Pessoas resgatadas de situação análoga à escravidão recebiam até R$ 200 por mês, de acordo com informações divulgadas por um auditor do Ministério Público do Trabalho (MPT).
Pessoas resgatadas de situação análoga à escravidão recebiam até R$ 200 por mês
O Ministério Público do Trabalho participou da ação que resgatou cerca de 10 trabalhadores em Santa Rita do Sapucaí, em Minas Gerais.
O funcionário do órgão participou da ação que resgatou cerca de 10 trabalhadores em Santa Rita do Sapucaí, em Minas Gerais.
Um casal resgatado trabalhava em uma fazenda de laranjas, em Campanha, no estado mineiro. Ambos ganhavam entre R$ 150 e R$ 200 pelos serviços análogos à escravidão, de acordo com o auditor Leandro Costa Marinho.
Trabalhadores alegaram maus-tratos
Além disso, os trabalhadores alegaram sofrer momentos de maus-tratos. De acordo com o auditor, o casal recebia castigos.
“Um dos empregados deu a informação de que foi agredido, salvo engano, em duas oportunidades, por não executar a contento uma tarefa que havia sido determinada a ele. Segundo ele, nas duas oportunidades ele tomou tapa”, relatou o funcionário do MPT.
O empregador é Paulo Alves Lima, de 68 anos. O homem possui, ao todo, cinco condenações por crimes como trabalho análogo à escravidão, tráfico de pessoas e trabalho de menores de 16 anos.
Outros trabalhadores em situação análoga à escravidão que foram resgatados
Nesta terça-feira (7), outras quatorze pessoas foram resgatadas de trabalhos semelhantes à escravidão, em Felício dos Santos, cidade de Minas Gerais.
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De acordo com os fiscais do Ministério do Trabalho, as vítimas trabalhavam em uma fazenda de café, que possuía histórico de utilizar mão de obra de pessoas em vulnerabilidade social.
De acordo com o Ministério do Trabalho, o estado de Minas Gerais foi responsável pelo maior número de resgate de pessoas em situação de trabalho escravo no último ano. Ao todo, 1.070 pessoas foram salvas.
Por fim, é preciso reiterar a importância de denunciar casos de trabalho análogo à escravidão. Para isso, acesse o site do sistema Ipê ou disque 100 para entrar em contato com o setor de direitos humanos.
Imagem: StanislauV / shutterstock.com
