O Nubank protagonizou nesta terça-feira (21) mais um capítulo no embate com os bancos tradicionais. A fintech criticou a nota da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), publicada na segunda-feira (20.out), afirmando que a entidade utilizou “argumentos tortuosos” para prejudicar a concorrência.
Nubank acusa Febraban de usar ‘argumentos tortuosos’ contra fintechs
Nubank critica Febraban por “argumentos tortuosos” e destaca inclusão financeira e tributação. Saiba como fintechs impactam o setor.
Segundo o Nubank, a nota da Febraban reconheceu que fintechs já pagam tributos efetivos mais altos que os grandes bancos, mas questionou a forma como a comparação foi apresentada, acusando a federação de tentar “penalizar as fintechs que promovem a inclusão financeira”.
58% dos clientes de fintechs foram bancarizados nos últimos anos, reforça o Nubank, evidenciando o papel da inovação tecnológica na expansão de serviços financeiros no Brasil.
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O posicionamento de Roberto Campos Neto

A troca de críticas se intensificou quando Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central e chefe global de Políticas Públicas do Nubank, destacou que fintechs pagam mais impostos do que bancos tradicionais.
Campos Neto ressaltou: “Quando a gente fala de fintech, não estamos querendo pagar menos. Queremos pagar igual. Nenhuma fintech busca tratamento privilegiado, apenas competir de forma justa.”
Ele ainda reforçou o papel das fintechs na bancarização com lucratividade, permitindo que milhões de brasileiros tenham acesso a crédito e produtos financeiros modernos.
Argumentos da Febraban e contrapontos do Nubank
A Febraban argumentou que fintechs apresentam margem de lucro maior que bancos tradicionais. Segundo levantamento da entidade, a alíquota de CSLL para fintechs é 5 a 11 pontos percentuais menor que a aplicada aos grandes bancos.
A federação defende que, mesmo com alíquotas diferentes, bancos e fintechs realizam operações similares e, portanto, deveriam ser tributados de forma equitativa. No entanto, o Nubank rebate essas alegações e afirma que a análise não reflete a real carga tributária paga à Receita Federal, que é mais alta nas fintechs.
O Nubank destaca taxa efetiva de 34,1%, a mais elevada entre as maiores empresas do setor, evidenciando compromisso com compliance e responsabilidade fiscal.
Transformação promovida pelo Nubank
O Nubank enfatiza que sua atuação contribuiu para uma transformação significativa no setor financeiro. Entre os impactos citados estão:
- Maior concorrência entre bancos e fintechs.
- Expansão do acesso a crédito digital, beneficiando clientes antes desbancarizados.
- Redução de juros em produtos financeiros.
- Oferta de produtos e serviços inovadores, suportados por tecnologia avançada.
A fintech atribui esse sucesso a um modelo de negócios eficiente, inovação constante e cumprimento rigoroso de normas regulatórias.
Nubank e a inclusão financeira
O Nubank destaca que 58% de seus clientes foram bancarizados graças à fintech, promovendo inclusão social e econômica. O aumento de acesso a serviços financeiros digitais é visto como um diferencial frente aos bancos tradicionais, que historicamente atendem parcelas mais restritas da população.
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Essa atuação reforça a missão do Nubank de democratizar produtos financeiros, tornando-os acessíveis a qualquer usuário, independentemente da região ou renda.
Tributação e competitividade

Um ponto central da discussão entre Nubank e Febraban é a tributação das fintechs. A entidade bancária questiona as alíquotas aplicadas, enquanto o Nubank argumenta que paga mais impostos efetivos que os grandes bancos, provando que a competição não ocorre de forma desigual.
A fintech ainda defende que um tratamento tributário justo é essencial para estimular a inovação e permitir que novos modelos de negócio prosperem no Brasil.
O papel da inovação tecnológica
O Nubank reforça que a inovação tecnológica foi determinante para a expansão de serviços financeiros no país. Entre as iniciativas destacadas estão:
- Plataforma digital eficiente, que reduz custos operacionais.
- Produtos de crédito e cartões digitais, com foco em inclusão.
- Automação e inteligência financeira, garantindo segurança e rapidez em transações.
Com informações de: Poder360
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