Seu Crédito Digital
Seu Crédito Digital

Pix é inovado em Portugal e país adota método de pagamento: confira onde usar

Supermercados em Portugal aceitam Pix para brasileiros. Veja como funciona o pagamento internacional e as diferenças entre Pix e MB WAY.

Melissa BarbosaPor Melissa Barbosa6 min de leitura
Pix

O pagamento via Pix, conhecido por sua praticidade e velocidade no Brasil, acaba de ultrapassar fronteiras. Em uma iniciativa inédita, supermercados da rede portuguesa Continente passaram a aceitar essa forma de pagamento em seis lojas do norte de Portugal, incluindo uma unidade em Braga, que viralizou nas redes sociais com uma placa anunciando a novidade.

A possibilidade de pagar compras em Portugal com Pix é resultado de uma parceria entre a UNICRE, uma instituição financeira de crédito portuguesa, e o Braza Bank, banco brasileiro com operações no país europeu. A medida visa facilitar a vida dos turistas e residentes brasileiros, cada vez mais presentes no território lusitano.

Leia mais:

Consignado CLT entra na pauta do Copom, mas efeitos seguem indefinidos

Como funciona o Pix em Portugal

Pix
Imagem: Freepik e Canva

Acordo entre instituições viabilizou transações internacionais

Desde janeiro deste ano, a funcionalidade está ativa em estabelecimentos parceiros. A condição é que as lojas tenham conta em banco ou fintech com integração ao Pix e que solicitem a autorização junto ao Banco Central de Portugal. Com isso, a transação passa a ser legal e tecnicamente viável, operando sob regras definidas pelas autoridades monetárias dos dois países.

Na prática, o cliente precisa apenas:

  • Ter uma conta bancária ativa no Brasil com acesso ao Pix;
  • Abrir o aplicativo do banco;
  • Ler o QR Code exibido na loja;
  • Conferir os dados e confirmar o pagamento.

O valor é convertido automaticamente de real para euro, com aplicação da taxa de câmbio e do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) de 0,38% sobre o montante pago.

Adesão de brasileiros aumenta demanda por meios de pagamento nacionais

A comunidade brasileira em Portugal ultrapassa 300 mil pessoas, segundo dados do SEF (Serviço de Estrangeiros e Fronteiras). Além disso, Portugal é um dos destinos turísticos mais populares entre brasileiros na Europa. Com isso, soluções como o pagamento via Pix ganham relevância.

“A ideia é trazer conveniência para o cliente brasileiro, sem exigir contas em bancos locais ou o uso de cartões internacionais, que nem sempre estão disponíveis ou têm taxas elevadas”, afirma um representante do Braza Bank.

Além dos supermercados, a expectativa é que outros setores, como turismo, alimentação e transporte, também adotem o método de pagamento.

Comparativo: Pix x MB WAY

O que é o MB WAY, o “Pix português”?

Antes mesmo da chegada do Pix, Portugal já contava com um sistema de transferências instantâneas: o MB WAY, criado em 2014. Apesar das semelhanças na função, os sistemas têm naturezas e modelos de operação bastante distintos.

MB WAY: plataforma privada e integrada a cartões

O MB WAY é um serviço privado gerido pela SIBS, mesma empresa responsável pela rede de caixas eletrônicos no país. O aplicativo está vinculado ao número de telefone e ao cartão bancário do usuário, permitindo diversas funcionalidades:

  • Transferências instantâneas
  • Pagamentos on-line
  • Geração de cartões virtuais
  • Saques em caixas automáticos
  • Divisão de contas entre contatos

Além do app próprio, o MB WAY também pode ser acessado pelo app dos bancos portugueses.

Pix: sistema público e gratuito

No Brasil, o Pix é um sistema público, desenvolvido e operado pelo Banco Central, lançado em 2020. Seu sucesso se deve à simplicidade: qualquer usuário com conta em banco pode cadastrar uma chave (como CPF, celular, e-mail ou código aleatório) e fazer transações 24 horas por dia, todos os dias da semana.

Diferente do MB WAY, o Pix não exige cartão bancário, funciona exclusivamente via apps dos bancos e é gratuito tanto para pessoas físicas quanto para a maioria das transações de pequenas empresas.

O futuro do Pix no exterior

PIX
Reprodução: Seu Crédito Digital/Freepik

Internacionalização do sistema brasileiro ganha tração

A aceitação do Pix em Portugal é um marco simbólico e funcional da expansão internacional do meio de pagamento. Em 2023, o Banco Central do Brasil chegou a declarar publicamente que avalia formas de internacionalizar o Pix, por meio de acordos com instituições de outros países e integração com sistemas similares.

Entre os caminhos estudados, estão:

  • Interligação com plataformas de outros países;
  • Acordos bilaterais com bancos centrais;
  • Criação de uma infraestrutura de pagamento internacional em tempo real (Real Time Payment – RTP).

Portugal, por ter forte ligação cultural e econômica com o Brasil, surge como país-piloto natural para esses testes.

Benefícios para consumidores e comerciantes

Vantagens para o brasileiro no exterior

Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.

+311 mil seguidores

Seguir no Google

O uso do Pix em Portugal oferece diversas vantagens:

  • Agilidade: pagamento feito em segundos;
  • Custo reduzido: IOF de apenas 0,38% e conversão automática;
  • Acessibilidade: basta ter conta em banco no Brasil;
  • Segurança: transações protegidas pelo sistema bancário nacional.

Benefícios para lojistas portugueses

Para os comerciantes portugueses, aceitar Pix significa:

  • Acesso a uma base crescente de consumidores brasileiros;
  • Redução de custos com operadoras de cartão de crédito;
  • Pagamento garantido em tempo real;
  • Diferenciação frente à concorrência.

Além disso, por se tratar de um método de pagamento direto e de liquidação imediata, há menos risco de fraudes e estornos.

Como ativar o Pix em negócios portugueses

Etapas para empresas locais

Empresas interessadas em aceitar Pix devem seguir alguns passos:

  1. Ter uma conta em banco, plataforma digital ou fintech que opere no Brasil e aceite Pix;
  2. Solicitar a geração de uma chave Pix e configurar o sistema de QR Code;
  3. Obter autorização junto ao Banco Central de Portugal para operar com pagamentos internacionais;
  4. Testar o sistema e treinar os funcionários.

Algumas fintechs, como o próprio Braza Bank, oferecem soluções prontas para comerciantes que desejam habilitar o Pix no ponto de venda, sem a necessidade de grandes investimentos em infraestrutura.

Expectativas do mercado financeiro

Pix
Imagem: Freepik

Especialistas acreditam que a aceitação do Pix fora do Brasil representa uma transformação no mercado de pagamentos internacionais. A medida pode abrir portas para novos arranjos comerciais, integração com plataformas globais e até mesmo a criação de um padrão latino-americano de pagamento instantâneo.

“A interoperabilidade dos sistemas será o grande desafio. Mas estamos diante de um passo importante rumo à modernização e desburocratização das transações transfronteiriças”, afirma um analista financeiro ouvido pela reportagem.

Conclusão

O avanço do Pix para além das fronteiras brasileiras mostra como a tecnologia pode romper barreiras e facilitar a vida de milhões de pessoas. Com a integração em redes de supermercados como o Continente, a adoção em Portugal tende a crescer, impulsionando novos formatos de consumo e fortalecendo os laços entre os dois países. Se você é brasileiro e está em terras lusitanas, agora já pode fazer suas compras com a mesma facilidade de casa — basta ter seu app bancário e um QR Code à vista.

Melissa Barbosa

Autor

Melissa Barbosa

Melissa Barbosa é Redatora SEO e Designer no portal Seu Crédito Digital. Estudante de Jornalismo, possui sólida experiência em Marketing de Conteúdo, com foco em estratégias de SEO, comunicação digital e identidade visual. Apaixonada pelo universo da informação e da criatividade, une técnica e sensibilidade para transformar dados e tendências em conteúdos relevantes, que ajudam o público a entender melhor o cenário econômico, os benefícios sociais e os serviços digitais que impactam o dia a dia do brasileiro.

Topicos relacionados