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Por que as criptomoedas são consideradas tão poluentes?

%Resumo% As criptomoedas são criticadas por muitos analistas pelas questões ambientais ligadas ao alto consumo de energia

Rafaela MedolagoPor Rafaela Medolago3 min de leitura
Em 2022, roubo de criptomoedas totalizou US$ 1,9 bi

Tempo estimado de leitura: 3 minutos

O mercado de criptomoedas gera inúmeras questões a seu respeito. Os críticos chamam a atenção para a questão ambiental. Isso porque, para o funcionamento das redes, o consumo de energia é exorbitante. Nesse sentido, os ativos digitais, tão famosos no mercado global hoje, são considerados extremamente poluentes. 

A grande questão está na forma da criação ou “mineração”, como é conhecida, das moedas. Os criptoativos são desenvolvidos e movimentados apenas em ambiente digital, não existem bancos que façam sua emissão. Todo o processo ocorre por meio das redes, chamadas de blockchain. 

Criptomoedas e consumo de energia 

Como dito acima, todas as transações que envolvem criptomoedas são realizadas por meio de blockchains. O sistema monetário é totalmente digital, o que quer dizer que as pessoas que movimentam esses ativos fazem transações diretas, sem intermédio de um banco ou instituição.  

A blockchain é uma rede global em que computadores de alta eficiência criam as moedas digitais. Ou seja, mineram moedas digitais. Isso acontece por meio de um modelo conhecido como prova de trabalho (PoW).

O Pow funciona da seguinte forma: para fazer uma transferência, uma mensagem é enviada para a rede que se junta a outras mensagens da rede. Juntas, elas formam um “bloco” que se converte em um código criptografado. 

Após esse primeiro momento, os mineradores competem entre si para decifrar aquele código. Com a solução do código, a transação é finalizada e outros mineradores conferem o processo. 

Não parece tão difícil, mas na realidade todo esse movimento é bem complexo e exige muitos cálculos e muito tempo de uso dos computadores. Como as máquinas são de alta eficiência, o consumo de energia se torna bem maior. 

Por isso, todas as atividades que envolvem transações em criptomoedas são consideradas altamente poluentes e prejudiciais ao meio ambiente. 

Para se ter uma ideia, segundo a Fundação Ethereum, a mineração de sua criptomoeda consumia a mesma quantidade de energia que um país todo consome, como exemplo a Holanda. 

Ethereum: Rede mais ecológica entre as criptomoedas

Recentemente, a Ethereum, uma das maiores blockchains passou por um processo, conhecido por A fusão, justamente para deixar a mineração de lado e tornar a sua rede mais ecológica. 

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Agora, o modelo adotado pela rede é o prova de participação, que reduz o número de computadores necessários para as transações. 

Muitos analistas acreditam que esse momento é o mais importante para a história do universo de criptomoedas. 

A Ethereum tem como ativo o Ether (ETH), segundo maior ativo digital, atrás apenas do Bitcoin (BTC). 

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Imagem: Coyz0/shutterstock.com

Rafaela Medolago

Autor

Rafaela Medolago

Jornalista. Redatora do Seu Crédito Digital.

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