Na última terça-feira (16), a Câmara de Vereadores de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, votou pela cassação do mandato de um político acusado de xenofobia e racismo. Entretanto, ele continuará a exercer o seu mandato até o final de 2024.
Político acusado de xenofobia e racismo não perderá o mandato; entenda
Político acusado de xenofobia vai continuar no cargo, mesmo com maioria tendo votado pela cassação. Clique aqui e entenda o que aconteceu.
Sandro Fantinel é vereador da cidade e usou o púlpito da Câmara para fazer afirmações contra trabalhadores baianos. As falas têm relação com a libertação de centenas de pessoas de uma condição de trabalho análogo à escravidão em vinícolas do estado.
Na ocasião, ele disse que os empresários gaúchos não deveriam contratar pessoas “lá de cima” (em relação aos baianos), mas sim argentinos. De acordo com ele, esses “são limpos, trabalhadores, corretos, cumprem o horário, mantêm a casa limpa e, no dia de ir embora, ainda agradecem o patrão pelo serviço prestado e pelo dinheiro recebido”.
Maioria vota pela cassação de político acusado de xenofobia, mas não foi o suficiente
Diante das falas de Fantinel, foram abertos vários processos de cassação do mandato do vereador por quebra de decoro parlamentar. Assim, a votação não aconteceu ontem. O resultado foi de 13 votos a favor, 9 contra e 1 abstenção.
Nesse caso, quem não votou foi o próprio Fantinel, que preferiu não fazer parte da votação. Apesar dos votos favoráveis serem a maioria, o político não vai perder o cargo. Isso porque o regimento interno da Câmara diz que é necessário 2/3 dos votos (16) para cassar um vereador.
Além do caso de xenofobia e racismo, no mesmo dia, a Câmara tratou de uma ação sobre falas de Fantinel contra um dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), mas esse processo acabou sendo arquivado por decisão da maioria.
Vereador afirma que está arrependido
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Durante a sua defesa, o político acusado de xenofobia e racismo se disse arrependido de suas falas e garantiu que discursos extremistas não farão mais parte do seu cotidiano. Além disso, ele também reclamou da cobertura da mídia sobre o caso.
De acordo com ele, os meios de comunicação deram ênfase às suas falas, mas não mostraram quando ele pediu desculpas pelo que aconteceu.
Imagem: Zolnierek / Shutterstock.com
