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Pix se torna método de pagamento preferido; dinheiro físico cai para 6% no Brasil

Pix se consolida como principal forma de pagamento no Brasil e relega o uso de dinheiro físico a apenas 6% dos brasileiros.

Nos últimos cinco anos, a forma como os brasileiros pagam por suas compras mudou radicalmente. O Pix, sistema instantâneo de transferências lançado pelo Banco Central, transformou hábitos e deixou o dinheiro físico em segundo plano: apenas 6% da população ainda utiliza cédulas e moedas com frequência, segundo a pesquisa “Pagamentos em Transformação: do Dinheiro ao Código”, do Google.

Essa revolução foi impulsionada por fatores culturais, tecnológicos e econômicos, que não apenas democratizaram o acesso aos serviços financeiros, como também tornaram a experiência de pagamento mais rápida, segura e conveniente para todos os grupos sociais. O levantamento mostra que, de 2019 para cá, o uso de dinheiro caiu 37 pontos percentuais — e essa tendência parece irreversível.

Leia mais: Pix derruba uso do dinheiro vivo para apenas 6%

Dinheiro físico perde espaço para pagamentos digitais

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Imagem: Freepik/Edição: Seu Crédito Digital

Em 2019, cerca de 43% dos brasileiros ainda tinham no dinheiro sua forma mais comum de pagamento. Hoje, esse percentual despencou para 6%, um recuo acelerado sobretudo entre 2023 e 2024, quando houve queda de 11 pontos percentuais no uso de cédulas e moedas.

Para Thais Melendez, líder de insights estratégicos do Google, essa mudança se explica por fatores comportamentais: “O dinheiro físico passou a ter um uso pontual, para ocasiões muito específicas. No dia a dia, os brasileiros preferem transações digitais, principalmente o Pix e o cartão de crédito.”

Pix conquista todos os públicos

A adesão ao Pix foi ampla e rápida, com penetração em todas as idades, faixas de renda e regiões do país. O levantamento mostra que o sistema é preferido por 74% das classes D e E e por 76% da geração Z.

Mesmo entre pessoas com mais de 55 anos, o Pix já é a escolha principal para 42% dos entrevistados — sinal de que a digitalização chegou para todos. Melendez destaca também o perfil receptivo da população brasileira às novidades tecnológicas: “O brasileiro tem computadores, celulares e acesso a outros meios digitais para realizar pagamentos, além de ser muito aberto à inovação.”

Facilidade e segurança são decisivas

A pesquisa mostra que os fatores mais importantes para a popularidade dos pagamentos digitais são a segurança (41%) e a facilidade de uso (37%). Outros motivadores relevantes foram a isenção de taxas (36%), descontos para quem usa o meio de pagamento (33%) e agilidade nas transações (32%).

Para as empresas, a aceitação do Pix também se tornou praticamente universal. Hoje, 91% dos estabelecimentos comerciais aceitam o sistema — e o volume de pagamentos feitos por pessoas jurídicas com Pix cresceu 53% no último ano.

Cartão de crédito segue forte

Embora tenha perdido espaço para o Pix, o cartão de crédito ainda é a segunda forma mais utilizada de pagamento no Brasil, citado por 83% dos entrevistados. O cartão de débito aparece na sequência, com 74%.

Melendez aponta que o crédito continua popular por causa dos benefícios: “O cartão de crédito mantém sua solidez. Para 58% das pessoas, ele é ainda mais utilizado atualmente, atraindo consumidores por recompensas e programas de fidelidade.”

Entre os atrativos mais valorizados estão a isenção de anuidade (81%) e os programas de pontos (57%). Além disso, cerca de 20% dos consumidores dizem ter aumentado o uso do cartão após terem seus limites ampliados.

A digitalização bancária como catalisador

Pix
Imagem: Freepik/Edição: Seu Crédito Digital

Outro fator que ajudou a impulsionar a adoção do Pix e o declínio do dinheiro físico foi o aumento da bancarização da população brasileira, especialmente durante a pandemia. Com maior acesso a contas digitais, celulares e internet, milhões de brasileiros passaram a utilizar serviços financeiros online e migraram para as transações instantâneas.

“Além da infraestrutura digital já existente, o brasileiro é muito disposto a testar novidades, o que contribuiu para o sucesso do Pix como produto com maior adoção e crescimento no país”, resume Melendez.

Tendência para o futuro

A tendência é que o uso do dinheiro físico continue diminuindo e que o ecossistema digital se torne ainda mais sofisticado. Além do Pix, novos meios como carteiras digitais, pagamentos por aproximação e moedas digitais do banco central devem ganhar espaço nos próximos anos.

Com um mercado cada vez mais maduro e um consumidor cada vez mais exigente, as empresas que souberem oferecer conveniência, segurança e benefícios nos meios de pagamento tendem a se destacar.

Com informações de: Economia – UOL