Ontem (16), a Polícia Federal conduziu uma operação especial, tendo como alvo Frederick Wassef, ex-advogado de Bolsonaro que foi localizado em uma churrascaria na Zona Sul de São Paulo. Segundo testemunhas que estavam no local, os agentes apreenderam o celular de Wassef e revistaram o seu carro.
PF apreende celular do advogado de Bolsonaro e o cerco se fecha contra o ex-presidente
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A ação aparentemente pegou Wassef de surpresa, mas, de acordo com reportagem do G1, o advogado não teria oposto resistência durante o procedimento. A ação da PF está relacionada com a investigação que trata do suposto desvio e venda ilegal de presentes oficiais que Bolsonaro recebeu durante seu período na presidência.
De acordo com as investigações, o grupo usava a estrutura do Estado para desviar presentes e itens de valor que o governo recebeu durante missões oficiais, com a intenção de vendê-los nos Estados Unidos. A ideia era converter os valores em dinheiro vivo e depois dividir os valores entre os membros do grupo
Ex-advogado de Bolsonaro admite compra de relógio de luxo
Na última terça-feira (15), o ex-advogado de Bolsonaro admitiu a compra de um relógio Rolex de luxo que os integrantes do esquema venderam nos Estados Unidos em 2022. De acordo com suas falas, ele desembolsou US$ 50 mil (aproximadamente R$ 250 mil) do seu próprio dinheiro para comprar o item.

Na época, o Tribunal de Contas da União (TCU) pediu para que o ex-presidente devolvesse o item para a União, já que ele foi um presente oficial e não pessoal.
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O que Wassef diz
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O ex-advogado de Bolsonaro garante que não tem qualquer envolvimento com o esquema e que usou dinheiro lícito para recomprar o relógio de luxo. Ele afirma que seu único objetivo era devolver o objeto para a União e à presidência da República.
Wassef foi um dos alvos da operação da PF no dia 11 de agosto, mas os oficiais não conseguiram encontrá-lo. Por isso, a Justiça autorizou a busca pessoal que aconteceu na noite desta quarta-feira.
Imagem: Douglas Magno/Agência Senado
