Na última semana, a Americanas anunciou o rombo de R$ 20 bilhões no balanço da empresa e, poucos dias depois, o valor da dívida subiu para R$ 40 bilhões.
Quais os bancos mais prejudicados com a crise das Lojas Americanas? Confira
Rombo bilionário da Americanas prejudicou alguns bancos e travou uma batalha judicial entre as partes envolvidas. Saiba mais!
Diante da situação, além da própria varejista, instituições financeiras sofreram impacto, uma vez que elas podem ser os responsáveis por pagar o rombo bilionário. Nesse sentido, a relação entre acionistas e credores não anda muito bem.
No entanto, de acordo com analistas, é mais provável que um acordo seja realizado entre as partes envolvidas do que haja uma declaração de falência pela companhia. Ainda assim, é possível visualizar quais foram os bancos mais afetados pela crise da Americanas. Confira.
Bancos impactados com a crise da Americanas
Segundo um levantamento realizado pelo Citi, publicado pelo e-Investidor, os bancos mais prejudicados pelo recente anúncio da Americanas, tanto em relação ao lucro líquido quanto ao patrimônio, foram os seguintes:
- Santander: 4% a 6,7% (lucro líquido); 0,7% a 1,1% (patrimônio);
- BTG Pactual: 3,3% a 5,6% (lucro líquido); 0,6% a 1,1% (patrimônio);
- Bradesco: 2,9% a 4,9% (lucro líquido); 0,4% a 0,7% (patrimônio).
Conforme apontam os analistas, os impactos da Americanas devem ser mais restritos às instituições financeiras, tratando-se de um caso isolado e não de tendência.
Maiores dívidas com a Americanas
Também foram divulgados quais os bancos que têm as maiores dívidas com a varejista. Veja a seguir:
- Bradesco: R$ 4,8 bilhões;
- Santander: R$ 3,7 bilhões;
- Itaú: R$ 3,4 bilhões;
- Safra: R$ 2 bilhões;
- BTG Pactual: R$ 2 bilhões;
- Banco do Brasil: R$ 1,3 bilhão.
Na pior das hipóteses, os bancos credores podem ter que assumir e quitar a dívida bilionária da Americanas. Quem publicou os valores foi o InfoMoney.
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Clima entre a varejista e bancos
O clima entre a Americanas e os bancos demonstrou piora nesta semana. As instituições financeiras entraram na Justiça para recorrer da decisão sobre a suspensão da cobrança de dívidas pelo prazo de 30 dias.
Ao longo dos próximos dias, espera-se que se apresentem mais ações.
Imagem: Leandro Marques / Shutterstock
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