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Péssima notícia para usuários do WhatsApp; prepare-se!

As operadoras estão cogitando acabar com a gratuidade do WhatsApp. Entenda o que motivou esse movimento e como vai afetar a população

Avatar de Raquel Moretto Raquel Moretto · · 2 min de leitura
Aplicativo do WhatsApp em celular sobre teclado de notebook

Os pacotes de telefonia móvel que incluem uma quantidade limitada de dados para acessar aplicativos como WhatsApp, Twitter, Waze e YouTube se tornaram populares no Brasil. Apelidados de “zero rating”, esses serviços estão sob reconsideração pelas três maiores operadoras de telefonia móvel do Brasil neste ano.

A reavaliação se deve, em parte, ao movimento global contra o serviço e às críticas por entidades como o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor). As instituições acreditam que esses pacotes limitam as opções dos usuários, direcionando-os para os aplicativos gratuitos e impedindo a competição.

Quais são os impactos do fim do zero rating?

A discussão para abolir o “zero rating” não é nova. Países da Europa e a Índia, por exemplo, já deixaram a prática de lado. Como resultado, os pacotes de dados ficaram maiores, permitindo que os usuários tenham mais liberdade para escolher o que acessar.

As três maiores empresas de telefonia móvel do Brasil — Claro, TIM e Vivo — já expressaram publicamente o desejo de encerrar a opção. Eles reconhecem que o cenário atual é muito diferente do momento em que houve a criação do “zero rating”. Na época, o consumo de dados e o uso de aplicativos de redes sociais eram muito menores.

Qual o impacto disso para o consumidor?

Para o Idec, os pacotes “zero rating” atrapalham a competitividade entre as plataformas e pioram o uso da internet. Ademais, eles destacam que as plataformas mais favorecidas dentro desses planos são as mais utilizadas pelos usuários, incluindo as do grupo Meta (WhatsApp e Instagram), Twitter e Google.

Por outro lado, outras aplicações que podem ser incentivadas ou utilizadas pelos usuários são deixadas de lado porque consomem os dados dos usuários. O “zero rating” também limita o acesso dos usuários a diversos serviços, como os de saúde, bancários e de educação.

Quais são as alternativas?

A partir do fim do “zero rating”, o Idec acredita que serão necessárias novas alternativas. A instituição já notificou as secretarias Nacional do Consumidor, da Comunicação da Presidência da República e de Direitos Digitais para tratar do tema.

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Por fim, a proposta apresentada pelo Idec prevê o aumento do volume de dados disponíveis e a continuidade do serviço mesmo quando o pacote de dados se esgotar, apenas com velocidade reduzida.

Imagem: rafastockbr/Shutterstock.com

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