O PicPay, uma das maiores plataformas digitais de pagamentos do país, acaba de anunciar o retorno da sua operação com criptoativos após um hiato de mais de um ano. A retomada acontece em meio a um ambiente regulatório mais claro e a uma crescente demanda dos usuários brasileiros por ativos digitais.
PicPay retoma operação de cripto
PicPay retoma operação de cripto após avanço regulatório no Brasil, oferecendo 12 tokens e taxa zero para transações acima de R$ 100.
A decisão, conforme divulgado pela empresa, é sustentada por dois pilares: o avanço na regulamentação do setor no Brasil e a consolidação do mercado cripto como uma alternativa legítima e cada vez mais integrada à rotina financeira dos usuários.
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Em 2023, o PicPay optou por interromper temporariamente sua atuação no setor de criptoativos, alegando a falta de segurança jurídica como um dos fatores determinantes. Agora, com um ambiente mais seguro e com regras mais claras estabelecidas por órgãos como o Banco Central e a CVM, a companhia decidiu relançar sua oferta, mantendo o foco na experiência do usuário.
De acordo com Anderson Chamon, cofundador e vice-presidente executivo de Novos Negócios, o serviço volta com base na maturidade do ecossistema cripto. “Cada vez mais, vemos os criptoativos ocupando um espaço relevante na carteira dos brasileiros”, afirmou o executivo.
Plataforma reinicia com 12 criptomoedas e foco na experiência do usuário
A nova fase da operação começa com 12 tokens disponíveis para compra e venda diretamente no aplicativo. Entre os ativos, estão:
- Bitcoin (BTC)
- Ethereum (ETH)
- USD Coin (USDC)
- Uniswap (UNI)
- Chainlink (LINK)
- Litecoin (LTC)
- Polygon (POL)
- Bitcoin Cash (BCH)
- Aave (AAVE)
- Solana (SOL)
- Ripple (XRP)
- Dogecoin (DOGE)
A interface foi redesenhada para garantir uma jornada fluida e intuitiva, com destaque para recursos como alertas de preços personalizados, onde o usuário é notificado sempre que um criptoativo atinge alta ou baixa dentro de um intervalo percentual configurado por ele.
Taxa zero no lançamento
No lançamento, o PicPay oferecerá isenção de taxas para transações acima de R$ 100, como forma de incentivar o uso e facilitar o retorno dos investidores à plataforma. A liberação do serviço será feita de forma gradual, conforme comunicado oficial, para garantir estabilidade na operação e suporte aos usuários.
Estratégia de longo prazo e não movimento pontual
Diferente de outras empresas que tratam os criptoativos como uma onda passageira, o PicPay afirma que o produto faz parte de sua estratégia de longo prazo. A plataforma vê os ativos digitais como um elemento complementar ao seu portfólio, que inclui pagamentos, transferências, investimentos tradicionais e até crédito.
Em 2022, antes da pausa, o serviço já havia atraído mais de 1 milhão de usuários negociando criptoativos no app. A alta adesão demonstrou o alinhamento entre a proposta do produto e o perfil inovador do público da empresa.
Segundo Chamon, o interesse do brasileiro pelos criptoativos não é superficial: “Nosso cliente é aberto à inovação e já acostumado com soluções digitais no dia a dia. Isso mostra que cripto não é moda, é uma mudança estrutural no sistema financeiro.”
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+311 mil seguidores
O movimento do PicPay ocorre em meio a uma expansão global no mercado de ativos digitais. Segundo relatório da Crypto.com, o número de pessoas com criptomoedas cresceu 13% em 2024, passando de 583 milhões para 659 milhões no mundo. No mesmo período, o valor de mercado dos criptoativos quase dobrou, chegando a US$ 3,91 trilhões, conforme a CoinGecko.
No Brasil, a adesão aos criptoativos já supera a da Bolsa de Valores. Um levantamento do Datafolha, divulgado em março de 2025, apontou que há mais brasileiros investindo em cripto do que em ações, o que confirma a relevância crescente desse mercado no país.
Roadmap inclui expansão de tokens e novas funcionalidades
A empresa não pretende parar por aqui. O PicPay já trabalha com um roadmap estruturado que prevê a inclusão de novos tokens e o lançamento de funcionalidades que aprimorem a experiência de uso e ampliem as possibilidades de investimento.
Entre os próximos passos está a oferta de ferramentas analíticas, integração com produtos financeiros tradicionais e novas camadas de segurança para proteger os usuários, que são prioridade na retomada da operação.
Considerações finais
A retomada do serviço de criptoativos pelo PicPay é um reflexo direto da evolução do cenário regulatório no Brasil e da demanda crescente por soluções financeiras digitais. Com foco em segurança, simplicidade e inovação, a plataforma se posiciona como uma das líderes no processo de democratização dos investimentos em cripto no país.
Para o investidor brasileiro, a volta do PicPay representa mais uma opção confiável, acessível e integrada ao cotidiano financeiro digital.
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