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Por que o Banco Central não imprime mais dinheiro para acabar com crises econômicas?

É comum que algumas pessoas achem que emitir mais notas e moedas acabaria com muitos problemas, mas será que é assim na prática?

Bruna MachadoPor Bruna Machado3 min de leitura
Notas de dinheiro e moedas de Real

Muitos questionam como o Banco Central poderia resolver as crises econômicas ao imprimir mais dinheiro. Porém, na prática, isso poderia ter, inclusive, um efeito contrário à solução para a crise.

Antes de explicar a relação entre a inflação e a emissão de dinheiro, é importante destacar alguns pontos. Primeiramente, a maior parte do dinheiro em circulação está em formato digital, nos aplicativos bancários.

Além disso, é importante que você entenda que, de certo modo, o dinheiro possui uma “validade”. O BC entende que a vida útil das notas de R$ 50 e R$ 100 é de 37 meses, ou seja, três anos e um mês. Sabendo disso, você conseguirá absorver melhor as próximas informações.

A quantidade de dinheiro físico deve estar alinhada a um importante conceito

Na prática, o conceito de oferta e demanda faz total jus a seu termo, pois ele indica que não é vantajoso fornecer mais um produto do que a população procura. Por exemplo, uma fábrica de celulares não vai continuar a produzir modelos que os clientes já não procuram.

No contexto das emissões de notas, a oferta e demanda também é fundamental, portanto, o BC está sempre alinhado à isso. Como a economia ficou impactada nos últimos anos, sobretudo por causa da crise da pandemia, não havia tanta demanda de dinheiro físico.

Por este motivo, não é vantajoso investir na emissão de notas que estão circulando pouco. Ou seja, as notas são impressas quando a demanda aumenta ou quando um grupo de exemplares perde sua vida útil. 

Economista explica outros conceitos econômicos sobre a emissão de cédulas

O economista Daniel Vasconcelos, professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), explica outras questões sobre a emissão do real. O desequilíbrio entre a oferta e a procura pode emergir caso esse alinhamento não seja realizado, comprometendo, assim, a estabilidade econômica. Isso está relacionado a três conceitos:

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  • aumento dos custos de produção;
  • implementação inadequada de medidas monetárias e fiscais;
  • nível de procura por bens e serviços.

O BC pode emitir as notas de acordo com a demanda ou reposição, contudo, o poder aquisitivo desses valores oscila em resposta à inflação. O economista explica, por exemplo, que a inflação faz a moeda perder valor.

Para comparar essa situação, ele lembra que há décadas, era possível comprar muitos itens com R$ 10, e hoje, essa quantia é considerada baixa. Portanto, a introdução de mais notas pode incitar o aumento da inflação. 

Imagem: rafapress / Shutterstock.com

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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