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Presidente do Banco Central faz comunicado que desanima os brasileiros

Presidente do Banco Central fala sobre inflação e taxa de juros. Entretanto, não era o que o brasileiro espera ouvir. Saiba o que ele disse

Ana LuisaPor Ana Luisa2 min de leitura
Fachada do Banco Central do Brasil

Nessa quarta-feira (19), o presidente do Banco Central do Brasil (Bacen) se reuniu com investidores em Londres. Entretanto, as falas de Roberto Campos Neto trazem mais desânimo do que energia para o mercado brasileiro. 

De acordo com o comandante do Bacen, a inflação no país vai voltar a crescer no segundo semestre de 2023. Para ele, algumas mudanças que o governo fez ajudaram a diminuir o preço de determinados itens, mas o núcleo duro continua crescendo. 

Portanto, quando o efeito dessas medidas passar, os índices que medem o aumento dos preços voltará a se elevar. Isso justifica manter a taxa básica de juros do Brasil em 13,75% por mais algum tempo. 

Banco Central diz que inflação sobe a partir de junho

Para Campos Neto, esse não é um movimento novo. Desde dezembro do ano passado, os analistas de mercado já subiram a expectativa da inflação para 2024 e 2025 em quase 1%. O motivo para isso foi a PEC do Estouro do Teto e as falas do governo sobre a mudança da meta fiscal. 

Em 2023, o Banco Central tem a expectativa de terminar o ano com uma inflação de 3,5%; já para o ano que vem, ele espera um índice de 3%. Em relação ao IPCA durante esse ano, o mês de março fechou com um aumento de 4,65% no acumulado dos últimos 12 meses, menor taxa desde 2021. 

Pelas contas da equipe do Bacen, em junho a inflação pode chegar a um índice ainda menor, 3,5% no acumulado dos 12 meses anteriores. Já para julho, o órgão já espera uma alta do IPCA. 

Redução da taxa de juros

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O presidente do Banco Central também falou sobre o novo arcabouço fiscal que o governo apresentou ao congresso. Para ele, é uma proposta interessante, mas é preciso acompanhar a sua tramitação antes de reduzir a taxa de juros. 

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirma que o arcabouço fiscal e as novas medidas do Estado são suficientes para justificar uma redução na taxa de juros básica.

Imagem: Jo Galvao / Shutterstock.com

Ana Luisa

Autor

Ana Luisa

Jornalista formada na UFV e redatora

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