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Profissionais de países emergentes lideram uso de IA no trabalho

Pesquisa revela que profissionais de países emergentes, como Brasil e Índia, lideram em treinamento e uso de IA no trabalho.

Julia FernandesPor Julia Fernandes5 min de leitura
ChatGPT

Uma pesquisa recente revela que profissionais de países em desenvolvimento, especialmente no Brasil e na Índia, estão à frente no uso e treinamento em inteligência artificial. Com cerca de 75% deles relatando acesso a capacitações consistentes, o estudo evidencia que o avanço tecnológico não está restrito às economias mais desenvolvidas, mas se expande entre as nações emergentes, com impactos significativos na forma de trabalhar e competir globalmente.

Panorama geral do estudo

Metodologia da pesquisa

O levantamento envolveu milhares de profissionais em mais de 40 países, incluindo mercados maduros e emergentes. O foco foi identificar o nível de acesso a treinamentos formais, uso cotidiano de IA e percepção sobre sua integração nas atividades profissionais. O resultado mostrou um padrão marcante: países emergentes superando nações desenvolvidas em termos de adoção da tecnologia.

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Destaque para Brasil e Índia

Dois mercados emergentes se destacam: aproximadamente 75% dos profissionais no Brasil e na Índia afirmaram ter recebido treinamentos sistemáticos em IA, o que indica uma penetração considerável da tecnologia nesses ambientes de trabalho. Esse percentual supera o observado em muitos países desenvolvidos.

Fatores que impulsionam a liderança nos emergentes

Foco em capacitação e treinamento

O acesso a conhecimento técnico é apontado como o principal fator. Empresas desses países estão investindo em formas de qualificar suas equipes, tanto internamente quanto por meio de parcerias com instituições de ensino e cursos online, visando acelerar a adoção de ferramentas de inteligência artificial.

Adoção de IA como vantagem competitiva

As empresas em economias emergentes veem a IA como forma de ganhar eficiência, reduzir custos e impulsionar a produtividade. Ao buscar inovação com menos hierarquia burocrática, conseguem implementar soluções mais rapidamente — um diferencial local e global.

Necessidade adaptativa

Diante de recursos limitados, organizações em países emergentes tendem a abraçar novas tecnologias para suprir deficiências, como falta de processos automatizados ou setor de dados estrutura insuficiente. A IA surge como resposta a esses desafios.

Impactos no ambiente corporativo

Trabalho mais estratégico

Profissionais revelam que o uso de IA está mudando o foco de tarefas repetitivas para atividades estratégicas, como análise, tomada de decisão e interpretação de dados. Isso permite maior valor agregado e desenvolvimento de competências cognitivas.

Mudança em perfis profissionais

A adoção de IA exigiu novos perfis de trabalho: surgem funções como analistas de dados, desenvolvedores de pipelines de IA, e roles híbridos que combinam conhecimento técnico e domínio do negócio. Essa evolução amplia as possibilidades de carreira.

Retenção e atração de talentos

Organizações que investem em capacitação são vistas como mais atrativas. Profissionais buscam ambientes com oportunidades de aprendizado contínuo e apoio no desenvolvimento tecnológico para se manterem atualizados.

Desafios enfrentados

Preparação das equipes

Apesar do avanço, pesquisas mostram que muitas empresas ainda estão atrás em relação à capacitação técnica e estratégica para absorver IA plenamente. A falta de políticas internas e cultura orientada a dados limita os resultados esperados.

Falta de alinhamento estratégico

O sucesso da IA depende de planos claros e liderança engajada. O uso isolado ou em piloto sem integração com objetivos maiores resulta em iniciativas dispersas, sem efeitos corporativos robustos.

Complexidades tecnológicas

Parte significativa dos profissionais ainda precisa lidar com sistemas legados, infraestrutura limitada e dados desestruturados — obstáculos que exigem investimentos antes da implementação em larga escala.

Lições para países desenvolvidos

Inversão de expectativas

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A ideia de que apenas economias maduras lideram inovação foi abalada. Países emergentes demonstram que agilidade, foco em capacitação e visão prática podem superar recursos abundantes.

Cultura de aprendizagem ágil

A capacidade de ensinar, errar e iterar é destaque nos emergentes. Modelos de experimentação meritocrática ganham espaço, reduzindo barreiras internas e favorecendo processos mais fluidos e inovadores.

Integração multidisciplinar

O uso ideal de IA combina tecnologia, negócio, ética e recursos humanos. Observa-se que equipes com esse perfil interdisciplinar demonstram maior sucesso no aproveitamento da tecnologia.

Perspectivas globais e projeções

Profissionais
Imagem: IA/Edição SCD

Expansão da adoção de IA

É esperado que a liderança dos emergentes se consolide nos próximos anos, com mais investimento em infraestrutura, educação, e desenvolvimento de hubs de tecnologia. A tendência é tornar-se um movimento global de digitalização acelerada.

Colaboração internacional

Com alianças entre empresas emergentes, governos e entidades de capacitação, a transferência tecnológica ocorrerá em rede, com foco em soluções para contextos locais, mobilizando ecossistemas regionais.

Nova ordem competitiva

A democratização de acesso à IA, iniciada nos emergentes, pode redistribuir poder e inovação. Países desenvolvidos podem aprender com a abordagem pragmática dos emergentes e reavaliar suas próprias estratégias de adoção.

Conclusão

O protagonismo de profissionais do Brasil, Índia e outras economias emergentes na adoção de inteligência artificial é um fenômeno relevante. Treinamento consistente, necessidade de inovação e agilidade cultural tornaram essas regiões referência emergente no uso da IA no ambiente profissional. Resta aos países desenvolvidos seguir o exemplo, incrementando flexibilidade e capacidade de adaptação tecnológica.

É notável que a liderança tecnológica não será determinada apenas pelo PIB, mas pela capacidade coletiva de aprender, adaptar e executar com foco estratégico no futuro do trabalho.

Julia Fernandes

Autor

Julia Fernandes

Júlia Fernandes é redatora do portal Seu Crédito Digital, onde compartilha conteúdos atualizados sobre economia, finanças pessoais, benefícios sociais, oportunidades para o cidadão e as principais notícias que impactam o dia a dia dos brasileiros. Gaúcha, comunicadora nata e apaixonada por escrever com empatia, Júlia combina informação com sensibilidade e leveza, sempre buscando ajudar o leitor a tomar decisões mais conscientes e informadas.

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