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Pode haver confisco da poupança após a posse de Lula?

Em 1990, o então presidente da República, Fernando Collor, confiscou a poupança dos brasileiros. Confira se isso pode acontecer novamente

Djamilla Ribeiro MartinsPor Djamilla Ribeiro Martins2 min de leitura
poupança

Antes mesmo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ser eleito, já haviam rumores que, caso o petista voltasse ao poder, poderia haver confisco da poupança, assim como aconteceu em 1990, durante o governo de Fernando Collor de Mello (PDT). 

Contudo, não há motivo para pânico, pois não há qualquer indício de que a medida esteja nos planos do novo governo.

O confisco da poupança pode acontecer novamente?

À vista disso, um novo confisco da poupança é juridicamente improvável. Pois, em 2001, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) houve a aprovação de uma lei que proíbe que tal ato seja praticado pelo governo.

Portanto, o artigo 62, da Emenda Constitucional nº 32 afirma que: “É vedada a edição de medidas provisórias sobre matéria que vise a detenção ou sequestro de bens, de poupança popular ou qualquer outro ativo financeiro”. Portanto, o confisco da poupança é ilegal. 

Além disso, o cenário econômico atual é muito diferente de quando houve o confisco do Plano Collor. Pois, na ocasião, o Brasil passava por um grande desafio, que era a hiperinflação. E, todas as medidas adotadas pelo governo não surtiram efeito para contar o avanço da inflação no país.

Plano Collor

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Em 1990, na tentativa de conter uma inflação de 84% ao mês (atualmente é de 6,47%), a ministra da Fazenda de Collor, Zélia Cardoso de Mello, anunciou as medidas de um novo pacote econômico, batizado de ‘Brasil Novo’. O pacote incluía medidas como a troca da moeda, passando de cruzado novo para cruzeiro, a criação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Além do aumento das tarifas de serviços públicos, demissão de cerca de 81 mil funcionários públicos e o tão temido bloqueio das cadernetas de poupança.

 Dessa forma, cerca de 80% do dinheiro aplicado em poupanças, contas correntes e aplicações financeiras foi confiscado e ficou retido no Banco Central. Assim, estima-se que o governo Collor tenha confiscado o equivalente a cerca de US$ 100 bilhões.

Imagem: Inked Pixels / shutterstock.com

Djamilla Ribeiro Martins

Autor

Djamilla Ribeiro Martins

Djamila Martins é formada em Tecnologia em Gestão Empresarial (Processos Gerenciais) pela FATEC de Santos, Licenciada em Letras pelo Instituto Federal de São Paulo e também graduada em Pedagogia pela Universidade de Marília. Com uma base sólida em educação e gestão, alia conhecimento técnico e sensibilidade didática para contribuir com conteúdos informativos, acessíveis e confiáveis no portal Seu Crédito Digital, com foco em cidadania, economia e serviços públicos.

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