A substituição do antigo Registro Geral (RG) pela nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) já está em andamento no Brasil e traz impactos diretos para quem costuma viajar de avião. Embora nenhuma mudança imediata impeça o embarque, o cenário já está definido: a partir de 28 de fevereiro de 2032, o RG antigo deixará de ser aceito como documento oficial de identificação no país.
Passageiros podem precisar de RG atualizado para voar
Saiba quando o RG antigo deixará de valer, como funciona a nova identidade e o que muda para voos no Brasil e no Mercosul.
Na prática, isso significa que passageiros que não atualizarem o documento poderão enfrentar dificuldades para embarcar em voos domésticos e internacionais dentro da América do Sul. A recomendação de órgãos oficiais é clara: a troca deve ser feita com antecedência para evitar transtornos.
O que muda?
Leia mais: INSS define prazo para uso do novo RG (CIN)
A nova CIN começou a ser emitida em julho de 2022 com uma proposta central: unificar a identificação do cidadão brasileiro. Diferente do modelo antigo, que permitia múltiplos números de RG em diferentes estados, a CIN utiliza o CPF como número único nacional.
Validade da nova identidade
A CIN também estabelece prazos de validade conforme a idade do titular, o que não existia no modelo anterior.
| Faixa etária | Validade da CIN |
|---|---|
| 0 a 12 anos | 5 anos |
| 12 a 60 anos | 10 anos |
| Acima de 60 anos | Indeterminada |
RG antigo ainda é aceito? Entenda a regra atual
Apesar das mudanças estruturais, não há motivo para preocupação imediata. O RG tradicional continua sendo aceito normalmente em aeroportos brasileiros, desde que esteja em bom estado de conservação e permita a identificação clara do titular.
Recusas
Mesmo antes de 2032, existem casos em que o documento pode não ser aceito:
- Documento muito antigo, com foto irreconhecível
- Danos físicos que impeçam a leitura dos dados
- Informações ilegíveis ou rasuradas
Companhias aéreas seguem normas da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), que exige identificação válida e confiável para embarque.
Quais documentos são aceitos?
Além do RG e da nova CIN, outros documentos oficiais podem ser utilizados em voos domésticos:
- Carteira Nacional de Habilitação (CNH)
- Passaporte válido
- Carteira de trabalho (em alguns casos)
- Documentos digitais oficiais com foto
Atenção à versão digital
Embora a CIN tenha versão digital, especialistas recomendam portar o documento físico, principalmente em viagens internacionais ou em situações onde pode haver instabilidade no acesso ao aplicativo.
Impacto para viagens internacionais no Mercosul
Uma das grandes vantagens da nova identidade é sua compatibilidade com padrões internacionais. A CIN poderá ser utilizada para entrada em países do Mercosul e associados, como:
- Argentina
- Uruguai
- Paraguai
- Bolívia
- Chile
Nesses destinos, brasileiros podem viajar sem passaporte, utilizando apenas documento de identidade válido.
Documento físico ainda é obrigatório
Mesmo com avanços tecnológicos, autoridades migratórias ainda exigem a apresentação do documento físico. A versão digital não substitui totalmente o documento impresso em controles de fronteira.
Como emitir?
A emissão da primeira via da CIN é gratuita em todo o Brasil, conforme diretrizes federais. O processo é conduzido pelos institutos de identificação estaduais.
Documentos necessários
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Para solicitar a CIN, o cidadão deve apresentar:
- Certidão de nascimento ou casamento
- CPF regularizado
- Comprovante de residência
Como agendar?
O agendamento geralmente é feito online, nos sites dos órgãos estaduais, como Poupatempo em São Paulo ou Detran em outros estados.
Por que é importante atualizar o documento desde já?
Embora o prazo final seja 2032, especialistas recomendam não deixar a atualização para a última hora. A demanda tende a crescer à medida que a data limite se aproxima, o que pode gerar filas, atrasos e dificuldade de agendamento.
O que esperar até 2032?
Até a data limite, o Brasil viverá um período de transição. A expectativa é que a maioria da população já tenha migrado para a CIN antes do fim do prazo.
Órgãos públicos e companhias aéreas devem intensificar campanhas de orientação, reforçando a importância da atualização documental.
Considerações finais
A exigência futura da nova Carteira de Identidade Nacional para embarques aéreos é uma mudança significativa, mas previsível. O RG antigo ainda é válido, porém tem prazo para deixar de ser aceito.
Atualizar o documento com antecedência é a melhor forma de evitar problemas e garantir tranquilidade em viagens, seja dentro do Brasil ou para países do Mercosul. A modernização da identificação traz mais segurança, padronização e praticidade para os cidadãos.
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