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Procuradoria denuncia indígena que incitou atos antidemocráticos de bolsonaristas

O indígena José Acácio destacou-se durante os atos golpistas de 8 de janeiro, em Brasília. Entenda melhor o caso que agitou bolsonaristas!

Ana FerreiraPor Ana Ferreira3 min de leitura
Imagem de apoiadores de Jair Bolsonaro invadindo o Palácio do Planalto, em Brasília.

No dia 8 de janeiro, aconteceram atos antidemocráticos em Brasília, que agora são objeto de investigação pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Em suma, durante o evento, um grupo de indivíduos invadiu o Palácio do Planalto pedindo por intervenção militar, ameaçando a ordem e a estabilidade do Estado de Direito.

Dentre os envolvidos nas manifestações, destacou-se o indígena José Acácio Serere Xavante, que foi denunciado ao Supremo Tribunal Federal (STF), pela PGR, por incitação a atos antidemocráticos. No entanto, a PGR entendeu que não há mais justificativa para mantê-lo detido, embora o caso esteja sob sigilo no STF. Entenda melhor!

Reação violenta de bolsonaristas após a prisão de José Acácio

Em dezembro do ano passado, a prisão de José Acácio provocou uma reação violenta de um grupo de bolsonaristas radicais, responsáveis por realizar atos de vandalismo na região central de Brasília.

Esse pequeno grupo tentou invadir a sede da Polícia Federal, incendiando carros e ônibus. Tais ataques ocorreram logo após a diplomação, pela Justiça Eleitoral, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Os vândalos estavam associados a um acampamento montado em frente ao Quartel-General do Exército, onde pessoas defendiam a intervenção militar — uma prática inconstitucional.

Assim, a denúncia apresentada pela PGR é uma acusação formal do Ministério Público e, se aceita pela Justiça, José Acácio se tornará réu e responderá a uma ação penal. No entanto, é importante ressaltar que os atos de violência de José Acácio não representam a comunidade Xavante como um todo.

José é investigado por sua participação em protestos antidemocráticos não apenas em Brasília, mas também em um shopping, em frente ao Congresso Nacional, e no hotel onde Lula estava hospedado antes de sua posse, assim como sua participação numa invasão a um terminal de aeroporto.

Denúncia e investigação de José Acácio

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Segundo a Procuradoria, José Acácio estaria mobilizando tanto indígenas quanto não indígenas para cometerem crimes em Brasília, utilizando de violência ou ameaças graves, com o objetivo de abolir o Estado Democrático de Direito.

Em uma carta divulgada após sua prisão e uma mudança de advogados, José Acácio pediu desculpas e admitiu que foi influenciado por informações totalmente desconectadas da realidade. Ele reconheceu ter cometido um erro ao disseminar a tese infundada de fraude nas urnas.

A PGR, na denúncia, também acusa o indígena de incitar o crime por causa da animosidade que suas ações teriam gerado nas Forças Armadas em relação aos Poderes constitucionais. Além disso, o Ministério Público solicita que ele pague uma indenização por danos morais coletivos.

Imagem: Adriano Machado/ Agência Brasil

Ana Ferreira

Autor

Ana Ferreira

Redatora do Seu Crédito Digital. Estudante de psicologia e serviço social. 23 Anos de idade e moradora de Brasília.

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