O teto de gastos é uma das questões econômicas mais discutidas neste momento de transição de governo. Assim, a equipe do futuro presidente propôs retirar de maneira permanente as despesas do programa de transferência de renda do teto de gastos, regra que limita o crescimento das despesas à inflação.
O que é o teto de gastos do governo?
Saiba o que é o teto de gastos do governo e entenda o que está acontecendo neste momento de transição entre as gestões.
Desse modo, essa medida é uma das alternativas para viabilizar o pagamento do Auxílio Brasil de R$ 600 em 2023.
O que é teto de gastos?
Primeiramente, o teto de gastos surgiu em 2016 por meio de uma emenda constitucional, e estabelece um limite de gastos para as despesas governamentais. Vale destacar que, inicialmente, estabelecia-se um limite com base na inflação acumulada em 12 meses até junho do ano anterior.
Contudo, essa regra mudou e a contagem passou a ser feita entre janeiro a dezembro. Assim, o novo regime fiscal iniciou em 2017, com duração prevista para 20 anos e caso haja descumprimento do teto, não será possível elevar as despesas obrigatórias, como reajustes de salários de servidores, concessão de incentivos fiscais e concursos públicos.
Qual a importância desse recurso?
Esse recurso é corrigido pela inflação, entretanto, cada item de despesa possui seu próprio ritmo de evolução. Ou seja, gastos obrigatórios, como benefícios previdenciários e salários têm crescido acima da inflação. De forma prática, isso quer dizer que o espaço para gastos livres da máquina pública, como investimentos, é cada vez menor.
Nova PEC
A equipe de transição começou a articular uma nova PEC com o objetivo de bancar os gastos com programas que o novo governo classifica como prioritários. Entre esses programas pode-se citar o Auxílio Brasil de R$ 600, que voltará com o nome antigo de Bolsa Família, que representa cerca de R$ 200 bilhões.
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Logo, no mercado financeiro a PEC causou preocupação, já que há negociações sem que Lula tenha anunciado o novo ministro da área econômica, e por abrir uma margem para gastos permanentes.
“O presidente tem um conjunto de ações que dependem de investimentos. Para o programa Minha Casa, Minha Vida, precisa de investimentos e têm apenas R$ 34 milhões para o Brasil inteiro. E, assim (também) outros investimentos com obras paralisadas”, afirmou o senador eleito, Wellington Dias (PT-PI).
Imagem: rafastockbr / shutterstock.com
