A Central Única dos Trabalhadores (CUT) convocou um ato em prol da redução da taxa Selic, atualmente em 13,75% ao ano, bem como a renúncia do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. A organização, ligada ao Partido dos Trabalhadores (PT), divulgou o comunicado nesta segunda-feira (20).
Organização convoca manifestação para renúncia do presidente do Banco Central
As manifestações, feitas pela organização, ocorreram em diversas regiões do Brasil e são contra o patamar da taxa Selic e o presidente do BC.
As manifestações ocorreram nesta terça-feira (21), quando se inicia as reuniões do Copom (Comitê de Política Monetária), que irão definir o patamar de juros. O último encontro acontece na quarta-feira (22), quando a instituição anunciará o valor da taxa Selic.
O tema da manifestação também é o principal embate entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o Banco Central. Ademais, o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, o presidente da Fiesp, Josué Gomes da Silva, e Aloízio Mercadante, presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), criticaram o patamar de juros básico do Brasil às vésperas da reunião.
Atos foram convocados para diversas regiões do Brasil
A CUT convocou os atos para diversas regiões do Brasil. De acordo com o comunicado da organização, as manifestações aconteceram nas capitais:
- Belém;
- Belo Horizonte;
- Brasília;
- Curitiba;
- Fortaleza;
- Porto Alegre;
- Recife;
- Rio de Janeiro;
- Salvador;
- São Paulo.
Presidente da organização defendeu a queda nos juros como melhoria na realidade da população
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O presidente da CUT, Sérgio Nobre, defendeu a queda nos juros como melhoria na realidade da população. Segundo Nobre, “menos juros é mais investimento, mais emprego, mais saúde, mais educação, é melhoria na vida dos brasileiros. Participe, pois discutir a economia do nosso país é importante para o trabalhador”.
“Os protestos são fundamentais para pressionar a direção do BC, comandada por Roberto Campos Neto, indicado por Jair Bolsonaro (PL), a baixar os juros que estão travando o crescimento econômico, impedindo a geração de empregos”, explicou o presidente da organização.
Imagem: Antonio Cruz/Agência Brasil
