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Passageiros podem precisar de RG atualizado para voar

Saiba quando o RG antigo deixará de valer, como funciona a nova identidade e o que muda para voos no Brasil e no Mercosul.

Helena SerpaPor Helena Serpa4 min de leitura
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A substituição do antigo Registro Geral (RG) pela nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) já está em andamento no Brasil e traz impactos diretos para quem costuma viajar de avião. Embora nenhuma mudança imediata impeça o embarque, o cenário já está definido: a partir de 28 de fevereiro de 2032, o RG antigo deixará de ser aceito como documento oficial de identificação no país.

Na prática, isso significa que passageiros que não atualizarem o documento poderão enfrentar dificuldades para embarcar em voos domésticos e internacionais dentro da América do Sul. A recomendação de órgãos oficiais é clara: a troca deve ser feita com antecedência para evitar transtornos.

O que muda?

Leia mais: INSS define prazo para uso do novo RG (CIN)

A nova CIN começou a ser emitida em julho de 2022 com uma proposta central: unificar a identificação do cidadão brasileiro. Diferente do modelo antigo, que permitia múltiplos números de RG em diferentes estados, a CIN utiliza o CPF como número único nacional.

Validade da nova identidade

A CIN também estabelece prazos de validade conforme a idade do titular, o que não existia no modelo anterior.

Faixa etáriaValidade da CIN
0 a 12 anos5 anos
12 a 60 anos10 anos
Acima de 60 anosIndeterminada

RG antigo ainda é aceito? Entenda a regra atual

Apesar das mudanças estruturais, não há motivo para preocupação imediata. O RG tradicional continua sendo aceito normalmente em aeroportos brasileiros, desde que esteja em bom estado de conservação e permita a identificação clara do titular.

Recusas

Mesmo antes de 2032, existem casos em que o documento pode não ser aceito:

  • Documento muito antigo, com foto irreconhecível
  • Danos físicos que impeçam a leitura dos dados
  • Informações ilegíveis ou rasuradas

Companhias aéreas seguem normas da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), que exige identificação válida e confiável para embarque.

Quais documentos são aceitos?

Além do RG e da nova CIN, outros documentos oficiais podem ser utilizados em voos domésticos:

  • Carteira Nacional de Habilitação (CNH)
  • Passaporte válido
  • Carteira de trabalho (em alguns casos)
  • Documentos digitais oficiais com foto

Atenção à versão digital

Embora a CIN tenha versão digital, especialistas recomendam portar o documento físico, principalmente em viagens internacionais ou em situações onde pode haver instabilidade no acesso ao aplicativo.

Impacto para viagens internacionais no Mercosul

Uma das grandes vantagens da nova identidade é sua compatibilidade com padrões internacionais. A CIN poderá ser utilizada para entrada em países do Mercosul e associados, como:

  • Argentina
  • Uruguai
  • Paraguai
  • Bolívia
  • Chile

Nesses destinos, brasileiros podem viajar sem passaporte, utilizando apenas documento de identidade válido.

Documento físico ainda é obrigatório

Mesmo com avanços tecnológicos, autoridades migratórias ainda exigem a apresentação do documento físico. A versão digital não substitui totalmente o documento impresso em controles de fronteira.

Como emitir?

A emissão da primeira via da CIN é gratuita em todo o Brasil, conforme diretrizes federais. O processo é conduzido pelos institutos de identificação estaduais.

Documentos necessários

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Para solicitar a CIN, o cidadão deve apresentar:

  • Certidão de nascimento ou casamento
  • CPF regularizado
  • Comprovante de residência

Como agendar?

O agendamento geralmente é feito online, nos sites dos órgãos estaduais, como Poupatempo em São Paulo ou Detran em outros estados.

Por que é importante atualizar o documento desde já?

Embora o prazo final seja 2032, especialistas recomendam não deixar a atualização para a última hora. A demanda tende a crescer à medida que a data limite se aproxima, o que pode gerar filas, atrasos e dificuldade de agendamento.

O que esperar até 2032?

Até a data limite, o Brasil viverá um período de transição. A expectativa é que a maioria da população já tenha migrado para a CIN antes do fim do prazo.

Órgãos públicos e companhias aéreas devem intensificar campanhas de orientação, reforçando a importância da atualização documental.

Considerações finais

A exigência futura da nova Carteira de Identidade Nacional para embarques aéreos é uma mudança significativa, mas previsível. O RG antigo ainda é válido, porém tem prazo para deixar de ser aceito.

Atualizar o documento com antecedência é a melhor forma de evitar problemas e garantir tranquilidade em viagens, seja dentro do Brasil ou para países do Mercosul. A modernização da identificação traz mais segurança, padronização e praticidade para os cidadãos.

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INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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