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Privatização da Eletrobras vai deixar a conta de luz mais cara?

A privatização da Eletrobras foi concluída em junho. Após o processo, as dúvidas sobre o preço da conta de energia estão em pauta.

Rafaela MedolagoPor Rafaela Medolago3 min de leitura
Privatização da Eletrobras vai deixar a conta de luz mais cara?

Tempo estimado de leitura: 3 minutos

Foi concluído no dia 14 de junho o processo de privatização da Eletrobras. Os valores alcançados chegam a R$ 33,7 bilhões. O Governo Federal garante que a desestatização gerará benefícios à população. No entanto, especialistas e entidades do setor apontam que o projeto não deve diminuir os valores de energia elétrica para o consumidor final. 

A partir do processo, o governo perde a posição de acionista majoritário da empresa, mas mantém o direito a veto de propostas em debates que sejam considerados estratégicos para o país. 

Sobre a privatização

O método utilizado para a privatização foi a capitalização que ocorre através da oferta de ações da Eletrobras na bolsa de valores. 

A Eletrobras é responsável por gerar 29% da energia do país e transmitir 43%. Com a desestatização, uma das principais dúvidas está relacionada ao custo de energia paga pelo consumidor final. 

A companhia tinha mais de 26 mil trabalhadores empregados em 2016. Em 2020, após o plano de reestruturação para a capitalização da estatal, esse número caiu para 12.500 funcionários. 

Aumento ou diminuição na conta de luz? 

Segundo especialistas, uma eventual diminuição no preço da energia será temporária. Se houver algum alívio, será no máximo de 3% na conta, e deve durar somente nos 3 primeiros anos, porque parte do dinheiro da privatização será destinado ao fundo bancado pelos consumidores. 

Além disso, essa diminuição só deve amenizar os grandes avanços impostos pelos aumentos crescentes na conta de energia deste ano. 

A energia produzida por parte das empresas da estatal é oferecida ao consumidor por um valor abaixo do mercado. Com a privatização e a retirada da empresa dessas normas, a Eletrobras poderá vender a energia de acordo com o preço de mercado, ou seja, um preço mais elevado. 

Uma das ideias da proposta é utilizar gás do litoral para geração de energia. Para isso, será necessário transportar o gás para o interior e depois para os centros de cargas.O texto aprovado, determina a contratação de 8 mil megawatts de usinas termelétricas movidas a gás que possuem alto custo de produção e serão bancadas pelo consumidor. 

Dinheiro da privatização 

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A privatização da estatal movimentou R$ 33,7 bilhões. Para os próximos anos, estima-se que serão mais R$ 30 bilhões. 

O valor arrecadado será distribuído entre a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) para minimizar os ajustes tarifários e subsidiar políticas, Caixa do Tesouro para a renovação dos contratos das usinas hidrelétricas e investimentos em bacias hidrográficas. 

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Imagem: Salty View / Shutterstock.com

Rafaela Medolago

Autor

Rafaela Medolago

Jornalista. Redatora do Seu Crédito Digital.

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