Com uma dívida de pouco mais de R$ 29 bilhões, a empresa Oi se viu obrigada a pedir uma tutela de urgência cautelar na 7ª Vara Empresarial do TJRJ (Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro) para proteger seus ativos contra os credores.
O interesse da Oi, neste momento, é ter tempo para entrar com uma recuperação judicial, algo que é possível 30 dias após a tutela de urgência cautelar. Vale lembrar que essa não é a primeira vez que a empresa teve de recorrer a esse caminho. Há um mês, o grupo teve de passar pelo mesmo processo.
Resposta da Oi
A empresa foi procurada por jornalistas nesta quinta-feira (02) para falar da solicitação de tutela. O argumento da Oi é que se trata de uma medida para proteger não só a empresa, mas outras subsidiárias que dependem dos seus ativos. Com a notícia, os credores podem exigir créditos e garantias.
Em nota, a empresa disse que precisa de tempo para encontrar um meio termo com seus credores, mas que precisa também levar em conta a sua presença dentro do mercado brasileiro.
“Ciente da relevância do seu papel no mercado brasileiro, a Oi deve e continuará explorando todas as opções disponíveis para otimizar sua liquidez, e garantir a plena execução de seu plano estratégico de longo prazo, atendendo não apenas aos seus interesses econômicos e sociais, mas também os de seus acionistas e demais stakeholders”, disse, em nota.
Os escritórios Basilio Advogados, Barbosa Mussnich Aragão Advogados e Salomão Kaiuca Abrahão Raposo Cotta redigiram a nota emitida. Em documento ao qual o repórter da Folha, Thiago Bethônico, teve acesso, os representantes relatam que o pedido é em razão de “iminente risco de dano irreparável”, o que mostra a situação delicada da companhia.
O grupo de advogados são os mesmos responsáveis pelo processo judicial da companhia Americanas. Mas este da Oi é tido, até o momento, como o maior processo de recuperação da história do Brasil.
Imagem: Fernando Dias Fotografia | shutterstock
