A Caixa Econômica Federal estabeleceu o prazo até 19 de setembro de 2025 para que agentes financeiros interessados em atuar na intermediação de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) apresentem suas propostas para o exercício de 2026.
FGTS 2026: Caixa inicia período para submissão de propostas de alocação
Agentes financeiros têm até 19 de setembro para enviar propostas do FGTS 2026. Medida da Caixa foi publicada no Diário Oficial da União.
A medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira, 26, e reforça a necessidade de planejamento para a correta destinação dos recursos.
Segundo a Caixa, a etapa é parte do processo de elaboração do orçamento do FGTS, fundamental para garantir que os valores sejam distribuídos entre programas de habitação, saneamento e infraestrutura, respeitando critérios técnicos e legais.
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Quem deve apresentar propostas

A determinação da Caixa deixa claro que apenas os agentes financeiros habilitados junto ao operador do FGTS podem apresentar propostas.
Requisitos para envio
As propostas precisam:
- Estar assinadas por representante legal do agente financeiro;
- Indicar a demanda estimada de recursos;
- Especificar o programa de destino;
- Determinar o setor de aplicação (público e/ou privado);
- Informar a unidade da federação correspondente.
O envio deve seguir o modelo disponível no Manual de Habilitação do FGTS, acessível no site da Caixa.
Regras específicas para habitação
No caso de propostas ligadas à habitação, é obrigatório o cumprimento das normas previstas no Manual de Fomento Habitação, também disponível no site oficial da Caixa.
Essas diretrizes buscam garantir que os recursos sejam aplicados de forma coerente com as prioridades governamentais, especialmente em programas voltados para a população de baixa renda e em regiões com maior déficit habitacional.
O objetivo das propostas: orçamento do FGTS 2026
A Caixa explica que as propostas recebidas não implicam alocação imediata dos recursos. Elas têm caráter consultivo e servirão para:
- Subsidiar a elaboração do orçamento do FGTS para 2026;
- Orientar a distribuição de recursos entre os agentes financeiros após a aprovação do orçamento;
- Garantir transparência e eficiência na gestão do fundo.
Após a análise das propostas e a aprovação do orçamento pelo Conselho Curador do FGTS, o agente operador (Caixa) definirá os valores efetivamente destinados a cada instituição.
A importância da intermediação de recursos do FGTS
Instrumento de fomento
O FGTS é uma das principais fontes de financiamento para programas sociais e de infraestrutura no Brasil. Ele atua como instrumento de fomento em áreas essenciais, como:
- Habitação popular;
- Saneamento básico;
- Infraestrutura urbana e regional.
Transparência e planejamento
O processo de coleta de propostas garante que a alocação de recursos seja baseada em planejamento antecipado, fortalecendo a previsibilidade para estados, municípios e o setor privado.
Normas que regulam o processo
A medida se apoia em um arcabouço jurídico consolidado, que garante segurança e clareza:
- Lei nº 8.036/1990, que dispõe sobre o FGTS;
- Decreto nº 99.684/1990, atualizado pelo Decreto nº 1.522/1995;
- Resolução CCFGTS nº 702/2012, que regulamenta a distribuição e aplicação de recursos.
Essas normas orientam tanto os agentes financeiros quanto a atuação do operador, estabelecendo limites e condições de aplicação.
Como enviar as propostas
Procedimentos obrigatórios
- Acessar o site oficial da Caixa e consultar o Manual de Habilitação do FGTS;
- Preencher o modelo de proposta disponível (Anexo específico);
- Identificar claramente os programas, setores e unidades da federação;
- Garantir que a manifestação seja assinada por representante legal;
- Protocolar o envio dentro do prazo estipulado (até 19 de setembro de 2025).
Consequências do não cumprimento do prazo
Agentes financeiros que não apresentarem suas propostas dentro do prazo podem enfrentar restrições de participação no processo de intermediação dos recursos do FGTS em 2026.
Isso significa perder oportunidades em programas estratégicos de:
- Habitação popular;
- Obras de saneamento básico;
- Projetos de infraestrutura urbana e regional.
Aplicações previstas para 2026
As propostas enviadas devem contemplar áreas-chave de investimento:
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Habitação
- Programas voltados à população de baixa renda;
- Construção de moradias populares;
- Melhoria habitacional em áreas urbanas e rurais.
Saneamento
- Ampliação da rede de abastecimento de água;
- Obras de coleta e tratamento de esgoto;
- Projetos de drenagem urbana.
Infraestrutura
- Investimentos em mobilidade urbana;
- Obras de transporte público;
- Projetos de desenvolvimento regional.
A importância do prazo de 19 de setembro
O prazo até 19 de setembro de 2025 é fundamental porque garante que todas as manifestações sejam analisadas a tempo da elaboração do orçamento do FGTS para 2026.
Esse calendário fortalece o processo de governança, permitindo que:
- O Conselho Curador do FGTS aprove as diretrizes orçamentárias em tempo hábil;
- Estados e municípios tenham previsibilidade na execução de projetos;
- O setor privado possa se organizar para participar de programas financiados pelo fundo.
Comparação com processos anteriores

A publicação da nova circular atualiza as regras que vinham sendo aplicadas em anos anteriores, trazendo:
- Maior detalhamento das exigências para os agentes;
- Clareza nos prazos de envio;
- Consolidação de manuais e anexos em um único documento de referência.
Essas mudanças visam dar mais eficiência e transparência ao processo de intermediação.
Considerações finais
A decisão da Caixa de estabelecer o prazo até 19 de setembro de 2025 para envio de propostas relativas ao FGTS 2026 reforça a importância do planejamento e da transparência na aplicação dos recursos do fundo.
Ao exigir que agentes financeiros habilitados apresentem manifestações formais, detalhando demandas por programa, setor e unidade da federação, o processo garante uma visão ampla e precisa das necessidades do país.
Mais do que uma formalidade, o envio das propostas é um passo essencial para a elaboração de um orçamento eficiente, que financie projetos em habitação, saneamento e infraestrutura, pilares fundamentais para o desenvolvimento econômico e social do Brasil.
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