O PicPay elevou o tom ao acusar a Apple de restringir o uso do Pix por aproximação no iPhone, situação que reacendeu debates sobre concorrência no setor de pagamentos no Brasil. A denúncia foi apresentada ao Cade e aponta supostas limitações impostas pela Apple ao acesso ao NFC do iOS.
Bomba: PicPay acusa Apple de bloquear Pix por aproximação no iPhone – Cade abre investigação!
PicPay acusa Apple de limitar Pix por aproximação no iPhone. Cade investiga possível restrição concorrencial. Entenda o caso.
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PicPay aponta limitações impostas pela Apple ao NFC do iPhone
O documento enviado pelo PicPay ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica detalha que o NFC — tecnologia essencial para pagamentos por aproximação — seria controlado de forma rígida pela Apple. Segundo a fintech, esse controle inviabiliza a oferta do Pix por aproximação no iOS, ao contrário do que ocorre no Android.
Para o PicPay, o NFC possui larga escala global e múltiplas aplicações:
- pagamentos contactless;
- bilhetagem no transporte público;
- controle de acesso;
- identificação digital;
- passaportes eletrônicos;
- ações de marketing interativo.
A empresa argumenta que o potencial do NFC é “universal”, mas o iOS cria barreiras que limitam a inovação das carteiras digitais.
Ambiente mais aberto no Android, diz PicPay
Segundo o PicPay, a experiência em dispositivos Android é muito mais colaborativa. Bancos e fintechs conseguem se integrar facilmente ao Google Pay e ao Samsung Wallet sem tarifas adicionais ou exigências técnicas consideradas excessivas.
Já no ambiente Apple, a fintech alega que há:
- prazos rígidos para homologação;
- padrões técnicos impostos unilateralmente;
- modelos de cobrança por transação;
- exigência de processos adicionais de certificação;
- restrições ao uso pleno do NFC.
“Há uma clara assimetria”, afirma o PicPay, sugerindo que as regras da Apple dificultam a competição e favorecem sua solução própria, o Apple Pay.
PicPay reforça que outras carteiras não cobram taxa por transação
Outro ponto enfatizado pelo PicPay é o fato de que carteiras digitais concorrentes — como Google Pay e Samsung Wallet — não cobram tarifas por operação. O argumento aparece alinhado às manifestações de outras entidades do setor, como:
- Nubank;
- Mercado Pago;
- Febraban;
- associação Zetta (iFood, 99Pay, RecargaPay, Caju, Cora, Agibank).
Segundo a fintech, o modelo de cobrança da Apple cria uma desvantagem estrutural no iOS, inclusive afetando a capacidade do Banco Central de ampliar o acesso às modalidades do Pix.
PicPay afirma que limitações prejudicam agenda regulatória do Banco Central
Em sua manifestação ao Cade, o PicPay afirma que até mesmo o Banco Central enfrenta obstáculos para implementar novas funcionalidades do Pix devido às restrições da Apple. A fintech cita “particularidades do ecossistema iOS” como impedimentos para atender requisitos regulatórios e testar evoluções do sistema.
Para o PicPay, isso pode:
- atrasar inovações;
- limitar a competição;
- prejudicar a interoperabilidade;
- reduzir a autonomia de escolhas dos consumidores.
Apple responde: iPhone não tem dominância no mercado
A Apple, por sua vez, contestou a tese de que exerce domínio no setor de smartphones no Brasil. A empresa argumenta que possui cerca de 10% do mercado, o que impossibilitaria qualquer conduta anticompetitiva.
A companhia ainda acrescentou que:
- desde 2024, terceiros podem solicitar acesso ao NFC & SE,
- existe uma taxa de uso da tecnologia,
- o processo segue padrões globais de segurança.
Os valores cobrados não foram divulgados pela empresa.
PicPay questiona custos e condições de acesso ao NFC
Embora a Apple afirme disponibilizar acesso ao NFC, o PicPay contesta a efetividade dessa abertura. A fintech argumenta que:
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- os critérios são pouco transparentes;
- os custos são desconhecidos;
- as etapas de homologação são consideradas excessivamente complexas;
- não há igualdade de condições entre Apple Pay e concorrentes.
Para a empresa brasileira, isso configura uma barreira estrutural que afeta o desenvolvimento de soluções como Pix por aproximação no iOS, algo já amplamente disponível no Android.
Por que o Cade entrou no caso?
O Cade abriu o inquérito administrativo para apurar possíveis abusos relacionados ao controle da Apple sobre o ecossistema iOS. A autarquia investiga se a empresa usa sua posição no mercado de smartphones premium para impor limitações que afetam a concorrência no setor de pagamentos digitais.
O foco está em três pontos principais:
- acesso ao NFC;
- modelos de cobrança;
- suposta vantagem indevida ao Apple Pay.
O envio da contribuição do PicPay reforça a pressão sobre a Apple em um momento de expansão acelerada do Pix e crescimento das carteiras digitais.
O que pode acontecer a partir daqui?
Embora ainda em fase inicial, o caso pode gerar desdobramentos importantes:
- possíveis mudanças regulatórias impostas pelo Cade;
- abertura maior do NFC no iOS;
- ajustes no modelo de cobrança;
- maior competitividade entre carteiras digitais;
- aceleração da adoção do Pix por aproximação no iPhone.
Fintechs veem o momento como determinante para o futuro do ecossistema de pagamentos no Brasil.
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Com informações de: Tecnoblog
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