Causa de nove prisões em três estados do país nesta semana, um golpe praticado em falsos grupos de investimentos circula em aplicativos de mensagens. Segundo o titular da delegacia de Polícia de São Luiz Gonzaga, Heleno dos Santos, estima-se que mais de 20 mil pessoas foram vítimas em todo o Brasil.
Polícia faz alerta sobre golpe do falso investimento: ‘atinge o Brasil inteiro’
Golpe aplicado por meio das redes sociais e aplicativo de mensagens fez milhares de vítimas em todo o país. Fique atento!
A investigação encontrou diversas contas nos chamados paraísos fiscais em que a soma dos depósitos ultrapassa a casa de R$ 1 bilhão. Nesse primeiro momento, houve a prisão de nove suspeitos nos estados de São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Contudo, a polícia acredita que seja um esquema presente em todo o território nacional.
A operação deflagrada pela polícia afirma que, por meio de um falso grupo de investimentos, os criminosos prometiam grandes retornos para atrair mais vítimas. As denúncias partiram das próprias pessoas afetadas que buscaram a Polícia Civil para tratar sobre uma empresa de investimentos em ações. As informações foram divulgadas pelo g1.
Golpe do falso investimento: como funcionava?
A partir de grupos virtuais para supostos investimentos no mercado de ações, os criminosos alegavam fazer parte de uma plataforma digital chamada de “Gênesis.net”. Para obter altos retornos financeiros, era incentivado que as vítimas baixassem o aplicativo no celular para efetuar o cadastro com dados pessoais.
Depois disso, a vítima recebia um link para acessar um grupo no WhatsApp, onde poderia aprender a aplicar dinheiro e começar a investir. Para convencer as pessoas a realizarem transações, os golpistas afirmavam que tinham acesso a informações privilegiadas sobre investimentos “altamente rentáveis”.
Dinheiro do golpe no exterior
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O dinheiro, que supostamente seria aplicado, ia direto para contas dos criminosos, sendo que a maior parte era registrada no exterior. De acordo com as informações prestadas pela polícia ao g1, há a suspeita de que foram criadas diversas empresas de fachada para desviar o montante das vítimas.
Importante destacar que os envolvidos no esquema fraudulento foram reconhecidos em suas redes sociais, uma vez que publicavam fotos luxuosas e incentivavam mais pessoas a investirem.
Imagem: SObeR 9426 / shutterstock.com – Edição: Seu Crédito Digital
