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Portabilidade de crédito facilitada: BC lança nova regra no open finance; veja como funciona

Conheça a portabilidade digital de empréstimos pelo open finance, que permitirá transferir créditos entre bancos com mais agilidade.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes5 min de leitura
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A partir do início de 2026, os clientes terão a possibilidade de transferir empréstimos de uma instituição financeira para outra de forma mais rápida e totalmente digital, com objetivo de obter juros menores ou reduzir o valor das prestações. A medida foi anunciada pelo Banco Central (BC) e faz parte da ampliação do open finance, sistema que permite compartilhamento seguro de dados financeiros entre bancos e fintechs.

A novidade começará pela modalidade de crédito pessoal, mas nos meses seguintes a portabilidade digital será expandida para outras linhas de crédito, incluindo consignado, financiamentos e empréstimos empresariais. A expectativa do BC é que a medida aumente a competição entre instituições e proporcione mais benefícios aos consumidores.

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Como funciona a portabilidade de empréstimos pelo open finance

Atualmente, a portabilidade de crédito é possível, mas o processo é considerado burocrático e pouco eficiente, exigindo visitas a agências, assinatura de documentos físicos e prazos longos. Com a integração ao open finance, todo o procedimento será digital, padronizado e realizado por meio dos aplicativos das instituições financeiras.

O processo funciona assim:

  1. O cliente seleciona a opção de portabilidade no aplicativo do banco atual ou do banco de destino.
  2. Autoriza o compartilhamento de dados financeiros pelo open finance.
  3. A instituição de destino analisa a operação e faz a proposta de transferência.
  4. Se aprovado, o empréstimo é transferido automaticamente, mantendo os termos negociados.

O BC afirma que a redução do prazo de cinco para três dias úteis para conclusão da operação aumentará a eficiência e diminuirá erros, garantindo rapidez e segurança no processo.

Benefícios para consumidores

A portabilidade digital traz vantagens significativas para os usuários:

  • Menores juros e melhores condições: possibilidade de negociar taxas mais baixas em outras instituições;
  • Redução de burocracia: processo totalmente digital, sem necessidade de deslocamento até agências;
  • Transparência e padronização: dados compartilhados de forma segura e padronizada pelo open finance;
  • Aumento da concorrência: mais opções de crédito entre bancos e fintechs, beneficiando o consumidor.

Segundo Gilneu Vivan, diretor de Regulação do BC, a iniciativa aproveita a infraestrutura do open finance para melhorar a experiência do cliente e ampliar o alcance da concorrência no mercado de crédito.

Implementação gradual da portabilidade digital

A Resolução Conjunta nº 15/2025, aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), estabelece o cronograma de implementação da portabilidade digital:

  • Fevereiro de 2026: início da portabilidade para crédito pessoal;
  • Agosto de 2026: testes para crédito consignado do setor público federal;
  • Novembro de 2026: lançamento da portabilidade para crédito consignado ao público em geral;
  • Posteriormente: inclusão de outras modalidades de empréstimos, como financiamentos imobiliários e operações empresariais.

O BC destaca que antes do lançamento oficial, haverá testes restritos para garantir que o sistema funcione sem falhas e que as transações sejam concluídas de forma segura e rápida.

O que é o open finance

O open finance, ou sistema financeiro aberto, é uma evolução do conceito de open banking. Ele permite que clientes autorizem o compartilhamento de seus dados financeiros entre diferentes instituições de forma segura, promovendo maior integração do mercado.

Com o open finance, é possível:

  • Movimentar contas em diferentes bancos e fintechs;
  • Acessar produtos financeiros personalizados, como empréstimos, investimentos e seguros;
  • Transferir dados e histórico bancário de forma padronizada;
  • Obter ofertas mais competitivas e condições vantajosas de crédito.

O objetivo é aumentar a competição no mercado financeiro, melhorar a experiência do cliente e criar maior transparência e segurança nas operações.

Impactos para bancos e fintechs

A implementação da portabilidade de crédito pelo open finance também impacta diretamente as instituições financeiras:

  • Aumento da competitividade: bancos e fintechs precisam oferecer taxas mais atrativas para manter clientes;
  • Automatização e eficiência operacional: redução de custos e erros em processos manuais;
  • Expansão de produtos e serviços digitais: incentiva inovação tecnológica e soluções integradas;
  • Fortalecimento do relacionamento com clientes: serviços digitais mais rápidos e seguros aumentam a satisfação do consumidor.

Segundo especialistas, a medida deve desafiar instituições tradicionais a modernizar seus processos, enquanto fintechs podem se beneficiar oferecendo soluções ágeis e personalizadas.

Transparência e segurança

Um dos pilares do open finance é garantir que os dados dos clientes estejam protegidos. Apenas instituições autorizadas podem acessar informações, e os clientes têm controle total sobre quais dados compartilham e com quem.

O BC destaca que a padronização das APIs e protocolos de segurança reduz riscos de fraude e vazamento de informações, tornando o processo mais confiável do que os métodos tradicionais de portabilidade de crédito.

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Comparativo com o modelo atual

Atualmente, para transferir um empréstimo, o consumidor precisa:

  • Solicitar portabilidade pessoalmente;
  • Assinar documentos físicos;
  • Aguardar análise que pode durar mais de cinco dias úteis;
  • Enfrentar possíveis inconsistências na transmissão de dados entre bancos.

Com a portabilidade digital pelo open finance, todos esses passos serão realizados online, com menor risco de erro e maior rapidez.

Expectativas para consumidores e mercado

O BC espera que a medida resulte em:

  • Maior adesão à portabilidade de crédito, principalmente entre clientes de bancos tradicionais;
  • Redução de taxas médias de juros, com aumento da concorrência;
  • Facilidade no acesso a crédito para diferentes perfis, incluindo clientes com histórico de crédito limitado;
  • Integração tecnológica entre bancos e fintechs, fortalecendo o ecossistema financeiro.

Especialistas destacam que a portabilidade digital pode incentivar o uso de mais produtos financeiros, uma vez que o cliente terá liberdade de escolher instituições com melhores condições.

Passos para utilizar a portabilidade digital

Para utilizar o serviço a partir de 2026, os consumidores deverão:

  1. Ter conta em uma instituição participante do open finance;
  2. Autorizar o compartilhamento de dados pelo aplicativo;
  3. Escolher a instituição de destino;
  4. Conferir a proposta de portabilidade;
  5. Confirmar a transferência digitalmente.

O processo é simples, rápido e elimina a necessidade de deslocamento ou assinatura de documentos físicos.

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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