Desde o dia 17 de maio, os trabalhadores da área da educação do estado do Amazonas estão em greve, a fim de reivindicar melhorias e reajuste salarial. Porém, o governo do estado é contrário à mobilização, considerando a greve ilegal, por ter colhido apenas 2 mil assinaturas favoráveis entre os mais de 30 mil funcionários no início da paralisação.
Para combater greve de professores, tribunal bloqueia R$ 210 mil de sindicato
Após medida de restrição financeira, professores de Manaus continuam em greve e recorrem ao Superior Tribunal de Justiça
Assim, em resposta à situação, o Ministério Público, sob tutela da desembargadora Joana dos Santos Meirelles, determinou o bloqueio bancário de R$ 210 mil do Sindicato dos trabalhadores, o Sinteam. A decisão judicial afirma que o valor ficará restrito até o julgamento do processo. Além disso, o Ministério manteve o desconto salarial das faltas ao trabalho por comparecimento na greve.
A proposta atual do governo é de um reajuste salarial de 14%, parcelado em duas vezes. No entanto, a oferta foi negada pelo sindicato após assembleia pública na manhã de hoje (30). A reivindicação do setor é de 25% de ampliação dos salários.
Mais sobre a greve e paralisação
Quem lidera a greve é o Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Amazonas (Sinteam), que protestou, ontem (29), na sede do governo em Manaus. Além do reajuste de salários, a mobilização exige outras alterações:
- Correção nos valores pagos por auxílio-localidade e vale-alimentação;
- Correção no Plano de Cargos Carreira e Remuneração;
- Manutenção do plano de saúde e extensão para os servidores já aposentados.
Após a recusa do reajuste parcelado de 14%, sendo 8% imediatos e 6% para o mês posterior, a classe dos trabalhadores optou por manter a greve ativa. O sindicato vai entrar com ação para revisão das decisões no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
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Já na próxima segunda-feira (05), acontecerá uma audiência entre as representações do sindicato e o ministério público para possíveis conciliações.
Imagem: Hudson Neris/ATUAL
