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Por que a fila de espera do Auxílio Brasil não para de aumentar?

O último Mapa da Nova Pobreza, divulgada pela FGV, mostra que a pobreza chegou a 29,6% da população total do Brasil em 2021.

Priscilla KinastPor Priscilla Kinast3 min de leitura
Por que a fila de espera do Auxílio Brasil não para de aumentar

Tempo estimado de leitura: 3 minutos

Desde o final de 2021, quando o Auxílio Brasil entrou no lugar do Bolsa Família, o Ministério da Cidadania confirma inclusões em massa no programa. Entretanto, ao invés de zerar a fila de espera, o número de pessoas esperando para entrar na folha de pagamento parece estar aumentando.

Por que a fila de espera do Auxílio Brasil não para de aumentar?

No mês de junho, mais de 1,5 milhões de famílias começaram a fazer parte dessa fila. Ou seja, dobrou o número, em relação a dois meses antes. Mais de 130,5 mil vivem nas principais capitais do país, Rio de Janeiro e São Paulo.

De acordo com o diretor da FGV Social, Marcelo Neri, o movimento se explica por dois motivos: o empobrecimento generalizado e o efeito da inflação na renda dos brasileiros. Ademais, a alta de R$ 400 para R$ 600 mensais no valor da parcela atraiu as pessoas que ficaram sem apoio financeiro depois do encerramento do Auxílio Emergencial.

Além disso, Neri explica que “Essa fila, no país e nas capitais, é resultado desse empobrecimento da população nos últimos dois anos. E também da oferta de um auxílio mais generoso, que chega a R$ 600”. Embora a taxa de desemprego tenha recuado, a alta no custo de vida causado pela inflação supera a recuperação do mercado de trabalho.

O último Mapa da Nova Pobreza, divulgada pela FGV, mostra que a pobreza chegou a 29,6% da população total do Brasil em 2021. Nesse período, 62,9 milhões de brasileiros começaram a viver com renda mensal per capita de até R$ 497. O valor tem 9,6 milhões de pessoas a mais do que em 2019.

Para se ter ideia, em São Paulo, por exemplo, a alta da pobreza na capital foi de 5,2% no período citado. Enquanto no estado, a alta chegou a 4,54%. O índice de pobreza fechou o último ano em 17,9% no estado mais rico do Brasil.

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Imagem: Joa Souza / Shutterstock.com

Priscilla Kinast

Autor

Priscilla Kinast

Jornalista, apaixonada pelo mercado financeiro e pelas inovações tecnológicas. Registro Profissional: 0020361/RS

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