O segundo trimestre de 2025 (2T25) promete ser um período de destaque para a Vivara (VIVA3), uma das maiores redes de joalheria do Brasil. Segundo análise divulgada pelo Itaú BBA, o desempenho da companhia nos próximos meses deverá trazer sinais de recuperação nas margens e reforçar a trajetória de crescimento da receita, especialmente com o avanço da marca Life.
Itaú BBA projeta trimestre positivo para Vivara, mas faz alerta
Itaú BBA mantém recomendação de compra para ações da Vivara (VIVA3), com preço-alvo de R$ 32 para 2025.
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Recomendação: outperform com preço-alvo de R$ 32
O time de analistas do Itaú BBA, liderado por Rodrigo Gastim, manteve a classificação outperform para a Vivara, equivalente a recomendação de compra das ações. O preço-alvo definido para 2025 é de R$ 32, o que representa um potencial de valorização frente às cotações atuais da empresa na B3.
Essa recomendação reflete a expectativa de um desempenho acima da média do mercado, considerando os fundamentos sólidos da empresa e as projeções de melhora operacional no segundo semestre.
Crescimento de receita acima do primeiro trimestre
A equipe do Itaú BBA projeta um crescimento da receita bruta da Vivara no 2T25 superior aos 15% registrados no primeiro trimestre. O destaque fica por conta da marca Life, que deve acelerar as vendas nas mesmas lojas (SSS – Same Store Sales) e contribuir positivamente para a lucratividade da companhia.
Os analistas destacam que o ambiente macroeconômico e as estratégias comerciais da empresa estão favorecendo o avanço nas vendas, apesar de alguns desafios relacionados ao custo de produção.
Fatores que impulsionam as vendas
Entre os elementos que contribuem para o desempenho positivo da Vivara, o Itaú BBA cita:
- Expansão do portfólio de produtos
- Campanhas promocionais bem direcionadas
- Maior presença digital
- Melhoria no tráfego nas lojas físicas
- Reação favorável dos consumidores à marca Life
Margem bruta: foco na recuperação
Um dos pontos mais sensíveis da análise diz respeito à margem bruta da Vivara. No primeiro trimestre, a empresa enfrentou uma compressão significativa da margem, com recuo de 190 pontos-base (bps) na comparação anual. Essa redução foi atribuída, principalmente, ao aumento nos preços das commodities utilizadas na produção de joias, como ouro e prata.
Para o segundo trimestre, o Itaú BBA projeta uma contração mais moderada, de 40bps ano a ano, sinalizando uma melhora progressiva.
Segundo os analistas, os principais fatores que pressionaram a margem no início do ano estão se dissipando, o que pode surpreender positivamente o mercado. Atualmente, a maioria dos investidores trabalha com uma expectativa de pressão entre 50 e 100bps, portanto, um desempenho melhor pode gerar revisões positivas nas projeções.
ICMS: subvenções devem permanecer estáveis

Outro aspecto relevante apontado pelo relatório é a manutenção das receitas de subvenção de ICMS em patamares estáveis na comparação trimestral. Esse fator contribui para a previsibilidade das receitas e reforça a expectativa de estabilidade no desempenho financeiro da Vivara no curto prazo.
Visibilidade dos lucros: fator decisivo para os investidores
De acordo com o Itaú BBA, a execução consistente e a continuidade no crescimento das vendas serão fundamentais para aumentar a confiança dos investidores e estimular uma reavaliação positiva das ações da Vivara.
Assim como ocorre com outras empresas do setor de varejo, o mercado ainda demonstra cautela, aguardando uma melhor visibilidade em relação aos lucros futuros antes de realizar movimentos mais expressivos de alocação de capital.
A percepção é que uma sequência de resultados positivos ao longo do segundo semestre de 2025 poderá consolidar o movimento de recuperação e elevar as expectativas de crescimento sustentável.
Revisão nas projeções de lucro para 2026
Mesmo com o tom positivo para o curto prazo, o Itaú BBA realizou um ajuste nas projeções de longo prazo da Vivara. A equipe de análise reduziu em cerca de 6,5% a estimativa de lucro por ação (LPA) para 2026, o que equivale a uma projeção de R$ 635 milhões de lucro líquido.
Essa revisão reflete uma postura mais conservadora em relação ao crescimento da receita bruta e aos desafios impostos pelo aumento nos custos das commodities metálicas.
Motivos da revisão para baixo
Entre os fatores que levaram à revisão, o relatório destaca:
- Persistência de preços elevados de ouro e prata
- Possível desaceleração do consumo em alguns segmentos do varejo
- Impacto cambial nas importações de insumos
- Aumento nos custos logísticos
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Mesmo com o ajuste, a avaliação geral permanece otimista, com a expectativa de que a Vivara consiga superar os obstáculos ao longo de 2025 e 2026.
Estratégia de expansão da Vivara
A companhia continua com sua estratégia de expansão de lojas físicas e fortalecimento do canal digital, elementos considerados cruciais para sustentar o crescimento das receitas.
A marca Life, voltada para um público mais jovem e com preços mais acessíveis, segue sendo o principal vetor de crescimento da companhia.
Além disso, a Vivara aposta em:
- Abertura de novas lojas em shoppings estratégicos
- Ampliação da presença no e-commerce
- Parcerias com marketplaces de grande alcance
- Lançamento de novas coleções e produtos exclusivos
Panorama do setor de varejo e o posicionamento da Vivara
O varejo brasileiro ainda enfrenta um cenário de desafios macroeconômicos, com juros elevados e inflação pressionando o poder de compra das famílias. No entanto, a Vivara vem conseguindo manter uma posição diferenciada dentro do setor, graças ao foco em produtos de alto valor agregado e à gestão eficiente de custos.
A capacidade da empresa de entregar resultados consistentes, mesmo em um ambiente desafiador, é vista pelo Itaú BBA como um indicativo de boa execução operacional.
Expectativas para o mercado de capitais

A expectativa é que os resultados do 2T25 da Vivara, que devem ser divulgados nas próximas semanas, tragam um novo termômetro sobre a evolução da companhia.
Caso a margem bruta mostre recuperação acima do esperado e o crescimento das vendas continue robusto, a Vivara pode atrair maior atenção de investidores institucionais, gerando potencial de valorização das ações ao longo do segundo semestre de 2025.
Os analistas destacam que, embora o momento ainda exija cautela, o atual nível de preço da ação já precifica parte dos riscos, o que reforça o viés positivo da recomendação.
Imagem: Reprodução / Facebook Vivara
