdido após anos de trabalho remoto. O movimento pode indicar um reposicionamento estratégico da fintech diante da maturidade de seu negócio e da necessidade de integrar novas equipes internacionais.
Ainda assim, a repercussão do caso mostra que a relação entre empresas e trabalhadores está em transformação, e que decisões unilaterais podem gerar tensões quando não acompanhadas de diálogo.
O Nubank entra em um novo ciclo organizacional, buscando consolidar uma cultura mais integrada e colaborativa. Com o retorno presencial previsto até 2026, a empresa enfrenta o desafio de equilibrar inovação e gestão de pessoas, mantendo a confiança de seus funcionários em meio às mudanças estruturais.
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Com informações de: O GLOBO
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