Mães solos e desempregadas da cidade de Niterói, no estado do Rio de Janeiro, protestaram em frente à prefeitura porque, mesmo cumprindo as regras para receber o benefício, não foram contempladas.
Pessoas ‘esquecidas’ por benefício social protestam em frente à prefeitura
Mulheres que deveriam ser incluídas em lista de benefício municipal protestam em frente à prefeitura e ganham apoio de vereadora.
O benefício em questão se trata da moeda social Araribóia. Na quarta-feira da semana passada, 7 de junho, o governo municipal divulgou a lista de contemplados. Em meio a mais de 6 mil beneficiados, centenas de mães ficaram de fora.
Diante dessa situação, as manifestantes suspeitam de pessoas estarem recebendo o benefício social de modo indevido, enquanto quem realmente necessita ficou de fora. O ato, que ocorreu no dia 13, chamou atenção e ganhou o apoio da vereadora Benny Brioli (PSOL).
Prefeitura se posiciona sobre benefício social através de nota
Segundo a população, as regras para concessão do benefício não foram bem definidas. Assim, o que sabem é que é preciso estar com o registro do Cadastro Único (CadÚnico) atualizado e não ultrapassar a renda per capita de R$ 218.
Em nota, a prefeitura afirmou que não é elegível ao programa quem já possuir um dependente contemplado pela moeda Araribóia. No mesmo comunicado, foi dito que a atualização usa os dados relacionados ao Bolsa Família para definir a elegibilidade.
Além disso, os critérios são influenciados pela limitação fiscal e pelo próprio orçamento estabelecido pela iniciativa do benefício social. Mesmo diante da explicação do governo, as mulheres de Niterói continuam achando injusta e suspeita a não inclusão no programa.
Acompanhe o caso de algumas mães solo e desempregadas
Em depoimentos exclusivos para o portal O São Gonçalo, algumas mães comentaram o caso. A jovem de 22 anos, Stefany, possui um bebê de um ano e se questiona sobre tantas pessoas serem incluídas, ao passo que ela e tantas mulheres na mesma situação não foram adicionadas à lista de pagamento.
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Já de acordo com Jennifer Gray, de 27 anos, há pessoas aprovadas mesmo sem morar em Niterói. Segundo seu relato, há até mesmo cidadãs que moram fora do estado recebendo o valor da moeda.
Por fim, Priscila Jacques, que é mãe de 3 filhos, destacou que a prefeitura não dá resposta aos questionamentos da população, sobretudo no que diz respeito às normas de elegibilidade ao benefício social.
Conforme outros relatos, a terceira lista de contemplados só foi anunciada após alguns protestos. Diante disso, a Comissão de Direitos Humanos, da Criança, e do Adolescente da Câmara de Vereadores de Niterói está recebendo inúmeras denúncias.
Imagem: Drazen Zigic / Shutterstock.com
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