Recentemente, algumas pessoas têm recebido um vídeo de um integrante do Partido dos Trabalhadores (PT), José Dirceu, que inclusive também é ex-ministro, afirmando que o movimento de esquerda ordenou a facada no ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL), em 2018.
Naquela época, Bolsonaro estava em um evento da sua então campanha eleitoral, quando foi surpreendido por uma facada. No entanto, essa notícia de que o PT ordenou o crime é mentira. Então, de onde surgiu a fake news?
Há um vídeo em que Dirceu refere-se ao acontecimento como “um erro nosso”, e por isso, essa parte está sendo usada como justificativa da suposta ordem do Partido. Contudo, apesar das falas do vídeo serem verídicas, o contexto em si não é bem esse.
O que Dirceu quis dizer com “foi um erro nosso”?
A partir da fala do ex-ministro, os apoiadores de Bolsonaro passaram a confirmar que Dirceu havia confessado o crime. Antes de mais nada, é importante destacar que o vídeo em questão é antigo, e Dirceu já se posicionou sobre ele há dois anos atrás.
Essa é mais uma característica das falsas notícias: colocar em circulação conteúdos antigos e fora de contexto. Em 2021, o ex-ministro explicou que estava falando sobre acontecimentos imprevisíveis que impediram a eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou do atual ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT).
Naquela situação, Dirceu alertava para o fato de que, caso a ex-presidente Dilma Rousseff tivesse seguido seu mandato até o fim, sem ter sofrido o impeachment, talvez Lula fosse presidente, se não estivesse preso. Veja o final da fala do político:
“A possibilidade era grande, poderia acontecer qualquer fato que impedisse isso, ou erros nossos, como a facada em Bolsonaro, como foi a decisão do Fachin, as coisas imprevisíveis da política”.
Investigações já confirmaram que o PT não estava ligado à facada
Durante os interrogatórios, Adélio Bispo de Oliveira já confessava que havia planejado o crime contra o ex-presidente sozinho. Nesse contexto, a investigação da Polícia Federal concluiu que ele realmente agiu sem nenhuma ajuda.
Outro fato que provou que o PT não estava envolvido foi que o autor do crime, assim como seus familiares, não receberam nenhuma transação financeira suposta. O extrato bancário de todos estava de acordo com seus respectivos padrões de vida, ou seja, nenhum deles foi pago para que Adélio tomasse tal atitude.
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