Viajar de avião dentro do Brasil ficou mais caro em 2026. Dados divulgados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) mostram que o preço médio das passagens aéreas domésticas comercializadas em maio alcançou R$ 632,53, representando um aumento de 11,2% em comparação com o mesmo período do ano passado.
Passagens aéreas têm alta de 11,2% em maio; veja o valor médio
Preço médio das passagens aéreas domésticas subiu 11,2% em maio de 2026, segundo a Anac. Veja os motivos da alta e como economizar.
O avanço ocorre mesmo após medidas adotadas pelo governo federal para reduzir os impactos do aumento dos custos operacionais das companhias aéreas. Um dos principais fatores por trás da alta continua sendo o encarecimento do querosene de aviação (QAV), combustível que representa uma das maiores despesas do setor.
Para consumidores, o cenário exige mais planejamento na hora de comprar passagens e escolher datas de viagem.
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Segundo a Anac, o valor médio das tarifas domésticas comercializadas em maio de 2026 foi de R$ 632,53.
O indicador considera as passagens efetivamente vendidas pelas companhias aéreas brasileiras e não apenas os preços anunciados.
Na comparação com maio de 2025, o aumento foi de 11,2%, refletindo a pressão dos custos enfrentados pelo setor aéreo.
O que explica a alta das passagens?
Diversos fatores influenciam o preço das tarifas aéreas, mas o principal deles continua sendo o custo operacional das empresas.
Entre os componentes que mais pesam estão:
- combustível;
- manutenção das aeronaves;
- câmbio;
- leasing de aviões;
- taxas aeroportuárias;
- demanda por voos.
Em 2026, o combustível voltou a exercer forte pressão sobre os preços.
Querosene de aviação ficou muito mais caro
De acordo com os dados divulgados, o preço do querosene de aviação (QAV) registrou alta de 68,5% no período analisado.
Como o combustível representa uma parcela significativa dos custos das companhias aéreas, qualquer aumento acaba sendo refletido, total ou parcialmente, nas tarifas cobradas dos passageiros.
Mesmo com iniciativas do governo para amenizar esse impacto, a elevação do QAV continuou pressionando o setor.
Como a Anac calcula o preço das passagens?
A Agência Nacional de Aviação Civil recebe mensalmente informações enviadas pelas próprias companhias aéreas.
Esses dados passam por um processo de validação técnica antes da divulgação oficial.
O levantamento considera apenas voos domésticos realizados no Brasil e utiliza os valores efetivamente pagos pelos passageiros.
Por isso, o preço médio divulgado pode ser diferente dos valores promocionais encontrados em algumas rotas.
O governo controla o preço das passagens?
Não.
Desde a desregulamentação do setor, as companhias aéreas possuem liberdade para definir suas tarifas.
Os preços variam conforme fatores como:
- antecedência da compra;
- procura pelo voo;
- período do ano;
- concorrência na rota;
- custos operacionais.
O papel da Anac é fiscalizar o mercado e acompanhar o comportamento das tarifas, mas não estabelecer preços máximos ou mínimos.
Por que algumas passagens continuam baratas?
Embora o valor médio tenha aumentado, ainda é possível encontrar tarifas promocionais.
Isso acontece porque as empresas utilizam sistemas de precificação dinâmica.
Na prática, o valor da passagem muda constantemente conforme:
- ocupação do voo;
- quantidade de assentos disponíveis;
- proximidade da data da viagem;
- demanda pelo destino.
Quem compra com antecedência costuma encontrar preços mais competitivos.
Como economizar na compra de passagens?
Mesmo em um cenário de alta, algumas estratégias podem ajudar o consumidor a reduzir os custos da viagem.
Compre com antecedência
Voos adquiridos semanas ou meses antes da viagem normalmente apresentam tarifas mais baixas.
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Tenha flexibilidade de datas
Viajar em dias de menor movimento, como terças e quartas-feiras, costuma resultar em preços mais acessíveis.
Compare diferentes aeroportos
Em algumas regiões, utilizar aeroportos próximos pode gerar economia significativa.
Ative alertas de preços
Diversas plataformas permitem acompanhar oscilações de tarifas e avisam quando ocorre redução nos valores.
Evite períodos de alta temporada
Férias escolares, feriados prolongados e datas comemorativas geralmente concentram maior demanda e tarifas mais elevadas.
A alta deve continuar?
Especialistas apontam que o comportamento das tarifas dependerá de diversos fatores nos próximos meses.
Entre eles estão:
- evolução do preço internacional do petróleo;
- custo do querosene de aviação;
- variação do dólar;
- demanda por viagens;
- oferta de voos pelas companhias.
Caso o combustível continue pressionado, existe a possibilidade de novas altas nas passagens.
Por outro lado, um aumento na concorrência entre as empresas e a expansão da oferta de voos podem contribuir para reduzir parte dessa pressão.
Mercado aéreo segue em recuperação

Apesar do aumento das tarifas, o setor aéreo brasileiro continua registrando recuperação da demanda por viagens.
Nos últimos anos, as companhias ampliaram rotas, retomaram operações e investiram em renovação de frota para atender ao crescimento do número de passageiros.
Ao mesmo tempo, o desafio permanece em equilibrar custos elevados com preços competitivos, mantendo a sustentabilidade financeira das empresas e oferecendo opções acessíveis aos consumidores.
Para quem pretende viajar ainda em 2026, a principal recomendação é pesquisar com antecedência, acompanhar promoções e evitar deixar a compra para os últimos dias antes do embarque, quando as tarifas costumam atingir os valores mais altos.
INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:
