Na última terça-feira (23), entrou em vigor a proibição dos voos domésticos de curta duração na França. A medida visa, sobretudo, minimizar a emissão de poluentes pelas aeronaves. Nesse sentido, de acordo com o governo francês, a população deve priorizar o uso de trens em trajetos de até duas horas e meia.
País decide proibir voos domésticos de curta duração: saiba por quê
Importante país europeu acata a recomendação de organização regional e proíbe os voos de curta duração. Saiba mais!
Embora a ação possa provocar um impacto positivo no que tange ao meio ambiente, as companhias aéreas do país europeu não gostaram da ideia. Portanto, a proibição sela o fim das viagens de avião entre a capital, Paris, e cidades como Lyon e Bordeaux, por exemplo. No entanto, as conexões, permanecem inalteradas.
Proibição simbólica
De acordo com o chefe interino da A4E (Associação de Companhias Aéreas Arlines for Europe), Laurent Donceel, a medida não deve provocar efeitos significativos no que diz respeito à emissão de dióxido de carbono. O diretor ainda defende que os governos deveriam priorizar “soluções reais” para a questão.
Não é segredo para ninguém que a pandemia do coronavírus afetou diretamente as companhias aéreas. Tendo em vista as restrições desse período, o número de voos de 2022 despencou em comparação com 2019. Conforme o portal Flightradar24, a queda foi de 42%.
Ainda assim, o governo francês sofreu uma pressão interna para instituir normas ainda mais inflexíveis. O país é um dos maiores defensores da sustentabilidade no mundo. Em virtude das preocupações com os problemas ambientais, o presidente Emmanuel Macron criou, em 2019, a Convenção dos Cidadãos sobre o Clima da França.
Bastidores da proibição
A entidade propôs a proibição de voos com distância curta, cujos trajetos poderiam ser realizados em menos de 4 horas através dos trens. Entretanto a Air France-KLM, principal companhia aérea do país, protestou contra essa determinação.
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
Por sua vez, o grupo francês UFC-Que Choisir pediu às autoridades que o limite permanecesse inalterado. Segundo o órgão, as aeronaves emitem 77 vezes mais dióxido de carbono por passageiro do que o trem em uma mesma rota.
Por fim, a organização pediu garantia ao governo francês. O medo da população é que a SNCF, ferrovia nacional francesa, aumente o preço das passagens ou diminua a qualidade do serviço.
Imagem: Wichudapa / Shutterstock.com
