Nesta semana, o Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS) anunciou a aprovação da redução da taxa máxima de juros aplicada pelo empréstimo consignado do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Assim, a alíquota cobrada passa de 2,14% ao mês para 1,70% na modalidade convencional. Já para o cartão de crédito consignado oferecido pela autarquia, a taxa sai de 3,06% para 2,62%.
A notícia, contudo, fez com que diversos bancos parassem de oferecer a linha de crédito aos brasileiros. Até o momento, nomes como Pan, Itaú, Bradesco e PagBank confirmaram a suspensão do consignado para aposentados e pensionistas.
Suspensão do empréstimo consignado do INSS
De acordo com a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), as instituições financeiras alegam impossibilidade de arcar com os custos dos empréstimos com base nas novas alíquotas definidas pelo CNPS.
É importante ressaltar que quase 90% do consignado do INSS é oferecido pelos bancos privados. Instituições como a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil somam apenas 11% nesse sentido.
Conforme aponta a federação, cada um dos bancos têm autonomia para decidir sobre os serviços disponibilizados e ainda afirmou que não houve nenhum tipo de combinado para a suspensão da linha.
Impacto para os negativados
Em nota, a Febraban diz que a medida anunciada pela CNPS relacionada à redução das taxas de juros deve ter maior impacto no público negativado. Uma vez que cerca de 42% dos aposentados e pensionistas atendidos pelo consignado são pessoas que estão negativadas.
Diante dessa situação, tais brasileiros tendem a buscar outros tipos de crédito que certamente contarão com um juros mais elevado. As duas modalidades, o empréstimo e o cartão de crédito, eram praticamente as únicas opções mais acessíveis.
O empréstimo consignado tende a oferecer melhores condições aos usuários, já que o desconto acontece de forma automática na folha de pagamento, o que dificulta a inadimplência das parcelas.
Imagem: Brenda Rocha – Blossom / shutterstock
