O Pix por aproximação começou a funcionar oficialmente no Brasil em 28 de fevereiro de 2025, ampliando as possibilidades de pagamento instantâneo com ainda mais praticidade. No entanto, a funcionalidade chegou com uma limitação significativa: usuários de iPhone estão fora da novidade, ao menos por enquanto.
Pix por aproximação: por que iPhones estão fora?
Pix por aproximação funciona no Android via Google Pay, mas segue indisponível no iPhone por restrições da Apple e regras do Banco Central.
A nova função está disponível apenas em celulares Android que utilizam a carteira digital Google Pay. Isso tem gerado dúvidas entre consumidores, especialmente entre usuários de dispositivos da Apple, que não conseguem ativar a função de pagamento por aproximação com Pix.
Entenda abaixo o que impede o funcionamento da modalidade no iPhone, os requisitos técnicos e o que dizem o Banco Central, os bancos e a própria Apple sobre o tema.
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O que é o Pix por aproximação?

Inovação no sistema de pagamentos instantâneos
O Pix por aproximação permite que o usuário realize pagamentos apenas aproximando o celular da maquininha ou de outro dispositivo compatível com a tecnologia NFC (Near Field Communication). Funciona de forma semelhante ao pagamento por aproximação com cartões ou carteiras digitais, como Apple Pay ou Google Pay.
A novidade foi desenvolvida pelo Banco Central (BC) e representa uma tentativa de popularizar ainda mais o Pix, tornando-o tão prático quanto um cartão contactless. A principal vantagem é que não exige que o usuário abra o aplicativo do banco ou copie e cole chaves: basta desbloquear o celular e aproximá-lo da maquininha.
Por que o Pix por aproximação não funciona no iPhone?
Restrições da Apple impedem acesso ao chip NFC
A principal razão para a indisponibilidade do Pix por aproximação no iPhone está nas restrições impostas pela própria Apple. A empresa limita o uso do chip NFC de seus aparelhos, exigindo que qualquer aplicação que deseje utilizar o recurso para pagamentos sem contato passe por uma API específica.
Motivos da limitação
Esse controle rigoroso tem dois motivos principais:
- Exclusividade do Apple Pay: a Apple quer manter sua carteira digital como única opção para pagamentos por aproximação nos seus dispositivos;
- Cobrança de taxas por transação: mesmo que um banco deseje usar o NFC do iPhone, precisará pagar uma taxa que varia de 0,12% a 0,17% por operação.
Conflito com os princípios do Pix
O modelo de negócios da Apple contraria os princípios do Pix, que foi concebido pelo Banco Central para ser um meio de pagamento gratuito para pessoas físicas. Essa diferença de visões impede que a função seja liberada no iPhone.
O que diz o Banco Central sobre a Apple?
Instituição confirma ausência de pedido oficial da empresa
Segundo nota divulgada pelo Banco Central, não há registro de solicitação da Apple para atuar como Iniciador de Transações de Pagamento (ITP), condição obrigatória para habilitar o Pix por aproximação em sua carteira digital.
“Até o momento, a Apple não demonstrou interesse em se registrar como ITP, o que inviabiliza tecnicamente a liberação da funcionalidade em seus dispositivos”, informou o BC.
Na prática, isso significa que a própria Apple precisa entrar em contato com o Banco Central, se adequar às exigências regulatórias brasileiras e alterar sua política de uso do NFC — o que parece improvável no curto prazo.
Apple Pay não é compatível com o Pix
Incompatibilidade técnica e comercial
A Apple Pay, carteira digital da Apple, ainda não é compatível com o Pix por aproximação, justamente porque não atua como ITP no Brasil e não permite integrações com sistemas externos como o proposto pelo Banco Central.
Mesmo que futuramente aceite atuar como iniciadora, a cobrança de taxas por transação segue sendo uma barreira. Bancos e fintechs relutam em arcar com custos adicionais, especialmente em um sistema que, por definição, deve ser gratuito.
Além disso, seria necessário desenvolver novas integrações entre o sistema do Banco Central e a arquitetura do iOS, algo que demandaria investimento técnico e ajustes nas regras de privacidade e segurança da Apple.
Quando o Pix por aproximação chega ao iPhone?

Não há previsão para liberação
Até o momento, não há nenhuma previsão oficial para que o Pix por aproximação chegue ao iPhone. Como a Apple não manifestou interesse em se adequar às exigências do Banco Central e continua controlando o acesso ao NFC, o impasse segue indefinido.
Enquanto isso, usuários de Android com Google Pay podem utilizar a funcionalidade normalmente, desde que o banco em que têm conta já tenha liberado a função.
Como funciona o Pix por aproximação no Android?
Apenas via Google Pay, com autorização do Banco Central
Atualmente, o único sistema habilitado para realizar Pix por aproximação é o Google Pay, que obteve autorização oficial do Banco Central para atuar como Iniciador de Transações de Pagamento.
Como ativar a função
Para ativar a funcionalidade, o usuário deve:
- Ter um celular Android com NFC ativo;
- Instalar e configurar o Google Pay;
- Vincular a conta bancária à carteira digital;
- Habilitar o Pix como meio de pagamento por aproximação.
O processo é semelhante ao cadastro de um cartão de crédito ou débito. Após configurado, basta desbloquear o celular e aproximá-lo da maquininha compatível para realizar o pagamento instantâneo via Pix.
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Quais bancos oferecem o Pix por aproximação?
Lista de instituições está em expansão
Nem todos os bancos e fintechs disponibilizam, por enquanto, o Pix por aproximação. A liberação depende de integração com o Google Pay e autorização da instituição junto ao Banco Central.
Entre as instituições que já começaram a liberar o recurso estão:
Cada banco pode ter um cronograma próprio de liberação da função. Portanto, é importante verificar com a instituição financeira se o recurso já está disponível para a sua conta.
Quais são os requisitos para usar o Pix por aproximação?
Checagem de compatibilidade é fundamental
Para saber se é possível usar o Pix por aproximação, o usuário deve verificar os seguintes requisitos:
- O celular deve ter sistema Android;
- O dispositivo precisa ter NFC habilitado;
- A carteira digital Google Pay deve estar instalada e configurada;
- A instituição bancária deve ter liberado a função;
- A conta deve estar vinculada corretamente ao Google Pay.
Se todos esses critérios forem atendidos, o pagamento por aproximação via Pix funcionará de maneira fluida e segura.
E quanto à segurança do Pix por aproximação?

Funcionalidade mantém o padrão de proteção do sistema
O Banco Central assegura que o Pix por aproximação segue os mesmos padrões de segurança do Pix tradicional, incluindo:
- Criptografia de ponta a ponta
- Autenticação de identidade
- Confirmação da transação via biometria ou senha
- Monitoramento antifraude em tempo real
Além disso, o uso de carteiras digitais como o Google Pay adiciona camadas extras de proteção, como tokens dinâmicos, que dificultam clonagens ou interceptações.
Considerações finais
O Pix por aproximação representa mais um passo na evolução dos meios de pagamento no Brasil, oferecendo conveniência, agilidade e segurança. Contudo, a exclusão dos usuários de iPhone devido a barreiras técnicas e comerciais impostas pela Apple gera um impasse relevante.
Enquanto não há avanço nas negociações entre Apple e Banco Central, a recomendação para quem deseja usar a novidade é optar por dispositivos Android com Google Pay.
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