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Bomba: PicPay acusa Apple de bloquear Pix por aproximação no iPhone – Cade abre investigação!

PicPay acusa Apple de limitar Pix por aproximação no iPhone. Cade investiga possível restrição concorrencial. Entenda o caso.

Fernanda RamosPor Fernanda Ramos4 min de leitura
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O PicPay elevou o tom ao acusar a Apple de restringir o uso do Pix por aproximação no iPhone, situação que reacendeu debates sobre concorrência no setor de pagamentos no Brasil. A denúncia foi apresentada ao Cade e aponta supostas limitações impostas pela Apple ao acesso ao NFC do iOS.

Leia mais: PicPay aponta entraves da Apple ao Pix por aproximação

PicPay aponta limitações impostas pela Apple ao NFC do iPhone

O documento enviado pelo PicPay ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica detalha que o NFC — tecnologia essencial para pagamentos por aproximação — seria controlado de forma rígida pela Apple. Segundo a fintech, esse controle inviabiliza a oferta do Pix por aproximação no iOS, ao contrário do que ocorre no Android.

Para o PicPay, o NFC possui larga escala global e múltiplas aplicações:

  • pagamentos contactless;
  • bilhetagem no transporte público;
  • controle de acesso;
  • identificação digital;
  • passaportes eletrônicos;
  • ações de marketing interativo.

A empresa argumenta que o potencial do NFC é “universal”, mas o iOS cria barreiras que limitam a inovação das carteiras digitais.

Ambiente mais aberto no Android, diz PicPay

Segundo o PicPay, a experiência em dispositivos Android é muito mais colaborativa. Bancos e fintechs conseguem se integrar facilmente ao Google Pay e ao Samsung Wallet sem tarifas adicionais ou exigências técnicas consideradas excessivas.

Já no ambiente Apple, a fintech alega que há:

  • prazos rígidos para homologação;
  • padrões técnicos impostos unilateralmente;
  • modelos de cobrança por transação;
  • exigência de processos adicionais de certificação;
  • restrições ao uso pleno do NFC.

“Há uma clara assimetria”, afirma o PicPay, sugerindo que as regras da Apple dificultam a competição e favorecem sua solução própria, o Apple Pay.

PicPay reforça que outras carteiras não cobram taxa por transação

Outro ponto enfatizado pelo PicPay é o fato de que carteiras digitais concorrentes — como Google Pay e Samsung Wallet — não cobram tarifas por operação. O argumento aparece alinhado às manifestações de outras entidades do setor, como:

  • Nubank;
  • Mercado Pago;
  • Febraban;
  • associação Zetta (iFood, 99Pay, RecargaPay, Caju, Cora, Agibank).

Segundo a fintech, o modelo de cobrança da Apple cria uma desvantagem estrutural no iOS, inclusive afetando a capacidade do Banco Central de ampliar o acesso às modalidades do Pix.

PicPay afirma que limitações prejudicam agenda regulatória do Banco Central

Em sua manifestação ao Cade, o PicPay afirma que até mesmo o Banco Central enfrenta obstáculos para implementar novas funcionalidades do Pix devido às restrições da Apple. A fintech cita “particularidades do ecossistema iOS” como impedimentos para atender requisitos regulatórios e testar evoluções do sistema.

Para o PicPay, isso pode:

  • atrasar inovações;
  • limitar a competição;
  • prejudicar a interoperabilidade;
  • reduzir a autonomia de escolhas dos consumidores.

Apple responde: iPhone não tem dominância no mercado

A Apple, por sua vez, contestou a tese de que exerce domínio no setor de smartphones no Brasil. A empresa argumenta que possui cerca de 10% do mercado, o que impossibilitaria qualquer conduta anticompetitiva.

A companhia ainda acrescentou que:

  • desde 2024, terceiros podem solicitar acesso ao NFC & SE,
  • existe uma taxa de uso da tecnologia,
  • o processo segue padrões globais de segurança.

Os valores cobrados não foram divulgados pela empresa.

PicPay questiona custos e condições de acesso ao NFC

Embora a Apple afirme disponibilizar acesso ao NFC, o PicPay contesta a efetividade dessa abertura. A fintech argumenta que:

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  • os critérios são pouco transparentes;
  • os custos são desconhecidos;
  • as etapas de homologação são consideradas excessivamente complexas;
  • não há igualdade de condições entre Apple Pay e concorrentes.

Para a empresa brasileira, isso configura uma barreira estrutural que afeta o desenvolvimento de soluções como Pix por aproximação no iOS, algo já amplamente disponível no Android.

Por que o Cade entrou no caso?

O Cade abriu o inquérito administrativo para apurar possíveis abusos relacionados ao controle da Apple sobre o ecossistema iOS. A autarquia investiga se a empresa usa sua posição no mercado de smartphones premium para impor limitações que afetam a concorrência no setor de pagamentos digitais.

O foco está em três pontos principais:

  1. acesso ao NFC;
  2. modelos de cobrança;
  3. suposta vantagem indevida ao Apple Pay.

O envio da contribuição do PicPay reforça a pressão sobre a Apple em um momento de expansão acelerada do Pix e crescimento das carteiras digitais.

O que pode acontecer a partir daqui?

Embora ainda em fase inicial, o caso pode gerar desdobramentos importantes:

  • possíveis mudanças regulatórias impostas pelo Cade;
  • abertura maior do NFC no iOS;
  • ajustes no modelo de cobrança;
  • maior competitividade entre carteiras digitais;
  • aceleração da adoção do Pix por aproximação no iPhone.

Fintechs veem o momento como determinante para o futuro do ecossistema de pagamentos no Brasil.

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Com informações de: Tecnoblog

Fernanda Ramos

Autor

Fernanda Ramos

Fernanda é graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com sólida formação em língua portuguesa. Atua na estruturação, revisão e aprimoramento textual dos conteúdos do portal Seu Crédito Digital, garantindo clareza, coesão e qualidade editorial. Apaixonada por comunicação, tem como missão facilitar o acesso à informação com linguagem acessível e confiável.

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