A Polishop é uma varejista de produtos eletroeletrônicos e para casa que fez fama com seu canal de TV e pelas compras pelo telefone. Entretanto, agora a empresa enfrenta 30 processos por aluguéis atrasados e uma dívida de R$ 9 milhões.
Polishop vai falir? Entenda a polêmica envolvendo fechamento de lojas
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Além disso, a companhia fechou mais de 100 lojas e cortou o número de funcionários pela metade. Com isso, começaram a surgir rumores de que ela estaria entrando em falência. Contudo, o dono da Polishop afirma que o negócio passa por uma reestruturação.
De acordo com ele, o mercado de itens de produtos para casa caiu muito durante a Covid-19 e ainda não voltou ao antigo patamar. Por isso, para aumentar a receita, a empresa vai modificar o seu esquema de negócios. Esse ano, a varejista começará a oferecer franquias.
Shoppings cobram aluguéis da Polishop
Atualmente, a Polishop precisa lidar com 30 processos por atraso no pagamento dos aluguéis de suas lojas em vários shoppings de São Paulo. Por exemplo, só com o Iguatemi Campinas, a dívida é de quase R$ 1 milhão.
Em muitos desses processos, os representantes dos locais pedem que a empresa desocupe as unidades. Outros já solicitam a execução da varejista, a fim de receber os valores em atraso. Além disso, das 30 ações, apenas em 5 aconteceu um acordo entre as partes.
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Mesmo diante dessa situação, João Appolinário, dono e fundador da Polishop, em entrevista ao Estadão, alegou que o problema para o atraso dos aluguéis não é a falta de dinheiro, mas a negociação dura entre as partes. Ele chegou a afirmar que, se soubesse os problemas que iam surgir, teria pago todo o valor.
Por fim, mesmo com o dono da Polishop diminuindo o impacto dos processos dos aluguéis, as finanças da empresa não estão muito bem. Em 2022, Appolinário precisou fazer um aporte financeiro do próprio bolso para equilibrar o capital da varejista. Na época, ele colocou cerca de R$ 100 milhões no negócio.
Imagem: Brenda Rocha – Blossom / Shutterstock.com
