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O Banco Central já permite cancelar Pix?

Se você caiu num golpe ou transferiu errado, veja se é possível cancelar Pix e reaver o dinheiro enviado a outra pessoa

Avatar de Wendell Soares Wendell Soares · · 2 min de leitura
Celular que mostra logo do Pix e logo do Banco Central do Brasil ao fundo

Por se tratar de uma transferência instantânea e acontecer em menos de 10 segundos, ainda não há nenhuma forma direta de cancelar um Pix enviado.

Ou seja, mesmo em casos onde a transferência foi feita para a pessoa errada ou um desconhecido, ela será finalizada após o cliente inserir sua senha pessoal.

Entretanto, há algumas formas possíveis de contornar essa situação e, por vezes, até mesmo reaver o dinheiro. Por isso, acompanhe conosco e veja o que fazer caso você precise cancelar um Pix enviado.

Caiu em um golpe do Pix? Veja o que você pode fazer

Primeiramente, é importante explicar que, com a popularidade cada vez maior do Pix, também cresceram os diferentes golpes e fraudes envolvendo esse tipo de transação. Por isso, é essencial que você se certifique, antes do envio, se os dados estão corretos.

Contudo, para quem pensa em reaver o dinheiro de um crime virtual ou engano, o Banco Central criou o Mecanismo Especial de Devolução (MED).

Na prática, ele funciona como um recurso para auxiliar vítimas de fraudes com o Pix. Para acioná-lo, a primeira coisa a fazer é comunicar o caso ao banco de origem e, em seguida, registrar um boletim de ocorrência junto à polícia.

Dessa forma, a instituição financeira de quem recebeu a transferência bloqueará a conta em questão, a fim de analisar o caso em até 7 dias.

É importante explicar que a ferramenta para cancelar o Pix permite o prazo máximo de 80 dias desde a data de transação. Após isso, não é possível acessar o MED.

Fiz um Pix errado, como proceder?

No caso em que o envio do Pix foi para um desconhecido por erro de quem enviou, a principal recomendação é entrar em contato com a pessoa, quando possível, ou com a instituição bancária de quem recebeu. Isso porque, em diversos casos, há a devolução voluntária e espontânea do recebedor.

Se ainda assim, ciente do erro do envio, o recebedor optar por ficar com o valor, são necessárias medidas judiciais, uma vez que o Código Penal entende que a apropriação indébita, mesmo que por um erro, é crime.

Contudo, é um procedimento mais demorado e complexo. Em todo o caso, fica o alerta para sempre conferir as informações e se certificar da segurança do envio antes de finalizar a transação de um Pix.

Imagem: Brenda Rocha – Blossom / Shutterstock

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