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PCC está usando fintechs para fazer lavagem de dinheiro, segundo promotor

Entenda a operação que investiga a lavagem de dinheiro envolvendo PCC e fintechs; operação conclui que grupo movimenta R$ 100 milhões.

Maria SoaresPor Maria Soares2 min de leitura
Marcola sendo transferido de penitenciaria em Rondônia para o DF

O avanço tecnológico e a revolução financeira das fintechs trouxeram diversas inovações benéficas para os consumidores. No entanto, o uso indevido dessa tecnologia está levando organizações criminosas, como o PCC, a encontrar novos métodos para praticar crimes financeiros, como a lavagem de dinheiro.

Isso é o que investiga o Ministério Público de São Paulo. Recentemente, a operação trouxe à tona a atuação do PCC (Primeiro Comando da Capital) utilizando fintechs para lavar dinheiro. Com isso, o novo método sinaliza uma evolução das práticas anteriormente relacionadas a redes de doleiros no Paraguai. A seguir, entenda o cenário da operação do MP.

Operação investiga lavagem de dinheiro a partir de fintechs

Marcola sendo transferido de penitenciaria em Rondônia para o DF
Imagem: Sérgio Lima – Agência Brasil

A Operação Sharks, liderada pelo MP, identificou um esquema avançado de lavagem de dinheiro via fintechs por líderes do PCC. A primeira fase da operação, realizada em 2020, se originou de uma análise da movimentação financeira das lideranças do grupo criminoso. A mais recente incursão, que marcou a segunda etapa, resultou na prisão de dois suspeitos acusados de serem operadores financeiros centrais desse esquema.

Marcio Roberto de Souza Costa e Dário Pereira Alencar, os suspeitos, estavam profundamente envolvidos em transações que movimentaram mais de R$ 100 milhões em um período de três anos. A profundidade das operações e o volume de dinheiro destacam a magnitude da operação ilegal.

PCC movimenta R$ 100 milhões; veja os números por trás da operação

Conforme as investigações, estima-se que a cúpula do PCC movimenta anualmente mais de R$ 100 milhões. Essa quantia astronômica provém, em grande parte, do tráfico de drogas e da coleta de fundos de seus membros, com registros detalhados em planilhas.

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Dentre os líderes do PCC implicados estão Marcos Roberto de Almeida, conhecido como Tuta, e Odair Lopes Mazzi Junior, o Dezinho. Enquanto Tuta está desaparecido após ser expulso da facção por suspeita de desvio de dinheiro, Dezinho foi capturado recentemente em um resort luxuoso no litoral pernambucano.

Imagem: Sérgio Lima / Agência Brasil

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