Quem troca de celular ou tenta fazer um Pix por um aparelho que nunca utilizou para iniciar uma transferência pode encontrar limites bem menores do que aqueles disponíveis normalmente em sua conta.
Em dispositivos de acesso não cadastrados, as transações são limitadas a R$ 200 por operação, com máximo de R$ 1.000 por dia. A regra faz parte das medidas de segurança determinadas pelo Banco Central para dificultar fraudes e golpes.
Para voltar a movimentar valores acima desses limites, o cliente precisa cadastrar o novo dispositivo na instituição financeira.
A medida é especialmente importante em situações nas quais criminosos conseguem dados bancários ou credenciais da vítima e tentam acessar a conta por outro celular ou computador.
Apesar de voltar a ganhar atenção com as medidas de segurança adotadas no Pix, o limite para aparelhos novos não é uma regra criada agora em 2026. As diretrizes para cadastro de dispositivos foram estabelecidas anteriormente pelo Banco Central e continuam válidas.
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Qual é o limite do Pix em celular não cadastrado?

Segundo o Banco Central, ainda é possível realizar um Pix por um dispositivo que não esteja cadastrado na instituição financeira, mas existem dois limites importantes.
Cada transferência pode ser de, no máximo, R$ 200. Além disso, a soma das operações realizadas por dispositivos não cadastrados não pode ultrapassar R$ 1.000 por dia.
Na prática, se uma pessoa acessar sua conta por um celular novo e tentar transferir R$ 600, a operação poderá ser impedida enquanto o dispositivo não for cadastrado.
Ela poderia, por exemplo, realizar operações de até R$ 200, respeitando também o teto diário de R$ 1.000.
| Situação | Limite |
|---|---|
| Pix por operação em dispositivo não cadastrado | R$ 200 |
| Total diário em dispositivo não cadastrado | R$ 1.000 |
| Dispositivo devidamente cadastrado | Limites definidos para a conta |
O cadastro do aparelho permite que voltem a valer os limites normalmente estabelecidos para aquele cliente, observadas as demais regras de segurança do Pix.
A regra vale para celular, computador e notebook?
Sim. A proteção não está limitada aos smartphones.
O Banco Central considera como dispositivo eletrônico o celular, computador, notebook ou outro aparelho pessoal aceito pela instituição financeira.
O objetivo é identificar aparelhos utilizados pelo cliente para iniciar operações e impedir que um acesso feito a partir de um dispositivo desconhecido tenha imediatamente a mesma capacidade de movimentação de um aparelho já reconhecido.
Por isso, a regra pode aparecer tanto no aplicativo bancário instalado em um novo smartphone quanto no acesso pelo internet banking em um computador ainda não cadastrado.
Preciso cadastrar novamente o celular que já uso?
Em geral, não.
O Banco Central esclarece que o cadastramento é necessário para dispositivos que nunca tenham sido utilizados para iniciar uma transação Pix.
Quem já fazia transferências normalmente pelo mesmo celular pode continuar utilizando o Pix sem precisar cadastrar novamente o aparelho exclusivamente por causa dessa regra.
A situação muda principalmente quando o cliente troca de smartphone, começa a utilizar outro computador ou acessa sua conta por um novo dispositivo.
É nesse momento que pode surgir uma solicitação adicional de segurança.
Como cadastrar um novo celular para fazer Pix?
O cadastramento é realizado pelos canais da própria instituição financeira.
O Banco Central determina as regras gerais, mas o procedimento de autenticação pode variar de um banco para outro.
O cliente pode encontrar mecanismos como confirmação pelo aplicativo, biometria, reconhecimento facial ou outros procedimentos de segurança adotados pela instituição.
Por isso, não existe um único passo a passo válido para todos os bancos brasileiros.
A orientação oficial é realizar o gerenciamento dos dispositivos pelo aplicativo ou internet banking da instituição onde o cliente mantém sua conta. É possível solicitar inclusão, exclusão ou bloqueio dos aparelhos cadastrados.
Quem trocou de celular deve fazer esse procedimento antes de precisar movimentar quantias elevadas.
Por que o Banco Central criou essa limitação?
A medida acrescenta uma barreira entre o acesso criminoso à conta e a movimentação de valores elevados.
Imagine que um golpista consiga informações suficientes para acessar a conta bancária de uma vítima por outro dispositivo.
Sem uma proteção adicional, ele poderia tentar movimentar imediatamente o limite disponível.
Com a restrição, um dispositivo desconhecido não consegue iniciar transferências elevadas antes de passar pelo processo de cadastramento exigido pela instituição.
A medida não elimina os golpes, mas reduz a capacidade de movimentação imediata por aparelhos que ainda não possuem relação reconhecida com o cliente.
O Banco Central inclui o cadastramento de dispositivos entre as medidas destinadas a aumentar a segurança do Pix.
Limite de R$ 1.000 à noite é outra regra
É importante não confundir o limite de dispositivos não cadastrados com o chamado limite noturno do Pix.
São mecanismos diferentes.
Para transferências destinadas a pessoas físicas, o Banco Central informa que, entre 20h e 6h, existe limite de R$ 1.000, salvo solicitação expressa do usuário. O cliente também pode solicitar que o período noturno seja considerado das 22h às 6h.
Durante o período diurno, os limites são estabelecidos pelas instituições considerando o perfil de risco e o comportamento do usuário.
Portanto, o teto de R$ 1.000 em aparelho não cadastrado é um limite diário específico para dispositivos desconhecidos, enquanto o limite noturno faz parte de outra camada de segurança.
É melhor evitar Pix de valor alto durante a noite?
O período noturno possui regras próprias justamente para aumentar a proteção contra movimentações indevidas.
Mas isso não significa que o Banco Central proíba transferências elevadas à noite.
O usuário pode solicitar alterações dos limites, sujeitas aos procedimentos da instituição financeira.
Para aumentos de limite, o Banco Central informa que o banco tem entre 24 e 48 horas para analisar a solicitação. Já pedidos de redução podem ser atendidos imediatamente.
Por isso, quem sabe que precisará realizar uma transferência elevada pode verificar os limites com antecedência.
Essa precaução é particularmente útil em compras de veículos, pagamento de serviços de maior valor ou outras operações que ultrapassem a movimentação habitual da conta.
MED pode ajudar quem caiu em golpe com Pix
Além dos limites preventivos, o Pix possui o Mecanismo Especial de Devolução (MED), criado para facilitar a recuperação de valores em situações de fraude.
Se o usuário cair em um golpe, deve entrar em contato com sua instituição financeira o mais rapidamente possível e comunicar o ocorrido.
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O Banco Central informa que o pedido relacionado ao MED pode ser apresentado à instituição em até 80 dias depois do Pix fraudulento.
Quando a instituição considera que a situação se enquadra no mecanismo, os recursos disponíveis na conta do recebedor podem ser bloqueados enquanto o caso é analisado.
MED não garante que todo o dinheiro será recuperado
Existe um detalhe fundamental: acionar o MED não significa receber automaticamente o valor perdido.
As instituições analisam o caso para verificar a existência de indícios de fraude.
Segundo orientação atualizada pelo Banco Central em agosto de 2026, depois que a vítima relata o golpe, seu banco registra a notificação e instaura o MED. A instituição do suposto golpista realiza o bloqueio dos valores disponíveis, e o caso é analisado em até sete dias corridos.
Se a fraude for comprovada, a devolução dos recursos disponíveis deve ocorrer em até 96 horas após o término da avaliação.
A restituição pode ser integral ou parcial, dependendo principalmente da existência de recursos que possam ser recuperados.
Portanto, a informação de que o MED simplesmente “bloqueia o dinheiro por 72 horas” não representa corretamente o procedimento atual descrito pelo Banco Central.
O que fazer imediatamente ao perceber um Pix fraudulento?

A velocidade da reação pode fazer diferença.
Quem perceber que realizou um Pix em decorrência de golpe deve entrar em contato imediatamente com o banco e solicitar a abertura do procedimento de devolução.
O Banco Central também recomenda registrar um Boletim de Ocorrência junto à autoridade policial.
Não é recomendável esperar o criminoso responder mensagens ou prometer devolver o dinheiro.
Quanto antes a instituição financeira receber a comunicação, mais cedo poderão ser iniciados os procedimentos previstos para rastreamento e eventual bloqueio dos recursos ainda disponíveis.
Como aumentar a segurança do Pix no celular
Além das proteções obrigatórias existentes no sistema, algumas medidas simples ajudam a diminuir o risco de prejuízos.
O usuário pode manter limites compatíveis com sua movimentação cotidiana, evitar compartilhar senhas e códigos de autenticação e desconfiar de solicitações para instalar aplicativos ou fornecer acesso remoto ao aparelho.
Também é recomendável revisar periodicamente os dispositivos reconhecidos pela instituição.
Quem perde ou vende um celular antigo deve verificar no aplicativo ou internet banking a possibilidade de remover ou bloquear aquele aparelho da relação de dispositivos cadastrados. O Banco Central informa que esse gerenciamento deve estar disponível pelos canais da instituição.
Trocar de celular exige atenção antes de fazer Pix alto
A principal consequência prática das regras aparece quando o cliente troca de aparelho.
Quem compra um celular novo e precisa fazer uma transferência de R$ 3 mil logo depois pode descobrir que o dispositivo ainda não está autorizado para aquela movimentação.
Enquanto o cadastro não for concluído, o Pix feito pelo dispositivo desconhecido fica sujeito ao máximo de R$ 200 por operação e R$ 1.000 no total diário.
Por isso, quem estiver planejando uma compra ou pagamento elevado pode cadastrar previamente o novo aparelho e verificar os limites disponíveis no aplicativo do banco.
A medida acrescenta uma etapa ao processo, mas cria uma barreira importante contra fraudadores que tenham obtido dados bancários sem possuir um dispositivo previamente reconhecido pela instituição.
Com o Pix cada vez mais presente nas movimentações financeiras dos brasileiros, a estratégia do Banco Central combina limites, identificação de dispositivos, mecanismos de bloqueio e procedimentos de devolução para tentar reduzir o impacto financeiro das fraudes.



