Os pacotes de telefonia móvel que incluem uma quantidade limitada de dados para acessar aplicativos como WhatsApp, Twitter, Waze e YouTube se tornaram populares no Brasil. Apelidados de “zero rating”, esses serviços estão sob reconsideração pelas três maiores operadoras de telefonia móvel do Brasil neste ano.
A reavaliação se deve, em parte, ao movimento global contra o serviço e às críticas por entidades como o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor). As instituições acreditam que esses pacotes limitam as opções dos usuários, direcionando-os para os aplicativos gratuitos e impedindo a competição.
Quais são os impactos do fim do zero rating?

A discussão para abolir o “zero rating” não é nova. Países da Europa e a Índia, por exemplo, já deixaram a prática de lado. Como resultado, os pacotes de dados ficaram maiores, permitindo que os usuários tenham mais liberdade para escolher o que acessar.
As três maiores empresas de telefonia móvel do Brasil — Claro, TIM e Vivo — já expressaram publicamente o desejo de encerrar a opção. Eles reconhecem que o cenário atual é muito diferente do momento em que houve a criação do “zero rating”. Na época, o consumo de dados e o uso de aplicativos de redes sociais eram muito menores.
Qual o impacto disso para o consumidor?
Para o Idec, os pacotes “zero rating” atrapalham a competitividade entre as plataformas e pioram o uso da internet. Ademais, eles destacam que as plataformas mais favorecidas dentro desses planos são as mais utilizadas pelos usuários, incluindo as do grupo Meta (WhatsApp e Instagram), Twitter e Google.
Por outro lado, outras aplicações que podem ser incentivadas ou utilizadas pelos usuários são deixadas de lado porque consomem os dados dos usuários. O “zero rating” também limita o acesso dos usuários a diversos serviços, como os de saúde, bancários e de educação.
Quais são as alternativas?
A partir do fim do “zero rating”, o Idec acredita que serão necessárias novas alternativas. A instituição já notificou as secretarias Nacional do Consumidor, da Comunicação da Presidência da República e de Direitos Digitais para tratar do tema.
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Por fim, a proposta apresentada pelo Idec prevê o aumento do volume de dados disponíveis e a continuidade do serviço mesmo quando o pacote de dados se esgotar, apenas com velocidade reduzida.
Imagem: rafastockbr/Shutterstock.com
