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Propaganda da Volkswagen com a Elis Regina será analisada pelo Conar

Conar deve analisar a polêmica propaganda da Volkswagen com “deep fake" de Elis Regina. Saiba mais sobre o caso.

Hannah AragãoPor Hannah Aragão2 min de leitura
Kombi azul Volkswagen na estrada

Nesta segunda-feira (10), o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) instaurou um processo ético para analisar a propaganda da Volkswagen que traz a cantora Elis Regina, falecida em 1982, por meio de inteligência artificial.

Com a tecnologia “deep fake”, a artista aparece na campanha publicitária ao lado de sua filha, a cantora Maria Rita. Siga na leitura para saber mais sobre a propaganda que dividiu opiniões e agora conta com processo de análise de órgão competentes.

Conar analisa propaganda da Volkswagen com “deep fake” de Elis Regina

A campanha publicitária da montadora de carros foi feita em celebração aos 70 anos da Volkswagen. O comercial apresenta Maria Rita dirigindo um dos veículos, enquanto canta a música “Como Nossos Pais”. Ao longo do anúncio, Elis Regina surge dirigindo um modelo antigo na mesma estrada, enquanto mãe e filha cantam a canção.

O processo do Conar foi aberto em denúncia feita pelo advogado Gabriel Britto . No documento, Britto defende a necessidade de limitar o uso da inteligência artificial em campanhas publicitárias, além do estabelecimento de diretrizes para o uso. Por meio de e-mail, a secretária executiva do conselho confirmou a abertura da ação. 

Saiba mais sobre o processo

De acordo com o advogado autor do processo, a campanha contraria diferentes artigos, uma vez que o anúncio deve conter uma representação verdadeira do produto oferecido. Os termos também exigem que os anúncios devam respeitar a dignidade, ingenuidade, credulidade e inexperiência de crianças e adolescentes.

O advogado também cita a questão ética. Isso porque, o uso da inteligência artificial para trazer pessoas falecidas à vida, como o caso da propaganda com Elis Regina, levanta debates. O advogado Gabriel Britto destaca que “o uso do deep fale merece a fixação de normativas legais”. 

Além disso, o advogado também fez outra pontuação, referente às práticas de trânsito mostradas no filme. 

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“Em desatenção e de forma imprudente, considerando que deveriam olhar de forma fixa o caminho e estrada à frente na qual transitam”, citou o advogado.

Por meio de nota, o Conar informou que abriu uma representação ética contra a campanha publicitária da Volkswagen. Enquanto isso, a marca defende o material destacando o consentimento da família de Elis Regina.

Imagem: Martin Charles Hatch/ Shutterstock.com

Hannah Aragão

Autor

Hannah Aragão

Formada em jornalismo pela Universidade Federal de Pernambuco - UFPE. Atualmente fazendo parte do Seu Crédito Digital, acumulo experiências como redatora de finanças, economia e futebol.

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