O anúncio de um leilão que está previsto para acontecer nesta quarta-feira (10) em Genebra, na Suíça, está gerando repercussão mundial. O grande tumulto ao redor do evento se deve a alguns itens polêmicos que serão oferecidos aos participantes.
Polêmica: leilão de joias nazistas vira crítica mundial; confira
Um leilão de uma tradicional empresa de antiguidades e artigos de luxo tornou-se polêmica mundial esta semana. Entenda.
A casa Christie’s, tradicional empresa de arte, artigos de luxo e antiguidades, divulgou recentemente os objetos que serão leiloados pela organização. Entre eles, está uma coleção de mais de 700 joias, que somadas, chegam ao valor de US$ 150 milhões.
O que causou indignação em todo o mundo foi a origem desses itens. A coleção pertenceu à Heidi Horten, uma milionária austríaca que faleceu em 2022. A sua fortuna, entretanto, foi construída pelo marido alemão, Helmut Horten, filiado ao partido nazista durante a ditadura de Hitler na Alemanha entre os anos 30 e 40.
Revolta ao redor do mundo
Diante dessa informação, diversas organizações judaicas ao redor do mundo se posicionaram, protestando contra a venda das joias. Essa semana, o Centro Simon Wiesenthal, ONG que trabalha localizando membros do regime nazista foragidos, e o Comitê Judaico Americano (AJC) se manifestaram pedindo a suspensão do leilão.
Outra instituição que se juntou aos protestos foi o Conselho Representativo das Instituições Judaicas da França (Crif), que emitiu um comunicado nesta terça-feira (9). O Crif classificou a venda das joias como “indecente” e destacou a origem da fortuna de Horten, que era membro do partido nazista.
Além disso, milhares de pessoas se mostraram contrárias ao leilão nas redes sociais, incluindo celebridades e influenciadores de todo o mundo.
Fortuna construída durante o nazismo
Um levantamento feito pela Forbes recentemente estimou o valor da fortuna de Heidi Horten em US$ 2,9 bilhões. A família Horten era dona de uma das maiores lojas de departamento da Alemanha nos anos 30.
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Em 1936, quando Hitler já estava no poder, Helmut Horten também passou a controlar a empresa de tecidos Alsberg, que anteriormente pertencia a proprietários judeus, que fugiram do país.
Com o tempo, o empresário ficou conhecido por tomar diversas propriedades de judeus que deixaram a Alemanha por conta da perseguição. De acordo com Yonathan Arfi, presidente do Crif, as joias que serão leiloadas foram compradas com dinheiro oriundo da “arianização” de negócios judaicos durante a Segunda Guerra Mundial.
Imagem: Kwangmoozaa / shutterstock.com
