Em um cenário onde a tecnologia avança rapidamente, os criminosos também se adaptam com a mesma agilidade. Os golpes com cartão de crédito se tornaram mais sofisticados e frequentes, exigindo atenção redobrada dos consumidores. De abordagens digitais a fraudes presenciais, a criatividade dos golpistas parece não ter limites. Saber como esses esquemas funcionam e como se prevenir pode evitar dores de cabeça, e prejuízos financeiros.
Como o golpe do cartão de crédito funciona? Veja para não ficar no prejuízo
Entenda como funcionam os golpes com cartão de crédito e saiba como se proteger de fraudes financeiras.
Neste artigo, explicamos os principais tipos de golpes e apresentamos um guia prático de como se proteger no dia a dia, tanto em ambientes digitais quanto no comércio físico.
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Clonagem de cartão: o golpe mais antigo (e ainda muito comum)

A clonagem de cartão é um dos métodos mais usados há décadas. Os fraudadores utilizam dispositivos chamados skimmers em caixas eletrônicos ou maquininhas para capturar os dados do cartão. Com essas informações — número, validade, CVV e senha — os criminosos conseguem realizar compras online ou fabricar cópias físicas do cartão.
É um golpe silencioso e eficiente, geralmente percebido apenas quando a vítima nota transações não reconhecidas.
Phishing: armadilhas digitais disfarçadas
Outra prática recorrente é o phishing, em que o golpista finge ser uma instituição financeira, loja ou órgão público. Através de e-mails, mensagens de texto, WhatsApp ou até chamadas telefônicas, ele convence a vítima a clicar em links maliciosos ou acessar páginas falsas que solicitam dados do cartão.
Esses sites falsos costumam replicar com perfeição o visual dos verdadeiros, o que confunde até usuários mais experientes.
“Eles criam sites idênticos aos originais para induzir a vítima a fornecer dados pessoais e financeiros”, alerta o trecho da referência.
Maquininhas adulteradas: o golpe ao alcance da mão
No comércio presencial, a maquininha pode ser a vilã. Há três modalidades principais:
- Visor danificado: o cliente não consegue visualizar o valor digitado e pode ser cobrado acima do correto.
- Troca de máquina: o golpista substitui a maquininha por outra fraudada, que armazena os dados do cartão.
- Forçar inserção: dificultam o pagamento por aproximação, obrigando o cliente a inserir o cartão e digitar a senha, o que permite a captura completa das informações.
Falsas centrais de atendimento e motoboys
Esse golpe envolve engenharia social. O criminoso liga se passando por um atendente do banco e diz que houve uso indevido do cartão. Para resolver, pede que a vítima entregue o cartão a um motoboy.
“Eles pedem para a vítima confirmar dados ou até mesmo entregar o cartão a um suposto motoboy”, destaca a descrição do golpe. O objetivo é obter o cartão físico e a senha, o que facilita fraudes posteriores.
Fraudes em compras online
Com o crescimento das compras digitais, aumentaram também as fraudes com dados de cartão roubados. Informações são obtidas por meio de:
- Vazamentos de dados
- Sites e aplicativos inseguros
- Vírus instalados em dispositivos
- Links suspeitos e promoções falsas
Com esses dados em mãos, os criminosos realizam compras sem que o titular perceba de imediato.
Autofraude (chargeback fraudulento)
Nem todos os golpes são cometidos por terceiros. Em alguns casos, o próprio titular do cartão realiza uma compra e depois solicita estorno, alegando fraude. Isso prejudica lojistas e compromete a integridade do sistema de pagamentos.
Essa prática é conhecida como chargeback fraudulento e, além de ilegal, configura crime.
Golpe da troca de cartão
Muito comum em caixas eletrônicos e estabelecimentos comerciais, esse golpe envolve a troca do cartão da vítima por outro semelhante. O criminoso observa a senha digitada e, ao devolver, entrega um cartão diferente. Com a senha anotada e o cartão verdadeiro em mãos, ele pode fazer compras e saques.
Promoções falsas: iscas virtuais para roubo de dados
Anúncios com preços extremamente baixos e condições irresistíveis são usados para atrair vítimas a sites falsos.
“Anúncios em redes sociais ou e-mails com ofertas ‘boas demais para ser verdade'”, são típicos desses golpes. Após inserir os dados bancários, o cliente não recebe o produto — e tem suas informações roubadas.
Como se proteger dos principais golpes

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Em compras presenciais
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Em ligações e mensagens suspeitas
- Bancos nunca pedem senhas, CVV ou o envio do cartão
- Desconfie de qualquer contato que solicite esse tipo de informação
E se o golpe acontecer?
- Bloqueie o cartão imediatamente pelo app ou telefone do banco.
- Conteste as transações fraudulentas.
- Registre um boletim de ocorrência, preferencialmente com todos os dados e provas disponíveis.
- Monitore outras contas e cadastros vinculados ao seu CPF.
- Guarde provas, como prints de mensagens, e-mails e registros de ligação.
A informação ainda é a maior proteção
Golpes com cartão de crédito podem atingir qualquer pessoa. A melhor forma de se proteger é manter-se informado, adotar boas práticas de segurança e estar sempre atento a comportamentos suspeitos.
