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PSOL cita mais de 50 motivos ao STF para o Bolsonaro ser preso

Documento foi encaminhado ao ministro relator do inquérito que investiga "milícias digitais". Conheça os mais de 50 motivos citados pelo PSOL.

Marcos CostaPor Marcos Costa3 min de leitura
Ex-presidente Jair Bolsonaro com os braços cruzados e semblante sério

O PSOL encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um documento solicitando a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A petição, encaminhada ao ministro Alexandre de Moraes, cita mais de 50 motivos para o ex-chefe do Executivo ser preso.

O pedido, que também requer outras medidas cautelares, foi juntado ao inquérito (INQ) 4874. A apuração investiga a existência de milícias digitais que atuam para atacar a democracia e o Estado de Direito no Brasil. O documento produzido pelo PSOL é assinado por 16 políticos.

Além do presidente nacional da legenda, Juliano Medeiros, assinam outros 15 deputados federais – parlamentares com mais de um mandato e recém-diplomados. Entre os nomes mais conhecidos do partido estão Sâmia Bomfim, Luiza Erundina e Guilherme Boulos.

Pedidos são apoiados pelos mais de 50 motivos

O site Poder 360º disponibilizou a petição ao noticiar o fato.  Segundo o documento, o PSOL solicita que as responsabilidades de Bolsonaro no âmbito do INQ 4874 sejam apuradas. Além disso, são pedidos a quebra de sigilo telefônico e a apreensão do passaporte do ex-presidente.

A legenda avalia que há “iminente risco de fuga e de não retorno ao país”. Após deixar o Brasil na última sexta-feira (30), Bolsonaro encontra-se hospedado na casa do ex-lutador José Aldo, em Kissimmee, cidade próxima a Orlando, Flórida.

O partido ainda requer a busca e apreensão de “todo e qualquer” material comprobatório relacionado a ataques ao sistema eleitoral, evitando assim sua destruição. Para fundamentar os pedidos, o PSOL, que é base do governo Lula cita mais de 50 motivos – 51, mais exatamente.

Os mais de 50 motivos em linhas gerais

Em linhas gerais, os 51 pontos elencados dizem respeito à defesa que Bolsonaro fez durante toda sua gestão. Esse processo, defende o PSOL, integrava a divulgação de boatos, infundados, sobre o sistema eleitoral brasileiro não ser confiável.

Além disso, o documento denuncia que essas atitudes foram intensificadas quando pesquisas eleitorais começaram a indicar que Bolsonaro não se reelegeria. O PSOL lembra que, após o 2º turno, bolsonaristas radicais bloquearam rodovias e tentaram realizar atentados com explosivos

Em nenhuma ocasião houve pronunciamento do então Presidente da República na tentativa de arrefecer os ânimos de sua base”, observou. O fato, defende os membros do partido, indicam que Bolsonaro liderou o movimento, já que seria o único interessado em haver caos social.

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Armamento da população

Os membros do PSOL citam ainda o aumento de membros da sociedade civil armados ao longo do último governo. Na presidência, Bolsonaro flexibilizou o acesso a armas e munições além da disparada dos registros para as atividades de caçador, atirador desportivo e colecionar (CAC).

“[…] A Gestão Bolsonaro criou, deliberadamente, uma enorme massa de pessoas fortemente armadas que não aceitam o resultado das últimas eleições, tudo isso sob uma fragilizada política de fiscalização que desconhece o destino e o paradeiro de armas e munições”, opinou.

Leia a íntegra da petição, com os mais de 50 motivos, clicando aqui.

Imagem: BW Press / shutterstock.com

Marcos Costa

Autor

Marcos Costa

Formado em Comunicação - Jornalismo pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) em 2018. Acumula experiências como repórter, redator web e copywriter. Já trabalhou nos portais "Bahia Notícias" e "Bnews", além da assessoria de comunicação do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA).

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