A Argentina vive uma onda de saques a supermercados que tem assustado a população. Até o momento, quase 200 pessoas foram detidas.
Onda de saques a supermercados assusta a Argentina: entenda o motivo
Saiba o que está ocorrendo na Argentina, onde uma onda de saques a supermercados tem deixado a população assustada! Confira detalhes!
Acredita-se que a ação é realizada por grupos de bairros populares. Tudo isso acontece em meio à disparada inflacionária no país que, em cerca de 60 dias, elegerá seu próximo presidente. Desse modo, siga na leitura para entender a situação vivida pelos argentinos.
Supermercados são saqueados na Argentina
De acordo com as informações, os casos ocorreram na última semana, quando grupos forçaram a entrada em supermercados e lojas, roubando e destruindo os locais. Há a suspeita de que os saqueadores teriam sido convocados por meio das redes sociais.

Ademais, os relatos apontam que as invasões ocorreram nas províncias de Buenos Aires, Córdoba, Mendoza, Neuquén e Río Negro.
Relatórios oficiais contam 150 tentativas de saques e 94 pessoas presas somente em Buenos Aires. Em Córdoba, foram 23 presos pelos ataques. Além disso, 66 pessoas foram detidas em Mendoza, sendo “criminosos que agem de forma organizada, com a participação de menores de idade”. Enquanto que em Neuquén e Río Negro foram registradas mais de 10 prisões.
Por que essa onda de saques está acontecendo?
Em entrevista ao canal TV Crónica, Raúl Castells, pré-candidato à presidência e ex-dirigente de movimentos sociais grevistas, atribuiu os saques aos supermercados à busca por comida.
“Eles estão saindo em busca de comida e se não encontrarem comida, nós, que somos os que estamos convocando isso (saques), estamos dizendo a eles que, sem roubar dinheiro ou quebrar nada, levem o que puderem para trocar por comida”, afirma Castells.
Sobre a situação, o governador de Buenos Aires, Axel Kicillof, afirma que os residentes no país não participam dos ataques.
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Atualmente, a Argentina possui uma das inflações mais altas do mundo, sendo de mais de 100% em comparação ao mesmo período de 2022. O país observa, assim, o aumento do índice de pobreza, que chega a 40%. Há, ainda, a preocupação da população em relação à possibilidade de novos aumentos no custo de vida em setembro.
Imagem: Robert Kneschke / shutterstock.com
